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Twitter literário – autores

Até pouco tempo atrás, quando a internet começou a se alastrar pelo país todo, muita gente dizia que ela iria alienar nossos jovens, acabar com o contato humano, que iria, em suma, destruir com a criatividade das crianças. Bem, essas crianças cresceram e parece que, pelo menos em parte, não seguiram as previsões alheias. O twitter, uma das ferramentas sociais mais utilizadas na atualidade, está repleto de arte e de criatividade. Resolvi listar alguns twitters que prestam homenagem à literatura – seja com frases dispersas ou até mesmo os próprios autores e poetas. Pretendo fazer disso uma subcategoria, quem sabe numa próxima postagem falar de editoras e tal. Espero receber críticas nos comentários, do tipo “faltou fulano” etc.

Carlos Drummond de Andrade – @drummondandrade – Drummond é essencial, seja para se ler em casa ou no twitter. Uma homenagem muito bem feita, bem dosada e bem administrada.

João Guimarães Rosa – @jguimaraesrosa – Pouquíssimo atualizado, mas Guimarães sempre, sempre vale a espera.

Paulo Leminski – @leminski – Leminski é genial e pouco conhecido. Espero, então, que seguindo essa conta, você tenha contato com a poesia de Paulo. Freqüentemente atualizado.

Nelson Rodrigues – @rodriguesnelson – Também não aparecerá muito na sua timeline, mas suas tiradas e dizeres são únicas.

José Saramago – @_saramago – Homenagem ao autor luso, muito bem administrada. Serve de exemplo para todos os outros que abrem contas para postar frases e simplesmente as abandonam ao relento.

Chico Buarque – @buarquices – Chega de frases de música mal diagramadas, o negócio aqui é literatura. Embora alguns ainda torçam o nariz para os romances de Chico Buarque, vale a pena conhecê-los, ainda que em mínimas amostras, através dessa conta. E não vou falar mais nada, afinal, essa conta é atualizada por este que vos escreve.

Fernando Sabino – @letrasdesabino – Não é muito assíduo nas timelines, mas cada linha desse gênio tão pouco discutido no Brasil é um presente. Às vezes, também, pinta uma notícia sobre algo relacionado ao Sabino.

Fernando Pessoa – @fernandopessoa – Muitíssimo bem atualizado, a responsável pela conta mantém uma interatividade com seus seguidores, dando RT, com créditos, para as frases do Pessoa que são enviadas a ela.

Antônio Xerxenesky @xerxenesky – Conta do próprio Antônio, não se destina a frases de sua obra iniciante, mas é interessante acompanhar o autor de “Areia nos dentes”, um romance sobre zumbis no faroeste, que já está indo para a sua segunda edição.

Luis Fernando Verissimo – @luisfverissimo – Esta homenagem ao Verissimo chega a postar crônicas inteiras. Pode ser que alguns perfeccionistas achem que sua timeline fique bagunçada (mimimi), mas vale pela primazia dos escritos de Verissimo.

Fabricio Carpinejar - @carpinejar – Mais um autor contemporâneo. Pensamentos e frases soltas de Fabricio. Indico para quem gosta de uma poesia mais alternativa.

Paulo Coelho – @paulocoelho – Atualizado pelo próprio. Tem quem goste. Sem mais.

Millôr Fernandes – @millorfernandes – No comando do próprio Millôr. Frases que você já leu por aí e também muita coisa nova. O colunista da Veja, sempre bem antenadinho, garante algumas risadas com sua ironia sutil e também alguns momentos de reflexão.

Florbela Espanca – @almaespanca – Uma homenagem à poetisa, não muito atualizada e sem interatividade. Mas, pô, quando vem, é um verso da Florbela e isso basta.

Miguel de Cervantes – @soy_cervantes – O maior expoente da literatura espanhola. Nada melhor que aparecer em sua tela frases do genial Dom Quixote. Um must para todos os leitores.

Clarice Lispector – @clalispector – É a autora que mais tem contas em sua homenagem, o que me dificultou a escolha. Enfim, as frases e os poemas da Clarice são batidíssimos na internet, mas nem por isso perderam totalmente o seu brilho. Ainda não vi sendo postada nenhuma frase falsamente atribuída à autora, o que contou positivamente para minha escolha.

Luis Vaz de Camões – @luisvazcamoes – Clássicos poemas do Camões, aclamado por unanimidade como o maior poeta da língua portuguesa. É isso.

J.K. Rowling – @jk_rowling – A autora de Harry Potter não posta frases de seus livros, mas como a série do bruxo tem muitos fãs, talvez eles achem legal segui-la.

Augusto dos Anjos – @eueoutrospoemas – Poemas do maldito Augusto dos Anjos. O legal é que o responsável traz sempre o título do poema. É um negócio mais escatológico, mais underground, mas é um prato cheio pra quem gosta.

Caio Fernando Abreu – @cfernandoabreu – Detém, junto com Clarice Lispector, o maior número de homenagens no twitter – vai ter fã assim lá longe -, mas ainda assim de qualidade.

Neil Gaiman – @neilhimself – Assim como a Rowling, é uma conta pessoal. Sem trechos de suas obras. Mas é o Neil Gaiman.

Manoel de Barros – @poeta_manoeldb – Quem lê poesia e não lê Manoel de Barros, não tem moral. Cada verso é um facho de luz. Recomendo bastante.

Vinicius de Moraes – @vdemoraes – Homenagem ao poetinha visando mais seus poemas, embora também tenha frases de músicas. Saravá, Vininha!

Edit: mais autores, indicados nos comentários pelos leitores

Lucio Cardoso – @lucioclucio – Conta ainda fresca porém bem atualizada. Uma homenagem à paixão de Clarice Lispector e à inspiração de Caio Fernando Abreu

Mario Quintana – @maquintana – Falha minha ter deixado de fora essa homenagem ao Quintana, bem atualizada e bem diagramada.

Palavreado IX: A Nostalgia de um Gamer

Eu voltei, galera. Eu sei que a saudade tava batendo forte, e vocês já estavam indo afogar as mágoas num belo whisky… Mas o Artilheiro favorito de vocês (depois do Marcel, do Tauil e da queridíssima Alice) está de volta, para mais um Palavreado. E hoje não vamos debater sobre nenhum tema, não iremos falar de política, tampouco da minha mãe. Hoje eu quero contar uma história pra vocês. A história de como, no fundo, nós acabamos nos rendendo à infância. Sempre.

Eu comprei um Playstation 3 há algumas semanas. Um tesão, caros leitores. Um tesão. Os novos consoles, Playstation 3 e Xbox360, te dão a mesma sensação de ter a Scarlett Johansson e a Megan Fox, respectivamente, te esperando para desfrutar de tudo o que elas tem a oferecer.

Ok... Talvez não a MEEESMA sensação...

O que importa é que a nova geração de consoles é simplesmente sensacional. Indescritível. Incomparável. Insuperável (até que a nova geração venha, e assim consecutivamente). Eu estava maravilhado com o PS3, até que algo inusitado (para usar um belo eufemismo) ocorreu.

Estava eu na casa de uma amiga (@larissagould), conversando sobre uma infinidade de coisas, até que eu soltei uma frase que nem precisa ser dita para muitos que convivem comigo há anos: mulher que é mulher joga videogame! Rindo, ela começou a mexer embaixo da cama e puxou uma caixa. O conteúdo da caixa era como aquela de Pandora. Era como o auge de tudo. Era atingir o inatingível. Dentro daquela caixa, jazia um Super Nintendo.

UM SUPER FUCKING NINTENDO.

Quase a mesma reação.

Pensei em bater com a caixa na cabeça dela e, enquanto ela se recuperava do baque, fugir. Preferi partir para o diálogo e depois de implorar algumas dezenas de vezes, ela me emprestou o console. Quando eu fui olhar as fitas (FITAS!), fiquei com os olhos quase marejados. Dentre elas, estava Super Mario World e o principal motivo de pesadelos aos meus 7 anos e meio de idade: Mortal Kombat 3.

Não é por nada não, mas… Nostalgia é uma das coisas mais gostosas desse mundo. Porque aqui ta o Playstation, com suas infinidades de demos, com rede para jogar online com meus amigos, com gráficos fuderosos e tudo mais que um console next-gen deve ter. Mas meu irmão… Só no Super Nintendo você assopra a fita.

Sem mais.

IMPORTANTE!

O Artilheiro amado de vocês mudou de twitter. Sigam-me de novo, no atual: @lucasbaranyi



Palavreado VII – Twitter e as contra indicações

A simplicidade ganhou forma e cara na web 2.0. O Twitterque é o famoso “pio” dos passarinhos em inglês - tornou-se corpulento com uma rapidez digna dos grandes inventos. Vimos em 2009  a consagração da ferramenta que adentraria 2010 com uma inesperada importância na mídia.

Os meios de comunicação, das mais variadas vertentes, viram no Twitter uma forma esplendorosa de se aproximar dos espectadores. Os produtos seguem seus clientes, literalmente. E os fãs do – inexplicável – fenômeno Justin Bieber disseminam seus dizeres para os quatro cantos do universo em uma questão de piscadelas. Logo, somos todos tuiteiros felizes e informados.

Veja bem, raro leitor, não sou um tuiteiroPRO como nosso grande @lukebaranyi – quem eu vos indico a seguir – ou @tauiltter e seus sábios dizeres e conversas com o Senador Cristovam Buarque. Sou apenas um usuário teimoso que vê fascinado o funcionamento da ferramenta.

Antes de tudo, explico-lhes que minha concepção de Twitter é simples: nostálgica.  Eu escrevo para guardar momentos. O que me tira da grande massa que usa a ferramenta com inteligência de divulgar idéias, dicas e até mesmo vagas de emprego. É certo que o passarinho como forma de divulgação é incrivelmente eficaz e satisfatório, tanto a quem lê, para quem divulga. Quem lê, seleciona antes: seus seguidos. Quem divulga/escreve tem seu público alvo todo mapeado: seus seguidores.

Assim, falado resumidamente de como vejo a nova maior e indispensável rede social, direi o que me preocupa: O Twitter vicia. Não só vicia seus dias, frente a uma tela de computador a contar do estado do seu cãozinho que voltou do veterinário ou confirmar aquela coletiva de imprensa importante que você dará. O vício ao Twitter vai para além do desuso de sua lifetime.

Um psiquiatra, militante do LSD e crítico a hegemonia dos meios de comunicação chamado Timothy Leary alertou certa vez que o telespectador, habituado à programação da televisão em horário nobre, testado sobre sua concentração na leitura, quebrava o fluxo de foco em 20 minutos. 20 minutos é o que, exatamente, se configurava o tempo da programação de televisão até o primeiro comercial. Ou seja: depois de 20 minutos, o sujeito desconcentrava-se da tarefa que fosse, pois seu cérebro estava acostumado a dar sua atenção numa parcela segmentada de tempo até que desligaria por completo durante os comerciais.

O uso do Twitter deve ser cauteloso no que diz respeito a esse vício mental. Vêem-se pilhas e pilhas de jovens desconcentrados e de idéias sofríveis, sem argumentos. E o próprio mecanismo do Twitter aponta para isso, não como culpado, mas como cúmplice: sucinto, rápido, dinâmico e obsoleto. Os próprios dizeres se desvalorizam tantas vezes. O que tende em – uma possibilidade que parece apocalíptica, mas que não é tão distante – tornemo-nos cada vez mais resumidos, menos aprofundados. A geração dos 140 caracteres.

Assim, logo a juventude que tinha de meter-se entre bons romances – independente de sua espessura física de páginas – para entender da profundidade das coisas, conta caracteres para que caibam seus feitos cotidianos.

O Artilharia Cultural, junto a outros bons veículos do público jovem, sugere justamente uma descoberta de um mundo cultural. A humilde opinião em sugestões literárias, cinematográficas, musicais e etc é uma proposta do jovem para o jovem. Mesmo assim, com todas essas análises com até cinco, ou seis mil caracteres, usamos o Twitter. É evidente a já falada eficácia da ferramenta. Existe sim o que pode ser dito em 140 caracteres, ou até menos. Vejamos as manchetes jornalísticas: tantas interessantes, inteligentes e insinuantes com muitas vezes menos que isso. Mas as manchetes informam? Não.

A ferramenta é sim magnífica e útil. Mas toda benção vem próxima a maldição ou, metaforizando ainda mais citando Tio Ben de Peter Parker: Super ferramentas trazem super responsabilidades.

Por isso, usem-na com consciência, jovens e sejam felizes.

Palavreado V – Twitter, professores comunistas e minha mãe

Muita gente me deu idéia pra esse Palavreado. Afinal de contas, quando eu falei da Guerra dos Sexos ninguém gostou. E eu até diria que é porque 2/3 dos meus amigos que leram o post não praticam a ideia referida, mas né. Nunca iria falar uma coisa dessa num veículo respeitado como o Artilharia Cultural.

Por que eu estou aqui, mesmo? Ah, é. O Artilheiro Marcel tá fazendo nosso trabalho de faculdade, o Tauil está ocupado demais ouvindo Chico Buarque e eu fui o único que sobrou pra escrever pra vocês. Duro, né? Mas vambora, porque hoje eu decidi falar da ferramenta que mais ocupa meus dias vagabundos: o Twitter. O que infernos é o Twitter?

Cara, twitter é tipo uma realidade alternativa: os famosos não estão nos holofotes, os humoristas não têm graça e quanto menos sentido você fizer, melhor. Eu até falaria das imensas janelas de contatos que ele te disponibiliza, os links úteis, a relevância… mas se eu estivesse aqui para falar de modo coerente sobre o Twitter… bom, não seria eu. Seria o Tauil. Então o negócio é o seguinte, caro leitor: no meu universo, quanto mais dadaísta você for, melhor. Humor negro, incoerência, memes (se você não sabe o que é memes, google it), marmotas, blobfishes e muito mais com essa turminha do barulho que vai aprontar altas confusões. E se você, soldado, deseja conhecer esse universo, seguem algumas sugestões abaixo, com seus devidos exemplos.

@pedroaugst

Deus entrou na cozinha da minha vida, bateu a canela na mesa, ficou puto e me amaldiçoou: 1 celular c/ uma bateria q acaba sempre q preciso.

@dooart

“ai pq eu só tomo vinho pinot noir safra 62″ amigo depois da quinta taça ja nao importa se é cabernet sauvignon ou assis chateaubriand

@konelindo

EU SOU PREVENIDO GENTE, CABEI DE TOMA AQUELA VACINA CONTRA O VIRUS H1NX0

@ysamo7

fui atacado por um vexame de abelhas e passei a maior vergonha

Existem muitos outros dadaístas no meio do twitter, mas o que realmente importa nisso tudo é interagir. Essa desgraça foi feita pra isso, simples assim. E se você não seguir o protocolo, tem que ver isso aí.

Professores comunistas. Véi, não tem nada que eu odeie tanto no mundo quanto professores comunistas. Desde a 5ª série eu enfrento esse vírus que se plorifera em qualquer ambiente com alunos retardados, prontos para ouvir besteira e tomar aquilo como verdade. O legal de ter professor de esquerda é que ele se acha cheio de argumentos, mas quando você fala algo de volta ele fica possesso. Parece até que, sei lá, baixou o revolucionário nele. Uma vez eu tive uma discussão tão acalorada com um professor de geografia lá pela altura do meu 1º colegial que cheguei perto de tomar suspensão por “falta de respeito” e por atrapalhar o andamento da aula. Meu amigo, ele tava atrapalhando o andamento do mundo com aquela dialética e com aqueles argumentos. O comunismo é bom, e é por isso que ele deu certo em Cub… oh, wait. Não, mas calma. Ele vai dar certo na Venezuela. Tá vendo como a galera tá feliz, lá, com as rádios e emissoras fechando? É uma alegria só. Mas não acredite no que a imprensa fala, porque ela é direitista e manipuladora. Não leia a Veja! Ela é tendenciosa. Lê a Caros Amigos que é tão imparcial quanto minha mãe. Aliás, minha mãe não é de esquerda e nem de direita. Minha mãe não tem twitter, graças a Deus. Ela só tá ali porque é minha mãe, e a gente não reclama de mãe.

Beijo, mãe. E até mês que vem, soldados.