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Bombardeio XVI – Anti-heróis

Todos nós conhecemos um personagem, seja da literatura ou do cinema, cujas atitudes não são nem um pouco dignas de um herói, mas seus fins o são. É, exatamente isso… Aquela coisa de os fins justificam os meios, sabe? Estamos falando de anti-heróis. Aquele personagem que, mesmo tendo todos os motivos para ser odiado, é idolatrado por muitos. Nesse domingo, os artilheiros convidaram @losersomething para falarem de seus anti-heróis favoritos.

Han Solo (Lucas)

Na saga Star Wars, é meio impossível não querer ser Han Solo. O garoto Skywalker até tem seus méritos, afinal de contas, ele é “o último Jedi” e traz equilíbrio à galáxia (ou não… mas essa é uma longa história), além de – obviamente – portar um sabre de luz. Mas Han Solo, ainda assim, consegue ser mais legal.

Homens, venhamos e convenhamos: nós sabemos que a maioria das garotas tem uma quedinha (pra ser educado) pelo tipo de cara personificado por Harrison Ford no papel. Meio cafajeste, meio sem-vergonha, engraçadinho, charmoso e muito bom no que faz. Esse é Han, que só oferece ajuda à Luke para receber algo em troca. Enquanto a Aliança Rebelde luta contra o Império para a libertação da galáxia perante o regime imposto pelo Imperador Palpatine, Han interessa-se (junto com seu amigo Chewbacca, um Wookie que faz você querer mais ainda ser Solo) apenas em recompensas. Solo tem o “melhor amigo” fodão, e o “carro maneiro”. Porque, falem o que quiser. Falem da Enterprise, ou de qualquer outra nave. Na história da ficção, nada supera a Millenium Falcon.

Se isso tudo não serviu pra te convencer, vou usar o argumento imbatível: ela fica com a mocinha no final. É fodeza demais para um personagem só.

“Princesa Léia: Eu te amo.

Han Solo: Eu sei.”

Lord Henry (Tauil)

O meu anti-herói escolhido só podia ser um dos personagens mais interessantes de toda a literatura ocidental: Lord Henry Wotton, criado por Oscar Wilde para seu livro O retrato de Dorian Gray. Pra quem não leu, fica a indicação. Pra quem já leu, sabe que Lord Henry é n vezes mais profundo que o próprio personagem principal, o ingênuo e jovem Dorian. Henry é o autor das melhores frases do livro (algumas delas bem famosas) e dizem que a pessoa que o inspirou foi seu próprio criador. Porque assim como Oscar, Lord Henry é cínico e hedonista, ou seja, valoriza a beleza e o prazer acima de tudo. E é ele quem alicia Dorian à sua ruína através de sua visão de mundo. Não fosse esse aristocrata pedante, O retrato de Dorian Gray certamente não seria um terço do que é. Sei que recentemente houve uma adaptação cinematográfica da obra. Ainda não vi, mas sempre temi pelo o que poderiam fazer com Lord Henry Wotton: um personagem desse naipe deveria ficar intacto nas páginas que o originaram. Pra fechar, dois dos muitos grifos de Lord Henry que fiz em meu exemplar:

“Certas criaturas têm a mania de dar bons conselhos, precisando tanto deles para si… É o que chamo de o cúmulo da generosidade”.

“Mas os poetas medíocres são encantadores. Quanto piores os versos, tanto mais pitoresco é o poeta. O simples fato de haver publicado um livro de sonetos de segunda ordem torna um homem absolutamente irresistível. Ele vive a poesia que não soube escrever. Os outros escrevem a poesia que não conseguem concretizar”.

Trent Reznor (Marcel)

O cara que para mim representa a fodeza de poder ser mau e adorado se chama Trent Reznor e está na música. Se você não o conhece, saiba que ele é vocalista, produtor musical, multiinstrumentista e líder da maior banda de rock industrial de todos os tempos, o Nine Inch Nails. Reznor tem um ego colossal, e todo mundo sabe de seus modos agressivos e negligentes em suas atitudes, ofendendo as crenças dos ouvintes, maldizendo tudo e a todos. Suas músicas fazem referências fortes e explicitas ao sexo, as drogas, a homossexualidade, ao ateísmo e, segundo a leitura de muitos, até ao satanismo. Mas de pé, no palco, acima daquele mar de fãs sedentos por sua atitude espontânea e incômoda, Trent Reznor é um desses personagens que estão num nível complexo e elevado demais para serem chamados apenas de herói.

O Comediante (Gabs)

“Blake viu a face verdadeira da sociedade. E optou por ser uma paródia dela. Uma piada.”

Fala exatamente o que pensa, mata vietnamitas grávidas, fuzila rebeldes, estupra mocinhas que andam com roupinhas curtas e meia-liga de fora. Edward Blake, para mim, é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores anti-heróis da ficção. Além de ser todo bonitão e despertar calores no publico feminino inteligente, carrega em sua essência uma profundidade jamais esperada de um personagem como ele. Espelho de uma sociedade doente – a qual faz parte o seu contexto – O Comediante é um dos poucos que assume quem realmente é, e ainda faz questão de mostrar que toda humanidade carrega consigo a genética impiedosa.

Nessa situação, é extremamente difícil lhe expor em poucas palavras, assim como qualquer personagem de Watchmen. Mas vale lembrar que, mesmo carregando essa personalidade, ele ajudou a sociedade do único modo que conseguiria: matando. Fossem eles inimigos ou cidadãos, Edward Blake aniquilava qualquer imbecil que entrasse em seu caminho, sempre justificando com um afiado – e plausível – discurso: todos estamos corrompidos. E mesmo diante de toda carnificina, ele ainda consegue nos mostrar que a superficialidade não faz parte de sua essência.

“Um homem vai ao médico e diz que está deprimido. Que a vida parece dura e cruel, e que ele se sente sozinho neste mundo ameaçador. O médico diz: ‘O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade. Vá assisti-lo, isso vai alegrá-lo’. O homem começa a chorar copiosamente. Ele diz: “Mas doutor, eu sou o Pagliacci.”

Uma piada boa. Todos dão risadas. Rufem os tambores. Desçam a cortina.”

Qual o personagem preferido de Star Wars dos famosos?

Uma pergunta recorrente entre os fãs da saga Star Wars é: qual seu personagem favorito? As trilogias que levaram milhões de fãs aos cinemas são um fenômeno fora do comum. Respeito a série e os filmes de Star Trek, mas na hora de brigar com Star Wars, a coisa fica meio difícil: personagens como Chewbacca, Han SoloDarth Vader carregam um carisma que pode ser considerado inalcancável.

Se a discussão é legal entre amigos, o que dizer de perguntar para 100 celebridades de Hollywood quais são os personagens favoritos deles?  Os créditos são do pessoal da IGN que, além do vídeo, prepararam um infográfico.

Algumas respostas são sensacionais. Paul Rudd (um dos atores mais legais da nova geração da comédia, encabeçada por Seth Rogen) diz ser fã do robô IG-88, que nem aparece na saga. Seth, por sua vez, nem pensa duas vezes: elege Boba Fett como seu preferido, assim como Terry Crews (o pai do Chris em Everybody Hates Chris). Tina Fey (atriz e roteirista de uma das melhores séries da atualidade, 30 Rock) escolheu o Almirante Ackbar como seu favorito. A lista só aumenta, e é claro que os personagens mais conhecidos da saga aparecem em número maior. Quer saber quem venceu? Veja o infográfico (clique para ampliar):

Clique na imagem para visualizar o infográfico ampliado

Agora fica a pergunta: qual é o seu personagem favorito de Star Wars?

Bombardeio XI – Vilões

Incompreendidos, injustiçados, sobrepujados… Há quem defenda os vilões. Há quem torça por eles (e não são poucos!). Independente de como você olha para esses personagens, uma coisa não se pode negar: os heróis não existiriam sem eles. E, vamos combinar: alguns deles são mais divertidos que os próprios heróis.

Neste domingo, o Artilharia Cultural jogou o vilão favorito de cada Artilheiro no ringue, e agora é dever deles mostrar o porquê de seu vilão ser o melhor.

Lucas - Darth Vader

Quem me segue no twitter não se surpreendeu com a minha escolha. Quem me conhece bem, também não. Darth Vader é meu vilão favorito por uma série de motivos que renderiam um post gigantesco aqui (o que ainda acontecerá, um dia). Antes de falar um pouco dele, porém, eu gostaria de frisar que estamos falando de Lord Vader, e não de Anakin-mamãe-sou-revoltado-Skywalker, aquela bicha interpretada por Hayden-acho-que-sei-atuar-Christensen. Estamos falando do cara mau. Aquele que, quando chegar em qualquer lugar, deixa todo mundo com medo. Darth Vader já foi eleito em diversas listas como o melhor vilão de todos os tempos (amargando, de vez em quando, um 2º ou 3º lugar, mas nunca ficando abaixo disso), e não faz por menos: o cara já explodiu um planeta. UM PLANETA, VÉI. O cara cortou o braço do próprio filho! Sorte a dele que a lei da palmatória não é válida em outras galáxias, senão ele teria certos problemas com o governo. Apesar de que, se olharmos bem, ele é o governo. O Palpatine é só o Papa Bento XVI fantasiado de Sith, e nada mais.

Se meus argumentos não te convenceram, eu só digo uma coisa: o cara tem como trilha sonora própria a Marcha Imperial. Vença isso.

Tauil – Scar

Scar, pra mim, é o melhor vilão da história do cinema – sei que isso é um pouco complicado de afirmar, mas eu tô afirmando mesmo assim. Eu, que sempre fui torcedor da turma do mal, tenho o costume de listar sempre os meus vilões favoritos, e até hoje nenhum tirou o Scar da liderança. Primeiro porque, antes de mais nada, ele realmente tem uma voz de vilão, graças à rouquidão do Jeremy Irons. Depois, além de ser tudo o que um cara mau precisa ser, como sarcástico e dissimulado, Scar tem um adendo em sua personalidade: ele é teatral! E sensível! Ele rebola, ele canta e ele toma o poder não com um exército e nem com um superpoder, mas com meia dúzia de hienas! Hienas! É sangue-frio o bastante pra matar seu irmão com uma saudação irônica: “Long live the king!”. E também pra enviar seu único sobrinho à morte, aquele juvenil do Simba.

Scar é sem comparações, assim como a sua música tema. E explicar o paradoxo entre sua imagem de ditador e sua bichona interna talvez dê uma tese de psicologia – afinal, acho que já li por aí que o próprio Hitler tinha seus momentos drags oprimidos. Mas são só especulações, paremos por aqui. O importante é saber que se dessem um exército nazista ao Scar, ele certamente o conduziria com mais êxito que o Adolfinho. E com mais glamour, também.

Marcel – Zidane

Vamos combinar que é a tarefa de escalar seus vilões favoritos é fácil. Então resolvi trazer a memória do leitor um nome um pouco incômodo. Zinedine Zidane, o nosso carrasco careca das copas de 98 e 2006 tem motivos suficientes para participar desse Bombardeio ao lado de todos esses grandes vilões que vocês vêem aqui. Afinal de contas, o cara levou nas costas a seleção francesa para o lado negro da força – o time napoleônico nunca havia disputado um titulo mundial sequer. O francês ainda porta uma careca que qualquer Luthor invejaria além de ensinar o “Cabeça de Martelo” como é que se cabeceia seu adversário. Em linhas gerais, o que o mais interessante é encontrar defeitos em suas atuações em campo, por nós, brasileiros: das construções desconcertantes de suas jogadas e, principalmente de seu patriotismo à bandeira francesa. E como já ouvi dizer: todo anti-herói tem, em sua história uma moral a ser interpretada. Aqui está: que os jogadores brasileiros amem mais vestir uma camisa pra isso de Copa do Mundo possa ter sentido, para nós, novamente.

Alice – Coringa

Sei que é previsível de minha parte, mas me pareceria injusto escolher qualquer outro. Com cabelos verdes, pele branca e um amigável sorriso, o Coringa não é um vilão qualquer. Ele não quer vingança, não quer dinheiro, não quer poder. O que fazer com um criminoso sem objetivos? Nada. É ele quem faz e decide o que acontece. Sua única ambição é a insanidade geral. O Coringa tenta arrastar cada um ao seu nível mais crítico de loucura, pelo simples prazer de admirar o caos. Do Joker com um bigode que a maquiagem não conseguiu esconder direito de Cesar Romero até o palhaço sombrio de Heath Legder, a essência do maníaco homicida é a mesma: genial, imprudente e com um ótimo senso de humor.

Star Wars pode voltar ao cinema

De acordo com o site Total Film, o game Star Wars: The Force Unleashed, lançado em 2008, pode ser adaptado ao cinema. O jogo, que conta a história de um aprendiz secreto de Darth Vader, foi recorde de vendas das empresas de George Lucas, o criador da imortal saga. Foi anunciada, também, a segunda parte do jogo, a ser lançada aqui no Brasil no final de outubro. Veja o trailer abaixo.

This video was embedded using the YouTuber plugin by Roy Tanck. Adobe Flash Player is required to view the video.

As novidades da E3 2010

Artilheira Colaboradora: V

Enquanto você estava aí se preparando para a Copa do mundo, outras pessoas estavam preparavam-se para ir a Los Angeles, ver a E3. E pra você que está se perguntando “mas que diabos é isso de E3”, vou explicar. A E3, ou a Electronic Entertainment Expo, nada mais é do que a maior e mais importante feira internacional de games eletrônicos, onde as diversas empresas do setor estão presentes para apresentar, digamos assim, suas novidades (ou seja, só pra te deixar babando até que esses jogos e acessórios legais realmente comecem a vender).

A E3 2010 foi do dia 14 ao 17 de junho e essa, em especial, trouxe muitas novidades no mundo dos games, principalmente a Nintendo… Mas vamos por partes.

Kinect, PS Move e novos controles de movimento

A Sony foi a primeira a apresentar seus jogos e acessórios, e uma de suas novidades (isso se não for a maior delas) é o PS Move Controller, para o Playstation 3 que, assim como o controle do Nintendo Wii (o Wii Remote), funciona com movimentos. A vantagem em relação ao Wii Remote é que o Move não precisa de pilhas, que foram substituídas por um carregador. Há também, juntamente com o Move, o Move Shooting, onde você coloca o controle e usa como se fosse uma arma. O acessório já tem data de lançamento no mercado: 19 de setembro, mas só na América do Norte.

O Move Controller, coloridinho, e o Move Shooting

O Kinect foi apresentado pela Microsoft para o Xbox 360, e segue o mesmo esquema do PS Move, só que aparentemente mais legal: ele não tem um controle, e sim uma câmera, que funciona com comando de voz integrado, e o mais legal é que, através de uma luz infravermelha invisível, a câmera vê você perfeitamente, e através de alguns softwares ela rastreia 48 pontos do seu corpo, responde ao movimento deles no Xbox 360, com suporte para até dois jogadores simultaneamente… Ou seja: se você quiser jogar com duas pessoas com o Move, precisará de dois Moves. Se quiser jogar seu Xbox 360 com duas pessoas, só precisá de uma câmera (o Kinect). Os únicos problemas do aparelho são o preço, que é praticamente o triplo mais caro que o Move Controller, e sua utilização que, por enquanto, só funciona se você estiver de pé.

Não, não é bonitinho. Na verdade, é tão alien quanto eu... Mas é legal!

Sony Computer Entertainment

No geral, além do Move (que foi meio apagado na apresentação da Sony por causa dos jogos que serão lançados), a Sony não trouxe nada demais. O principal da companhia, nessa E3 foi, o jogo Killzone 3, que irá utilizar da tecnologia 3D no PS3, e o PS Move, assim como o Resident Evil: Gold Edition.

Em relação a Assassin’s Creed: Brotherhood (já o terceiro) a Ubisoft trará algo novo: o modo multiplayer. Só espero que esse terceiro não seja como os dois primeiros, que são ótimos quando você começa a jogar e, no decorrer, ele fica tão repetitivo nas missões que você acaba desistindo de terminar.

Outros jogos legais foram divulgados, como Portal 2, Dead Space 2, God of War: Ghost of Sparta, Gran Turismo 5 e Mafia II.
Microsoft

A grande atração da Microsoft foi realmente o Kinect, mas, além dele, anunciou-se a venda, nos Estados Unidos, de uma versão mais comacta do Xbox 360. Quem particiou do evento, aliás, recebeu essa nova versão.

Fora isso, nada demais foi apresentado – sem considerar, obviamente, os jogos lançados: Kinectimals, Halo: Reach, Gears of War 3 (que deve ser muito bom), Metal Gear Solid: Rising (pela Konami) e Crysis 2 (pela Eletronic Arts).

Alcance o paraíso

A Nintendo foi, na minha singela opinião de jogadora, a campeã da E3 2010. Ela conseguiu unir inovação e nostalgia no que fez. E, antes que me chamem de puxa-saco, aviso: este título nada mais é do que significa a palavra Nintendo.

Sua estrela, nesse evento, foi a nova versão do Nintendo DS, o Nintendo 3DS, que é igualzinho o Dsi XL, só que em 3D e sem aquele óculos ridículo. Além disso, a tela também é sensível ao toque. Legal, né? Agora junte esse Nintendo 3DS à clássicos da Nintendo como Zelda: The Ocarina of Time, Starfox 64. Foi isso que a Nintendo fez! Esses jogos em 3D. Além disso, também temos para o 3DS o Paper Mario, Mario Kart 3DS, e Kid Icarus: Uprising, que é um antigo e clássico jogo que agora retorna ao videogame.

Imagine um desses chegando em uma caixinha bonita na sua casa.

Além disso, mostrou praticamente a volta de Epic Mickey. Sim, o Mickey comum, mas com um jogo aparentemente mais sombrio, e feito exclusivamente para o Wii. E pra você que adora a Samus, lembraram dela com a nova versão de Metroid: Other M, também para Wii. O novo Zelda: The Legend of Zelda: Skyward Sword, cujo presidente da nintendo, Shigeru Miyamoto, apresentou na conferência. Foi meio atrapalhado, pois o Wii Remote será usado como escudo e espada no jogo… Mas os fãs da franquia irão gostar, sem sombra de dúvidas.

Imagine você chicoteando com o controle!

A Nintendo inovou também com Kirby, fazendo o primeiro jogo dessa fofa bolinha rosa para Wii. É, pra mim, o jogo mais criativo e bonitinho que já vi. Os cenários e personagens (incluindo o Kirby!) são feitos com lãs, tecidos, linhas, botões e zíper. Fofo, como todo jogo do Kirby, e com certeza o mais criativo de todos. Seu nome? Kirby’s Epic Yarn.

Outro jogo, que de certa forma inovou, foi o PokéPark Wii: Pikachu’s Adventure, o único da série de Pokémon, em forma de aventura. Parece legal.

Enfim, eu poderia escrever muito mais sobre o evento, sobre mais jogo, como Castlevania, Silent Hill, Star Wars, e muitos outros, mas essas informações com certeza são as mais importantes, além disso aqui já ser muito coisa pra vocês lerem.

Sobre a Artilheira Colaboradora

Verônica de Carvalho, ou simplesmente V, não é boa em se definir. Costuma acreditar que é um paradoxo. Na dúvida, prefere falar do que gosta. Gosta mais de ler do que escrever, de qualquer tipo de arte, prefere ficar em casa ao sair, ver um filme uma vez pra ver, e a segunda pra pensar. Observa detalhes que ninguém vê, ama jogar, ama a Nintendo e, se pudesse, teria todos os video-games do mundo. É pessimista, adora russos psicopatas (o que pode ser verdade… ou não). Dizem que é uma psicopata, mas no fim das contas é mais boazinha do que parece ser. Nas horas vagas cursa jornalismo na mesma sala dos Artilheiros Marcel e Luke.

Imagine um desses chegando em uma caixinha bonita na sua casa.

A grande atração da Microsoft foi realmente o Kinect, mas além dele, foi anunciado que será vendida nessa semana, nos Estados Unidos, uma nova versão mais compacta do Xbox 360. Os participantes do evento, receberam a nova versão.

Tirando isso, nada demais, além dos jogos, que foram: Kinectimals, Halo: Reach , Gears of War 3 (esse deve ser bem legal), Metal Gear Solid: Rising pela Konami, e Crysis 2 pela Eletronic Arts.

StarWarsDay – Luke, o fanboy

Eu não vou contar a história de novo (checar resenha de Fanboys), mas todo mundo que já trocou 5 palavras comigo sabe da minha devoção à saga. Devoto o suficiente para gastar R$250,00 num tênis da coleção Adidas Star Wars. Devoto o suficiente para ir, todo ano, na Jedicon (evento máximo de Star Wars que ocorre em todo Brasil, mas tem sua polarização em SP, RJ e DF). Fanático o suficiente para tentar impressionar as garotas listando 10 planetas – DE CABEÇA! – pertencentes às galáxias daquele universo muito, muito distante (e deu certo). Nunca tive, não tenho e nunca terei vergonha de assumir minha admiração e paixão pelos filmes de George Lucas. Quem me conhece um pouco melhor, aliás, sabe que eu só atendo pela alcunha Luke graças a, obviamente, Luke Skywalker. Claro que o Han Solo é mais legla, afinal de contas, ele pega a mocinha. Mas olha a minha cara de galã. Tá vendo? Não? Pois é. Não tenho.

E tudo isso que estou escrevendo não vem com a intenção de me elevar ao posto de nerd-mor. Alguns amigos meus (checar @capitaohank) agregam muito mais conteúdo que, se comparado ao que eu sei, me transformaria em motivo de piada. Mas você não precisa ser o maior conhecedor do universo nerd para aproveitá-lo ao máximo. Aliás, quando você não sabe tanto, tudo torna-se mais divertido. A descoberta de diversas aventuras, as imagináveis possibilidades… E, se eu pudesse, nunca teria descoberto a merda dos midichlorians (e eu sei que vocês concordam comigo).
No fim das contas, Star Wars não é só um filme. É uma tribo. Algo que agrega pessoas que envolveram-se tão loucamente quanto você na história do garoto de Tatooine que descobre ser o escolhido para destruir o Império Galáctico. Fãs dos bonecos mal-feitos, mas muito mais cativantes do que toda aquela baboseira em CGI. Somos fãs do heroísmo, da coragem, da luta entre o bem e o mal. E sabem por que Star Wars não morreu até hoje, e provavelmente nunca morrerá? Porque a saga tem o poder de atravessar as gerações. Eu só conheci porque meu pai me mostrou. Meu filho conhecerá porque eu assistirei com ele. E assim por diante, até que, como muitas pessoas dizem… Os nerds dominarão o mundo.

Em breve, no Artilharia Cultural: Como estragar algo que já estava ótimo em 5 passos, apresentando George Lucas.

Fanboys (2009)

Muitas pessoas acham que nós, escritores desconhecidos do público geral, estudantes de jornalismo, pessoas que não trabalham em veículos de grande circulação e, enfim, blogueiros, não são grande coisa. Afirmam que a informação que você, leitor, está tendo acesos, é totalmente irrelevante. Um professor meu de Sociologia afirma indiretamente que o jornal é o único veículo confiável. Se gaba de ler, por dia, uns 4 jornais diferentes. Quando questionado acerca da internet, ergue a sobrancelha. Diz não ter muita informação sobre e deixa passar batido. Acho particularmente engraçado que professores não interajam e não dialoguem com a web, considerando que a tendência do jornalismo é migrar justamente pra cá.

Cada palavra que escrevo aqui não me volta em forma de dinheiro. O tempo que passo para publicar artigos e resenhas no Artilharia Cultural não é remunerado, assim como o esforço e a atenção com cada linha, cada parágrafo, não é paga de volta. Escrevo aqui porque tenho opinião demais sobre tudo, e não consigo me contentar em ler a dos outros. Passei anos lendo o Judão, o JovemNerd e o NerdsSomosNozes, entre outros sites de cinema… E admiro muito a ascenção que os dois primeiros tiveram, e já fico feliz por saber que o NSN está trilhando um caminho similar. Esquecendo por agora o JN, que se resume mais na parte do NerdCast, o Judão e o NSN tem uma coisa em comum: as resenhas de filmes. Não sei se o primeiro continua a fazer isso, pois há um tempo atrás minha freqüência no site diminuiu, mas eu adorava ler as resenhas de lá e até hoje leio as do NSN por um motivo: a sinceridade e desenvoltura com que seus colunistas conseguem expressar tudo aquilo que o filme quer passar. Até hoje me lembro da resenha impactante que o Borbs fez sobre The Dark Knight, e me arrepio ao ler o post que o Filipe (editor-chefe do NSN) publicou aqui no Artilharia, sobre Guerra ao Terror.

Se eu fosse um escritor de um veículo sério e respeitável, talvez não pudesse falar de Fanboys. Talvez eu não conseguisse publicar uma resenha desse filme, e fosse obrigado a deixá-la para outra pessoa. O motivo, novamente, é simples: eu não controlaria meus sentimentos e precisaria me restringir a conceitos técnicos… Algo que você nem repara nesse filme. Antes que vocês se perguntem o porquê disso tudo, vou explicar da maneira mais breve possível.

Conheci Star Wars antes dos 10 anos. A culpa é toda do meu pai, que foi nas estréias dos 3 filmes da trilogia clássica. Grande parte do meu vício em cinema, aliás, é culpa dele (que também me apresentou ao Poderoso Chefão e enlouqueceu comigo vendo Matrix pela primeira vez). Da primeira cena do Episódio IV até a última do Episódio VI, eu descobri um novo universo. Descobri um mundo de aventuras, de desafios. Uma extinta legião de Jedi cujo único objetivo era proteger as galáxias do Lado Negro da Força. Um vilão que me deixava com muito medo, e um herói que – até hoje – é o meu favorito.

O tempo passou, eu cresci, e a paixão só aumentou. Sempre ostentei – sem vergonha alguma – a minha paixão por Star Wars e por mais uma infinidade de séries e adventos nerds. Essa, aliás, foi uma alcunha que me acompanhou desde sempre. Sempre fui o cara nerd com as camisetas nerds e os assuntos nerds. Lembro-me de um dos valentões do Ensino Fundamental que espalhava na escola que eu chegava na “balada” falando de Star Wars pras meninas. Para não entrar em maiores detalhes, hoje ele é pai e encontra-se sendo sustentado pela mamãe.

~~~Momento de reflexão~~~

Depois desse momento zen (num oferecimento Artilharia Cultural), vamos falar do que realmente interessa: o filme.

Fanboys é o tipo de filme onde – repetindo o que foi dito há pouco – não se deve analisar conceitos e aspectos técnicos, porque ele simplesmente não foi feito para isso. Sabe o típico filme da Sessão da Tarde que fica eternizado na tua cabeça? Um filme que não tem objetivo algum e não é ganacioso: ele só quer divertir. Pois então, caros leitores: Isso é Fanboys, película que carrega um único diferencial; ela foi feita para um gênero especial. Os fãs da saga mais tradicional e conhecida do público nerd: Star Wars.

A história é simples (e quase foi modificada, por uma imbecil ideia dos produtores): Um grupo de amigos decide se unir para invadir o rancho Skywalker e roubar uma versão do ainda não lançado Episódio I (o filme se passa em 1999). O motivo dessa invasão? Linus (interpretado por Chris Marquette), um dos quatro rapazes, tem câncer e está com seus dias contados. O tempo não é suficiente para assistir o Episódio I, o que torna a viagem uma questão de honra. Uma questão de amizade, depois de Eric Bottler (Sam Huntington) ter abandonado o colega por três anos, para dedicar-se a uma vida “adulta”, trabalhando na empresa de carros do pai. Os dois remanescentes do grupo são Hutch (Dan Fogler), o gordo que mora na garagem da mãe (lugar cujo nerd refere-se como “casa de carruagens”) e Windows (Jay Baruchel), o nerd clássico que acaba envolvendo-se virtualmente com outra fã de Star Wars. Completando o elenco principal encontra-se Zoe (a linda Kristen Bell), aparente único contato dos quatro com o universo feminino.

Temos aqui um road-movie que não tem medo de errar e de arrancar boas gargalhadas sem se preocupar em amarrar o roteiro ou algo do tipo. Ir para a cidade de nascimento do Capitão Kirk (de Star Trek, a saga rival e que – opinião nada imparcial do Artilheiro – é um saco) apenas para humilhar e arrumar briga com Trekkers é um desses momentos (que conta, obviamente, com um dos melhores atores de comédia da atualidade, o incrível Seth Rogen, que também faz o papel de um cafetão de Las Vegas (numa das cenas mais sensacionais de todo o filme) e de um alienígena segurança de um encontro de Star Trek fans). Aliás, o número de participações especiais em Fanboys só torna tudo mais divertido para os fãs (Princesa Léia, Lando Carlrissian e Darth Maul estão lá, os dois primeiros dezenas de anos mais velhos), que perdem a conta no número de referências e piadas envolvendo a saga.

Quando você para pra analisar o filme, percebe que ele é inocente. Que é um projeto que, como dito, não tem ganância alguma… Ele só quer atingir os fãs. Uma legião de pessoas que dedicou um bom período da sua vida a conhecer e amar essa série de filmes. Nerds, como eu, que sabem citar 10 planetas do Universo SW sem dificuldade nenhuma, mas encontra dificuldade na hora de lembrar daquela droga de Urano (e que minha namorada viciada em astronomia não leia isso). Fanboys existe pra te fazer dar muita risada e ter mais orgulho ainda em gostar da série de filmes que não passou do primeiro – e mais importante passo – para esse Universo Nerd que move montanhas (e que um dia irá dominar o mundo!). E sabem por que Fanboys é um filme tão incrível? Porque ele segue a premissa da trilogia antiga (citada por Linus em uma cena tão bela e acompanhada por uma música tão envolvente que te deixa com os olhos marejados): ele mantém as falhas. Bonecos de verdade, nada de efeitos especiais caros, mas entediantes. A trilogia clássica é puro coração, assim como esse filme. Os dois são sinceros, puros e só querem te divertir. Seja a história de um garoto do “interior” que descobre que tem o poder de acabar com o Império, ou a história de alguém que sabe que está com os dias contados, e portanto quer aproveitá-los da melhor maneira possível… É preciso manter as falhas, e saber admirá-las. Quem dera mais filmes como esse fossem feitos, apenas para nos divertir. Não precisa revolucionar a maneira de fazer cinema, ou render milhões nas bilheterias… Eu só quero me emocionar. Só quero sorrir, ter orgulho do que está acontecendo na telona. Só quero dar risada de verdade, e não aqueles sorrisos de canto. Fanboys consegue isso, e muito mais. E se você é fã de Star Wars, não espere mais um segundo para assistir.

OBS.: Fanboys nunca foi lançado no Brasil, nem em DVD. O Artilheiro em questão, então, sugere que o amigo leitor dê um jeito de assisti-lo, sem peso nenhum na consciência.

Fanboys (2009)


Muitas pessoas acham que nós, escritores desconhecidos do público geral, estudantes de jornalismo, pessoas que não trabalham em veículos de grande circulação e, enfim, blogueiros, não são grande coisa. Afirmam que a informação que você, leitor, está tendo acesso, é totalmente irrelevante. Um professor meu de Sociologia afirma indiretamente que o jornal é o único veículo confiável. Se gaba de ler, por dia, uns 4 jornais diferentes. Quando questionado acerca da internet, ergue a sobrancelha. Diz não ter muita informação sobre e deixa passar batido. Acho particularmente engraçado que professores não interajam e não dialoguem com a web, considerando que a tendência do jornalismo é migrar justamente pra cá.

Cada palavra que escrevo aqui não me volta em forma de dinheiro. O tempo que passo para publicar artigos e resenhas no Artilharia Cultural não é remunerado, assim como o esforço e a atenção com cada linha, cada parágrafo, não é paga de volta. Escrevo aqui porque tenho opinião demais sobre tudo, e não consigo me contentar em ler a dos outros. Passei anos lendo o Judão, o JovemNerd e o NerdsSomosNozes, entre outros sites de cinema… E admiro muito a ascenção que os dois primeiros tiveram, e já fico feliz por saber que o NSN está trilhando um caminho similar. Esquecendo por agora o JN, que se resume mais na parte do NerdCast, o Judão e o NSN tem uma coisa em comum: as resenhas de filmes. Não sei se o primeiro continua a fazer isso, pois há um tempo atrás minha freqüência no site diminuiu, mas eu adorava ler as resenhas de lá e até hoje leio as do NSN por um motivo: a sinceridade e desenvoltura com que seus colunistas conseguem expressar tudo aquilo que o filme quer passar. Até hoje me lembro da resenha impactante que o Borbs fez sobre The Dark Knight, e me arrepio ao ler o post que o Filipe (editor-chefe do NSN) publicou aqui no Artilharia, sobre Guerra ao Terror.

Se eu fosse um escritor de um veículo sério e respeitável, talvez não pudesse falar de Fanboys. Talvez eu não conseguisse publicar uma resenha desse filme, e fosse obrigado a deixá-la para outra pessoa. O motivo, novamente, é simples: eu não controlaria meus sentimentos e precisaria me restringir a conceitos técnicos… Algo que você nem repara nesse filme. Antes que vocês se perguntem o porquê disso tudo, vou explicar da maneira mais breve possível.

Conheci Star Wars antes dos 10 anos. A culpa é toda do meu pai, que foi nas estréias dos 3 filmes da trilogia clássica. Grande parte do meu vício em cinema, aliás, é culpa dele (que também me apresentou ao Poderoso Chefão e enlouqueceu comigo vendo Matrix pela primeira vez). Da primeira cena do Episódio IV até a última do Episódio VI, eu descobri um novo universo. Descobri um mundo de aventuras, de desafios. Uma extinta legião de Jedi cujo único objetivo era proteger as galáxias do Lado Negro da Força. Um vilão que me deixava com muito medo, e um herói que – até hoje – é o meu favorito.

O tempo passou, eu cresci, e a paixão só aumentou. Sempre ostentei – sem vergonha alguma – a minha paixão por Star Wars e por mais uma infinidade de séries e adventos nerds. Essa, aliás, foi uma alcunha que me acompanhou desde sempre. Sempre fui o cara nerd com as camisetas nerds e os assuntos nerds. Lembro-me de um dos valentões do Ensino Fundamental que espalhava na escola que eu chegava na “balada” falando de Star Wars pras meninas. Para não entrar em maiores detalhes, hoje ele é pai e encontra-se sendo sustentado pela mamãe.

Momento de reflexão. Quem se deu melhor?

Depois desse momento zen (num oferecimento Artilharia Cultural), vamos falar do que realmente interessa: o filme.

Fanboys é o tipo de filme onde – repetindo o que foi dito há pouco – não se deve analisar conceitos e aspectos técnicos, porque ele simplesmente não foi feito para isso. Sabe o típico filme da Sessão da Tarde que fica eternizado na tua cabeça? Um filme que não tem objetivo algum e não é ganacioso: ele só quer divertir. Pois então, caros leitores: Isso é Fanboys, película que carrega um único diferencial; ela foi feita para um gênero especial. Os fãs da saga mais tradicional e conhecida do público nerd: Star Wars.

A história é simples (e quase foi modificada, por uma imbecil ideia dos produtores): Um grupo de amigos decide se unir para invadir o rancho Skywalker e roubar uma versão do ainda não lançado Episódio I (o filme se passa em 1999). O motivo dessa invasão? Linus (interpretado por Chris Marquette), um dos quatro rapazes, tem câncer e está com seus dias contados. O tempo não é suficiente para assistir o Episódio I, o que torna a viagem uma questão de honra. Uma questão de amizade, depois de Eric Bottler (Sam Huntington) ter abandonado o colega por três anos, para dedicar-se a uma vida “adulta”, trabalhando na empresa de carros do pai. Os dois remanescentes do grupo são Hutch (Dan Fogler), o gordo que mora na garagem da mãe (lugar cujo nerd refere-se como “casa de carruagens”) e Windows (Jay Baruchel), o nerd clássico que acaba envolvendo-se virtualmente com outra fã de Star Wars. Completando o elenco principal encontra-se Zoe (a linda Kristen Bell), aparente único contato dos quatro com o universo feminino.

Temos aqui um road-movie que não tem medo de errar e de arrancar boas gargalhadas sem se preocupar em amarrar o roteiro ou algo do tipo. Ir para a cidade de nascimento do Capitão Kirk (de Star Trek, a saga rival e que – opinião nada imparcial do Artilheiro – é um saco) apenas para humilhar e arrumar briga com Trekkers é um desses momentos (que conta, obviamente, com um dos melhores atores de comédia da atualidade, o incrível Seth Rogen, que também faz o papel de um cafetão de Las Vegas (numa das cenas mais sensacionais de todo o filme) e de um alienígena segurança de um encontro de Star Trek fans). Aliás, o número de participações especiais em Fanboys só torna tudo mais divertido para os fãs (Princesa Léia, Lando Carlrissian e Darth Maul estão lá, os dois primeiros dezenas de anos mais velhos), que perdem a conta no número de referências e piadas envolvendo a saga.

Quando você para pra analisar o filme, percebe que ele é inocente. Que é um projeto que, como dito, não tem ganância alguma… Ele só quer atingir os fãs. Uma legião de pessoas que dedicou um bom período da sua vida a conhecer e amar essa série de filmes. Nerds, como eu, que sabem citar 10 planetas do Universo SW sem dificuldade nenhuma, mas encontra dificuldade na hora de lembrar daquela droga de Urano (e que minha namorada viciada em astronomia não leia isso). Fanboys existe pra te fazer dar muita risada e ter mais orgulho ainda em gostar da série de filmes que não passou do primeiro – e mais importante passo – para esse Universo Nerd que move montanhas (e que um dia irá dominar o mundo!). E sabem por que Fanboys é um filme tão incrível? Porque ele segue a premissa da trilogia antiga (citada por Linus em uma cena tão bela e acompanhada por uma música tão envolvente que te deixa com os olhos marejados): ele mantém as falhas. Bonecos de verdade, nada de efeitos especiais caros, mas entediantes. A trilogia clássica é puro coração, assim como esse filme. Os dois são sinceros, puros e só querem te divertir. Seja a história de um garoto do “interior” que descobre que tem o poder de acabar com o Império, ou a história de alguém que sabe que está com os dias contados, e portanto quer aproveitá-los da melhor maneira possível… É preciso manter as falhas, e saber admirá-las. Quem dera mais filmes como esse fossem feitos, apenas para nos divertir. Não precisa revolucionar a maneira de fazer cinema, ou render milhões nas bilheterias… Eu só quero me emocionar. Só quero sorrir, ter orgulho do que está acontecendo na telona. Só quero dar risada de verdade, e não aqueles sorrisos de canto. Fanboys consegue isso, e muito mais. E se você é fã de Star Wars, não espere mais um segundo para assistir.

OBS.: Fanboys nunca foi lançado no Brasil, nem em DVD. O Artilheiro em questão, então, sugere que o amigo leitor dê um jeito de assisti-lo, sem peso nenhum na consciência.