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Especial Quentin Tarantino – Pulp Fiction
ATENÇÃO:
Se você nunca assistiu Pulp Fiction, eu aviso: essa resenha contém spoilers e está mais confusa do que ano eleitoral. Se, ainda assim, você optar por ler, sugiro que siga a ordem numérica estipulada abaixo. Isso também serve pra quem não quiser arriscar ler na ordem estipulada no post. Hoje, às 19h00, ocorrerá o sorteio dos dois ingressos para Death Proof. O resultado sairá no twitter do AC.

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O plot? A gente pode resumir isso, né? Afinal de contas, somos todos íntimos de Pulp Fiction. Essa, vale comentar, é a primeira resenha que eu faço sem senso nenhum de ridículo e/ou estética. Estou me imaginando em uma mesa de bar, conversando sobre um dos meus filmes favoritos. E o quão sensacional é pensar que a maleta que rende 2/3 das desgraças que acontecem no filme saiu de Cães de Aluguel? E, melhor ainda… Nós não sabemos o que tem nela. Pessoas especulam que é a alma de Marsellus (o band-aid na nuca dele, um dos pontos mais importantes do corpo, poderiam confirmar isso), enquanto outros, mais céticos, dizem ser apenas diamantes (isso explicaria o reflexo que ela causa, quando aberta).O que importa é que você não vê isso em outro filme. Tá, a Marvel Studios ta fazendo crossovers entre os filmes, mas o ano era 1994, cara. É quase a continuação do filme. E vale lembrar que não é só isso que acontece. Paralelamente, temos a história de Butch (Bruce Willis), boxeador que tinha um acordo com Marsellus, ferra tudo e depois tem que tentar consertar a besteira (com uma Hattori Hanzo) pra não perder a vida. E no meio de tiroteios, diálogos ácidos e inteligentíssimos, nós só teremos uma conexão entre tudo isso perto do fim do filme. Que, na verdade, não é o fim e… ah, dane-se. Vocês entenderam.
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Tarantino tem um talento que poucos diretores tem: ressuscitar atores. John Travolta era o cara do Grease e d’Os Embalos de Sábado à Noite, até aparecer em Pulp Fiction. Samuel L. Jackson não era ninguém. Falem o que falar, pra mim o melhor papel da carreira desses dois é Pulp Fiction. Jackson pode vencer qualquer discussão com aquela barba, e se começar a citar a Bíblia, é porque você perdeu feio. Travolta, então, não precisa fazer muito. Se dançar um pouco e enfiar uma injeção de adrenalina no peito de alguém, já ta de bom tamanho.
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O que dizer de um filme que não tem começo, nem meio, nem fim? Ele não é dividido cronologicamente, como Bastardos Inglórios. Ele também não é “meio bagunçadinho”, como Reservoir Dogs. Pulp Fiction começa pela mesma cena que vai dar o fim ao filme, tem duzentas reviravoltas que não fazem sentido nenhum, e cenas antológicas o suficiente para quebrarem as pernas de qualquer filme que vocês colocarem na roda. Qualquer um. Sério. Eu conheço uma pessoa que não gosta de Tarantino, e a sorte dela é que ela é bonita, porque é meio complicado manter uma amizade com alguém desse tipo.

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Por tudo isso que eu disse e por uma infinidade de motivos, Pulp Fiction pode ser considerado o filme de uma geração. O filme que representou os anos 90, e, principalmente, a grande obra-prima de Quentin Tarantino, que – com esse filme – conseguiu consolidar um estilo de filmagem, de diálogos, de roteirização… Seu próprio estilo, que é impossível de se copiar. Nenhum outro diretor teve tanto carinho com suas influências à ponto de homenageá-las em todos os filmes que realiza. Nenhum diretor teve tanta ousadia em misturar ultraviolência com roteiros inteligentes, não ao dosar as duas, mas criando uma overdose de todas as características que seus filmes carregam. Pulp Fiction é uma injeção de adrenalina direto no seu peito, fazendo efeito por 2 horas e 28 minutos. E, até hoje, é um dos melhores filmes já feitos.
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Referências Tarantinescas. Você não tava esperando que isso fosse organizado como foi em Bastardos Inglórios, né? Estávamos na disciplina militar, lá. Aqui é terra de ninguém. Se você já assistiu Cães de Aluguel, deve ter percebido que Vic Vega, é irmão do personagem de John Travolta (Vincent Vega). E se você acha que Tarantino só deixou essa pista, olhe atentamente a cena em que o porta-malas do carro em que Jules e Vincent levantam o capô do carro, com o morto dentro. Ao lado dele, está o mesmo galão de gasolina usado por Blonde para colocar o policial de Reservoir Dogs em chamas. A ligação com Cães de Aluguel vai mais longe: Steve Buscemi é o garçom fantasiado de Buddy Holly que, quando interpretando Mr. Pink, recusava-se à dar gorjetas para garçonetes. Harvey Keitel tem sua participação em Pulp Fiction, como um enviado de Marsellus Wallace (o chefão da parada toda), para tentar dar um jeito no carro que Vega, ahm… Danificou.
Tá faltando referência, né? Vou fazer melhor do que deixar aqui. Nesse link você vai encontrar uma bíblia sobre Tarantino. Todas as referências legais, as curiosidades… Tudo bacana mesmo sobre o diretor e seus filmes encontra-se aí. Então eu não vou encher esse post com informaçõe sque você mesmo pode buscar; to aqui pra falar do que me dá tesão nesse filme.
E venhamos e convenhamos, algumas cenas são psicologicamente afrodisíacas. Sabe quando você tem um orgasmo mental? Foi isso que eu senti com o diálogo entre Travolta e Thurman na lanchonete.
Mia Wallace: Você não odeia isso?
Vincent: Odeio o que?
Mia: Silêncios desconfortáveis. Por que sentimos que é sempre necessário falar sobre qualquer merda para que possamos nos sentir confortáveis?
Vincent: Não sei. É uma boa pergunta.
Mia: É nessa hora que você sabe que encontrou alguém realmente especial: quando você pode simplesmente fechar a droga da boca por um minuto e, confortavelmente, compartilhar do silêncio.
Ou então a participação de Tarantino, como Jimmie, tendo que ajudar Jules e Vincent a darem um jeito no carro todo manchado de sangue e cérebro. Falando nisso, o quão genial é a cena de Travolta simplesmente explodindo os miolos do cara do banco de trás? Não faz sentido algum, e ao mesmo tempo, é de – com o perdão do trocadilho – explodir cabeças. E, se tudo isso ainda não mexeu com você, eu duvido que você não ficou tenso com a agulhada no peito de Thurman quando ela tem uma overdose de pó.

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Entrar para a história é para poucos. Se você ver um imbecil andando com um capacete do Darth Vader por aí, como se não houvesse amanhã, você reconhecerá o personagem. Saberá, ao menos, de onde ele veio.
E agora eu tomo alguns segundos do caro leitor para perguntar: você sabia que na França, o Quarteirão com Queijo não é chamado assim? Porque lá eles não usam o sistema métrico, e tal. O lanche é entitulado Royale with Cheese. Cara, você pode pedir uma cerveja em um Mc Donalds na França. Já o Big Mac é simplesmente Le Big Mac.
É referência o suficiente pra você? E se eu citar Ezekiel 25:17? Ou, talvez, a música You Never Can Tell, de Chuck Berry? Talvez se eu dançar um pouco de twist?
Eu já discuti com vários de fãs de Tarantino sobre minha preferência por Cães de Aluguel… Mas, quando você assiste com atenção o suficiente, quando você para pra olhar… Pulp Fiction é uma obra prima. Pulp Fiction é o tipo de filme que tem seu próprio gênero. E esse gênero é bad motherfucker.

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Como eu havia dito alguns posts atrás, aliás, Tarantino é mestre em matar personagens badass da maneira mais caricata possível. E como você já assistiu o filme – se não tivesse assistido, não chegaria até aqui -, você deve se lembrar da morte de Vincent. Pô, cara, o Butch mata o cara porque se assustou com uma torradeira. Ele descarrega uma sub-metralhadora num cara que acabou de sair do banheiro. E quando você pensa que o cara da loja de armas vai ligar pra polícia, o desgraçado é um maníaco sexual que decide estuprar Marsellus.
Especial Quentin Tarantino – Inglourious Basterds
A primeira coisa que alguém descobre sobre mim, quando falamos de cinema, é que eu sou apaixonado por filmes de guerra. Dentre elas, minhas duas favoritas são, em ordem de importância: a Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Vietnam. A segunda coisa que alguém descobre sobre mim, ao falar do assunto supracitado, é que meus diretores favoritos são, sem preferência definida: Quentin Tarantino, Martin Scorsese e Francis Ford Coppola. Desses três diretores, até o ano passado, apenas um tinha feito um filme de guerra. Apocalypse Now, de Coppola, é – até hoje – um dos melhores longas do gênero, que conta com Marlon Brando (lembre desse nome), Martin Sheen (pai de Charlie Sheen, que atuou em Platoon) e até o Morpheus moleque, Laurence Fishburn. E por que diabos eu estou falando disso? Porque em 2009, Quentin Tarantino nos entregou um dos melhores filmes de guerra de todos os tempos: Inglourious Basterds, ou, se vocês preferirem: Bastardos Inglórios.
O Mito
Quentin Tarantino demorou praticamente uma década para finalizar o roteiro de Bastardos Inglórios. Muita gente chegou a duvidar que o filme realmente seria feito um dia, mas o problema não era esse. Sabe quando você escreve alguma coisa, e isso tá muito bom, mas você sente que pode ficar melhor? Provavelmente o americano estava assim com relação à Bastardos. Ele sabia que aquela poderia ser sua obra prima, seu filme de maior sucesso, mas algo lhe dizia que faltava algo. E mais alguma coisa. E um toque de sangue ali. E um diálogo ácido acolá. E, em meio à diversas mudanças, ideias e planejamentos, o filme que era anunciado ano após ano finalmente teve suas filmagens iniciadas. Todos ficaram perplexos quando o roteiro vazou meses antes do filme estreiar, e ficou disponível para quem quisesse ler.
Eu comprei um livro com o roteiro original do filme. E, sabe, ler roteiro é uma coisa meio estranha. É totalmente diferente de ler uma história. Mas você consegue enxergar a alma do filme ali. E, como vocês puderam perceber… Ele não estava errado em ter demorado tanto tempo pra fazer a história.
Os Bastardos
Uma vez meu pai me disse: “filho, nunca discuta com uma mulher. De um jeito ou de outro, você vai perder”, e eu não ouvi. Talvez, exatamente por isso, eu sempre trave discussões sobre os mais variados assuntos com uma garota em particular. E essa garota odeia o Brad Pitt. Eu não entendo como alguém pode odiar o Tyler Durden e, mais que isso, o Lt. Aldo Rayne (homenagem ao ator e ex-veterano da 2ª guerra Aldo Ray). Pitt me lembrou, invariavelmente, Marlon Brando (eu falei pra você lembrar dele) durante diversas cenas, seja pelo rosto propositalmente estufado ou pelo jeito durão e imponente. Ele é o tipo de ator que não pode ser considerado “um dos melhores da sua geração”, mas ele é o tipo de cara que escolhe os melhores papéis para sua carreira (12 Macacos, Clube da Luta, Seven e o filme que estamos falando agora não me deixam mentir) e rouba a cena em quase todos eles.
Existem dois outros Bastardos que merecem destaque: Eli Roth, como o Sargento Donny Donowitz, não precisa atuar de maneira brilhante: ele é o Urso Judeu, temido por todos os nazistas que já ouviram falar dos Inglórios, tem apenas uma missão: ser brutal. E é isso que ele faz.
Já o alemão Til Schweiger recebeu uma missão mais dura: ser o Mr. Blond. Antes que você corte minha orelha fora, eu explico: Mr. Blond é o personagem turrão, que fala pouco e é, invariavelmente, o mais badass do grupo. A cara de mal de Schweiger, junto à cenas do loiro matando oficiais da Gestapo com uma narração de Samuel L. Jackson ao fundo são elementos que tornaram essa tarefa praticamente um passeio no parque, para o ator.
Existe um ator, porém, que merece um subtópico só para si: Christopher Waltz.
Hans Landa
Quando eu disse, três parágrafos acima, que Brad Pitt roubava a cena em quase todos os bons filmes que fazia, a explicação encontra-se no ator alemão que deu vida à um dos melhores vilões desde Darth Vader e Hannibal. Christopher Waltz é tão brilhante no papel do comandante da SS que nós torcemos para que ele apareça mais e mais. Nós torcemos para que existisse um filme só dele, com todas as suas crueldades, seus comentários insanos e suas demonstrações impressionantes de inteligência. Como o próprio diz, ele é um detetive. Um homem inteligentíssimo, que não admite derrotas. E como todo grande vilão tem um detalhe característico (Darth Vader tinha sua vestimenta especial, enquanto Hannibal era aprisionado à uma máscara), Tarantino deu à Hans Landa um enorme cachimbo, que causa risos à plateia quando retirado do bolso do comandante, naquela que é uma das melhores cenas de abertura da história do cinema moderno.
E é nessas horas que o destino mostra-se gentil com obras primas como esta. A primeira opção de Quentin Tarantino para o papel do comandante era Leonardo DiCaprio. Independente das qualidades de atuação do ator (as quais eu admiro) é certo que nenhum outro ator cairia tão bem como Waltz. Se o prêmio de melhor ator no festival de Cannes (2009), o Globo de Ouro (2010) e o Oscar (2010) por melhor ator coadjuvante não te dão certeza disso, as palavras de Tarantino talvez surtam algum efeito: segundo o diretor, Waltz “deu o filme de volta à Tarantino”. A explicação para essa frase é simples; Hans Landa, segundo Quentin, foi o melhor personagem que ele já inventou em toda sua vida. Até o austríaco aparecer, porém, era o tipo de papel que parecia impossível de se atuar. Podemos considerar que, se não fosse o ator, o filme talvez nunca tivesse saído do papel.
O ponto alto de Hans Landa, talvez, seja o fato do personagem não flertar com as ideias nazistas. Fica claro, durante o filme, que apesar de usar as roupas de um nazista, ele não flerta com sua ideologia. O Caçador de Judeus, como ele se auto-intitula, tem como prazer mostrar que é o melhor no que faz. E nós sabemos que essa é a mais pura verdade.
The Tarantino Way
Existe algo em filmes de guerra que é consideravelmente desagradável: nazistas falando inglês. Franceses falando inglês. Russos falando inglês. Diretores deviam saber que não adianta você obrigar um cara a falar inglês com um sotaque soviético: vai continuar sendo inglês. Mas nós não estamos falando de um diretor qualquer, aqui: estamos falando de Tarantino. E qual é seu modus-operandi? Traduzindo em bom português: se vai fazer, faz direito. E ele fez, de novo.
Na cena inicial, na qual Hans Landa interroga um fazendeiro francês que esconde vizinhos judeus em seu sótão, o diálogo inicial entre o nazista e o dono da propriedade é travado em francês. À pedido do personagem de Waltz, eles começam a conversar em inglês. O melhor: com um motivo. O palpite de Landa é que os vizinhos, fugitivos, não sabiam falar inglês. E, de fato, não sabiam.
Hitler e os oficiais alemães falam, graças à Deus, alemão. Uma cena memorável do filme (apesar que todas o são) mostra um diálogo entre Aldo Rayne e um oficial alemão que não fala inglês, precisando, então, da necessidade de um tradutor (um dos Bastardos, alemão). A opção por utilizar o inglês (ou simplesmente eliminar essa cena), que salvaria minutos de filme, foi ignorada pura e simplesmente para manter uma semelhança com a realidade.
Vale lembrar, igualmente, da cena que passa-se em uma taverna, depois de um jogo de adivinhações entre os Bastardos, Bridget von Hammersmark (Diane Krueger) e oficiais da Gestapo. O motivo que desencadeia uma sequência de ação só poderia sair da cabeça de Tarantino. E já que falamos nisso, a ultraviolência está lá, como não poderia faltar. Seja na execução de um oficial nazista com um taco de baseball (nota do artilheiro: na terceira vez que fui ao cinema para assistir Inglórios, procurei algumas pessoas que também assistiam o filme, com os cantos dos olhos, nas cenas de maior violência. Poucos olharam durante o tempo todo a execução do alemão ou o método de persuasão que Aldo Rayne usou em Mimieux) ou na apresentação de Hugo Stiglitz, Tarantino mostra que não perdeu a mão.
Once Upon a Time, in a Nazi Occupied France…
Soldados americanos (e judeus) são largados na França, como civis, com uma única missão: matar o máximo de nazistas que puderem. Não existe uma missão explanada, complexa, que possa ser interferida por militares do alto escalão, em uma mirabolante rede de intrigas: os Bastardos devem aterrorizar os nazistas, e destruir o máximo de oficiais alemães que conseguirem. Dentre seus métodos, o escalpelamento é, sem sombra de dúvidas, o mais criativo. Mais que uma missão de encontrar e destruir, os Inglórios sempre deixam um soldado vivo, para voltar ao Fuhrer e contar a história.
Durante duas horas e meia, temos a chance de observar Quentin Tarantino reescrever a história, usando suas inúmeras referências (é quase desnecessário comentar o quão incrível é que o plot todo da história acabe por girar na exibição de um filme de guerra em uma sessão que abrigará todo o grande comando nazista, e a possibilidade de matar todos ali mesmo) e utilizando diversos estilos de se fazer cinema para criar, como sempre, o seu próprio.
O artilheiro que vos escreve preferiu não falar de Melanie Laurent, que interpreta a judia Shosanna Dreyfus, porque não quero me apaixonar de novo.
Para mandar os soldados de volta para Hitler, como já mencionado aqui, Aldo Rayne lhe desenha uma suástica, talhando o desenho na testa do nazista com uma faca. Ao fazer isso novamente, na cena final do filme, Danny Donowitz olha para seu comandante e diz as seguintes palavras: acho que o senhor acabou de fazer sua obra-prima. Essa cena, rodada com a marca registrada de Tarantino, a “tomada do porta-malas”, na qual os atores olham para baixo, me deu a nítida impressão que esse foi um recado direto de Tarantino para nós. Bastardos, junto com Cães de Aluguel, é considerado a obra-prima do diretor. E, apesar de – por motivos pessoais – preferir Cães de Aluguel, Inglórios está na minha lista definitiva dos meus 10 filmes favoritos de todos os tempos. E se não está na sua, ainda, tá na hora de assistir de novo.
Curiosidades:
- Adam Sandler foi sondado para interpretar Danny Donowitz; devido à problemas na agenda, o papel ficou com Eli Roth.
- Hugo Stiglitz é o nome real de um ator mexicano.
- Eli Roth ganhou 15kg para interpretar o Urso Judeu
- Michael Madsen (Mr Blond) participaria do filme como Babe Buchinsky; nem Madsen, nem o personagem aparecem no filme.
- Tarantino é o primeiro soldado nazista a ser escalpelado pelos Inglórios
- Harvey Keitel (Mr White) é quem faz a voz do negociador que tenta um acordo com Hans Landa
Referências:
- Once Upon a Time in West, filme com Henry Fonda e Charles Bronson, foi a inspiração de Tarantino para o primeiro capítulo do longa.
- Na cena do tiroteio no cinema, Donny Donowitz está intencionalmente na mesma posição e com a mesma expressão de Tony Montana (Al Pacino) em Scarface.
- “Duas batidas: eu te bato, você bate no chão”, frase que Donowitz profere, foi retirada do filme O Clube dos Cinco.
- Existe uma alusão ao Clube da Luta quando Brad Pitt diz: “Você sabe, lutar em um porão oferece muitas dificuldades. A número um é, você está lutando em um porão.”
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Especial Quentin Tarantino – Reservoir Dogs
Como vocês já devem ter percebido, eu sou cinéfilo de carteirinha. Acredito que devo ser o Artilheiro que menos varia entre assuntos e editorias: minha praia acaba sendo, invariavelmente, o cinema. Explicar-lhes-ei um dos motivos que me atraem tanto, quando chega a hora de falar da sétima arte:
Dizem que a música nos faz ir para outro universo, viajar, sair de nós… E eu acredito que o cinema consegue fazer isso de uma maneira ainda mais poderosa. Ele nos apresenta elementos audiovisuais. Nos dá o mundo ali, entregue. Seja na sala de cinema (onde o efeito é consideravelmente maior, levando em conta o ambiente e o tamanho da tela) ou no conforto da sua casa, quando você está assistindo um filme, você está dentro dele. Você se coloca no lugar dos personagens, sente, torce, sofre, ri, chora. E nós precisamos convir que sempre existiu uma maneira “certa” de se fazer filmes. Começo, meio, plot twists (uma reviravolta na história) e um final. Tudo isso acompanhado de uma certa linearidade (os eventos ocorrem em uma ordem, sem misturar as partes do filme, no máximo com a introdução de flashbacks para explicar a história).
Mas de repente, um cara nascido em Knoxville (estado do Tennessee, e se eu fosse você eu lembraria disso até o fim desse especial), que assistia muitos filmes, começou a fazer alguns roteiros. Roteiros bons, que os estúdios gostariam, mas não o deixariam dirigir… Você precisa ser alguém, primeiro. O que ele fez? Vendeu dois roteiros para os estúdios, e, assim que tornou-se um nome conhecido entre os figurões dos estúdios, partiu para dirigir aquele que é considerado, por muitos, o melhor filme de Quentin Tarantino e um dos melhores filmes de todos os tempos: Cães de Aluguel.

O que dizer de um filme que começa pelo meio, avança para perto do fim, volta pro começo e depois acaba indo direto para o final? Vamos mais longe: o que dizer de um filme que começa com cerca de 8 caras em uma mesa (dentre eles o já consagrado Harvey Keitel, o sensacional Steve Buscemi e o próprio Quentin Tarantino, que é quem comanda o diálogo) discutindo sobre a música Like a Virgin, da Madonna. A cena inicial do filme é tão desconexa e tão genial que criou, por si só, uma referência em qualquer conversa sobre Tarantino. É impossível não ficar extasiado com a sagacidade descrita ali.
Somos apresentados, então, depois desse prólogo, aos Cães de Aluguel. Ladrões, homens cujo passado desconhecemos, que aparentam estar juntos para roubar um banco. A sequência de créditos que segue, dando nome aos atores, de repente acaba e a cena é cortada para Mr. Orange (Tim Roth) e Mr. White (Keitel) dentro de um carro, fugindo. Orange está ferido, e… Ué. Eles não haviam acabado de começar o filme? Pois é. It’s the Tarantino way. O assalto já aconteceu, e a gente sabe que algo deu errado. Para onde eles estão indo? Um galpão abandonado, que serviu de lugar de encontro para os meliantes.
Lá, White e Orange encontram Mr. Pink (Buscemi), outro que conseguiu fugir com uma maleta. Em meio à discussões acaloradas que envolvem levar ou não Orange – gravemente ferido – para o hospital e o que fazer com a mala, surge o típico personagem que rouba a cena nos filmes de Tarantino: Mr. Blond (Michael Madsen). Você deve ter assistido Bastardos Inglórios (que vai aparecer por aqui em breve); lembra de Hugo Stiglitz? É o Mr. Blond com mais armas. O elemento violência, aliás, é uma máxima nos filmes de Tarantino.
A história se divide em atos, cada um explicando um pouco de cada personagem e o que, de fato, aconteceu. Tarantino ignora qualquer linearidade, e passa a nos providenciar cenas memoráveis. Passo a passo, começamos a acreditar que estamos entendendo tudo… Mas acabamos por esquecer que estamos assistindo um filme de um diretor que revolucionou a maneira de fazer cinema.
Cães de Aluguel, com sua “singela” uma hora e quarenta minutos, consegue fazer mais do que muito filme policial tentou em duas horas e meia. Sem precisar de explosões, de sequências de perseguição ou de um elenco conhecidíssimo, é o tipo de filme que te causa algumas das sensações descritas no início desse post: angústia (não há palavra melhor para descrever uma cena peculiar entre Mr. Blonde, um policial capturado e uma faca), raiva (de um dos personagens que, como só saberemos no final, traiu o resto dos Cães de Aluguel), expectativa (que nunca se satisfaz, já que tudo acontece quando menos esperamos) e muito mais. Meu conselho é apenas um: assista Cães de Aluguel quantas vezes puder, durante toda sua vida. Vai valer à pena.
Acha que o post acabou? Agora vem a parte legal. Quentin Tarantino é conhecido por utilizar inúmeras referências em seus filmes. Listaremos, então, algumas encontradas em Cães de Aluguel.
- Straw Dogs (Sob o Domínio do Medo – 1971, com Dustin Hoffman) foi uma das inspirações do diretor para o título do filme.
- The Talking of Pelham 123 (O Sequestro do Metrô 123 – 1974, versão original) foi o filme que deu a ideia para Tarantino utilizar, com codinomes para os bandidos, nomes de cores.
- A Better Tomorrow II (1987, de John Woo) foi a inspiração para que todos os “cães” usassem ternos, assim como os personagens desses filmes.
- Na sequência inicial, Mr. White diz a seguinte frase: “Se você atirar em mim enquanto sonha, é bom que acorde e se desculpe”. A frase é baseada no boxeador Muhammad Ali que, certa vez, disse: “Se você um dia chegar a sonhar em me bater, é melhor que acorde e se desculpe”.
- Em uma determinada cena, Mr. Orange menciona o filme The Lost Boys (Os Garotos Perdidos – 1987, na época que o diretor, Joel Schumacher, ainda não havia colocado mamilos no Batman); acredita-se que é proposital, pois o vilão do filme supracitado trabalhava em uma locadora de filmes, assim como Quentin.
Chegamos ao fim da nossa primeira parte do Especial Quentin Tarantino. Curte Cães de Aluguel? Tem um Mr. preferido? O que achou do final? Comenta aí embaixo, e não esquece de participar da nossa promoção À Prova de Morte, que vai te dar dois ingressos pra assistir o último filme do mestre! Basta dar RT nesse tweet e seguir o AC!
Amanhã eu vou falar de Pulp Fiction, e espero você por aqui.
Avante, soldados!
CCSP traz mostra sobre Quentin Tarantino
Atenção, soldados que residem em São Paulo, porque a dica é imperdível. Do dia 13 ao dia 31 de Julho, o Centro Cultural São Paulo (CCSP) vai realizar a mostra Rock Tarantino, que irá exibir todos os filmes que influenciaram o diretor (que, como sabemos, é o que é por ter assistido westerns, filmes épicos do ocidente e terror trash… Sem contar com a sua própria mente doentia, é claro) na criação de Kill Bill (os dois filmes também serão exibidos no fim da mostra).
Vale lembrar também que ocorrerá também na mostra – mais especificamente dias 13, às 20h00 – a pré-estreia nacional de À Prova de Morte, filme integrante da série Grindhouse, “dueto” de filmes de terror cuja única peça rara que nos foi apresentada leva o nome de Planeta Terror, e conta com a direção de Robert Rodriguez e a produção do nosso amigo sósia do Samuel Rosa.
Segue, abaixo, a programação completa da mostra.
Dica: grifamos em vermelho os filmes que o AC (ou pelo menos o Artilheiro Luke) pretende estar.
Dia 13, 16h. Dia 25, 20h - Lady Snowblood
(Shurayukihime, Japão, 1973, 97 min). Dir.: Toshiya Fujita. Com Meiko Kaji, Toshio Kurosawa, Masaaki Daimon e outros. +16 anos.
História de uma menina que foi criada para servir de instrumento de vingança.
Dia 13, 18h. Dia 23, 16h - Batalha Real
(Batoru Rowaiaru, Japão, 2001, 122 min). Dir.: Kinji Fukasaku. Com Tatsuya Fujiwara, Aki Maeda, Tarô Yamamoto e outros. +18 anos.
Governo japonês aprisiona alunos da nona série e os obriga a se matarem.
Dias 13, 17 e 23, 20h - Pré-estreia: À Prova de Morte
(Death Proof, EUA, 2007, 95 min). Dir.: Quentin Tarantino. Com Kurt Russell, Zoe Bell, Rosario Dawson e outros. +18 anos.
Três amigas se divertem atraindo a atenção por onde passam, inclusive a de um misterioso homem que as observa de perto a bordo de um carro indestrutível.
Dia 14, 16h. Dia 24, 18h - The Street Fighter
(Gekitotsu! Satsujin ken, Japão, 1974, 91 min). Dir.: Shigehiro Ozawa. Com Sonny Chiba, Goichi Yamada, Yutaka Nakajima e outros. +16 anos.
Mulher tenta contratar gângster para sequestrar uma garota que recebeu herança de seu pai.
Dia 14, 18h. Dia 24, 20h - Tóquio Violenta
(Tokyo Ngaremono, Japão, 1966, 83 min). Dir.: Seijun Suzuki. Com Tetsuya Watari, Cheiko Matsubara, Hideaki Nitani e outros. +14 anos.
Enquanto aguarda sua execução, ex-assassino é chamado de volta a Tóquio para ajudar a enfrentar uma gangue rival.
Dia 14, 20h. Dia 24, 16h - Portal do Inferno
(Makai Tensho, Japão, 1981, 122 min). Dir.: Kinji Fukasaku. Com Sonny Chiba, Wakayama Saburo e outros. +16 anos.
Depois de ser decapitado e ter sua cabeça exposta em praça pública, líder de uma revolta japonesa reencarna para se vingar, e evoca o espírito de uma mulher traída pelo marido.
Dias 15 e 28, 16h - Cinco Dedos de Violência
(Tian Xia Di Yi Quan, Hong Kong, 1972, 104 min). Dir.: Chang-hwa Jeong. Com Lieh Lo, Ping Wang, Hsiung Chao e outros. +18 anos.
Após ser tratado com desprezo em uma nova escola, professor de artes marciais participa de um torneio para provar que é o maior lutador de kung-fu de sua aldeia.
Dia 15, 18h. Dia 25, 16h – A Câmara 36 de Shaolin
(Shao Lin San Shi Liu Fang, Hong Kong, 1978, 115 min). Dir.: Lau Kar-Leung. Com Chia Hui Liu, Lieh Lo, Chia Yung Liu e outros. +16 anos.
Durante ataque da dinastia Manchu, lutador consegue escapar e se concentra em aprender novos golpes mortais em busca de vingança.
Dia 15, 20h. Dia 25, 18h – Boxeador de Um Braço vs. Guilhotina Voadora
(Master of the Flying Guillotine, Taiwan/Hong Kong, 1975, 93 min). Dir.: Jimmy Wang Yu. Com Yu Wang, Tien Wu Chu, Kang Chin e outros. +16 anos.
Após ter dois discípulos mortos pelo revolucionário conhecido como Boxeador de Um Braço, o monge cego Fung Sheng parte em busca de vingança, levando consigo a lendária guilhotina voadora.
Dia 16, 16h – Jogo da Morte
(Game of Death, Hong Kong/EUA, 1979, 85 min). Dir.: Robert Clouse. Com Bruce Lee, Gig Young, Colleen Camp e outros. +18 anos.
Ao fazer sucesso como lutador de kung fu, homem é abordado por sindicato de proteção aos esportistas. Ele não aceita o controle deles, e se depara com situações inesperadas.
Dia 16, 18h. Dia 17, 16h - Os Cinco Venenos de Shaolin
(Five Deadly Venoms, Hong Kong, 1978, 97 min). Dir.: Cheh Chang. Com Sheng Chiang, Philip Kwok, Feng Lu e outros. +16 anos.
Professor instrui seus novos alunos a verificarem as atividades de cinco ex-alunos que foram treinados em um estilo único e especial de kung-fu, mas se tornaram maus elementos. Um aluno veterano conhece um pouco sobre essa técnica e deve se juntar aos outros para combater os bandidos.
Dias 16 e 27, 20h - Era uma Vez no Oeste
(Once Upon a Time in the West, Itália/EUA, 1968, 165 min). Dir.: Sergio Leone. Com Henry Fonda, Charles Bronson, Claudia Cardinale e outros. +14 anos.
Quatro personagens se cruzam em um jogo de morte e vingança: uma ex-prostituta, um bandido, um pistoleiro de aluguel e um homem misterioso que sempre carrega uma gaita.
Dias 17 e 28, 18h – Django Kill
(Se sei vivo spara, Espanha/Itália, 1967, 117 min). Dir.: Giulio Questi. Com Tomas Milian, Ray Lovelock, Piero Lulli e outros. +16 anos.
Membro de uma quadrilha que assaltou uma diligência é traído por seus companheiros, e abandonado para morrer. Ele consegue sobreviver e planeja vingança.
Dia 18, 16h. Dia 27, 18h - Rastros de Ódio
(The Searchers, EUA, 1956, 119 min). Dir.: John Ford. Com John Wayne, Jeffrey Hunter, Vera Miles e outros. +12 anos.
Ao voltar da guerra, ex-soldado descobre que sua família foi massacrada e sua sobrinha, capturada por índios. Ele viaja por cinco anos em busca da jovem.
Dia 18, 18h. Dia 27, 16h - A Morte Anda a Cavalo
(Da uomo a uomo, Itália, 1968, 112 min). Dir.: Giulio Petroni. Com Lee Van Cleef, John Phillip Law, Mario Brega e outros. +14 anos.
Anos depois de presenciar a morte de sua família por assaltantes, homem planeja vingança.
Dias 18 e 28, 20h - Três Homens em Conflito
(Il buono, il brutto, ill cattivo, Espanha/Itália, 1966, 161 min). Dir.: Sergio Leone. Com Clint Eastwood, Lee Van Cleef, Eli Wallach e outros. +14 anos.
Em busca de um tesouro escondido, três pistoleiros precisam se unir, mas terão que lutar contra os interesses pessoais.
Dias 20 e 30, 16h - Pavor na Cidade dos Zumbis
(Paura nella città dei morti viventi, Itália, 1983, 93 min). Dir.: Lucio Fulci. Com Janet Agren, Adelaide Aste, Enzo D’Ausilio e outros. +16 anos.
Após o suicídio de um padre, os portões do inferno se abrem e os mortos saem aterrorizando uma pequena cidade.
Dia 20, 18h. Dia 31, 16h – Sexo e Fúria
(Furyô Anego Den – Inoshika Ochô, Japão, 1973, 88 min). Dir.: Norifumi Suzuki. Com Reiko Ike, Christina Lindberg, Akemi Negishi e outros. +18 anos.
Os caminhos de Ocho, de três gângsteres que mataram seu pai e de alguns membros da Yakuza, que a querem ver morta, acidentalmente se cruzam. A chegada de uma espiã europeia irá complicar ainda mais a vida de Ocho.
Dia 20, 20h. Dia 22, 16h – Black Mama, White Mama
(EUA, 1972, 86 min). Dir.: Eddie Romero. Com Pam Grier, Margaret Markov, Sid Haig e outros. +18 anos.
O cotidiano de uma prostituta em uma prisão feminina que obriga que as detentas a ficarem algemadas juntas.
Dia 21, 16h. Dia 29, 18h - O Fantasma Do Futuro
(Ghost in the Shell, Japão, 1995, 82 min, animação). Dir.: Mamoru Oshii. +12 anos.
Em busca de criminoso especialista em computadores, esquadrão descobre que o mesmo é um vírus fabricado pelo Ministério, que tentar esconder o fato.
Apresentações seguidas. Dias 21, 18h. Dia 29, 16h – Kite
(Japão, 1998, 60 min). Dir.: Yasuomi Umetsu. Animação. +18 anos.
Após ter seus pais mortos, garota trabalha como assassina para um policial corrupto. Seu destino muda ao conhecer um assassino que deseja abandonar a criminalidade.
Dias 21 e 29, 20h – Thriller – Um Filme Violento
(Thriller – En Grym Film, Suécia, 1974, 104 min). Dir.: Bo Arne Vibenius. Com Solveig Andersson, Per-Axel Arosenius, Heinz Hopf e outros. +18 anos.
Violentada quando criança, jovem é treinada para se vingar de seus torturadores.
Dia 22, 18h. Dia 30, 20h – Ajuste Final
(Miller’s Crossing, EUA, 1990, 115 min). Dir.: Joel e Ethan Coen. Com Gabriel Byrne, Albert Finney, John Turturro e outros. +16 anos.
Tentando manter a paz entre famílias rivais, ex-conselheiro de um chefão do crime se vê envolvido em uma trama cheia de equívocos.
Dia 22, 20h. Dia 30, 18h – Scaramouche
(EUA, 1952, 115 min). Dir.: George Sidney. Com Stewart Granger, Janet Leigh, Eleanor Parker e outros. +12 anos.
Scaramouche é a identidade secreta de um herói que luta pela independência durante a Revolução Francesa.
Dias 23 e 31, 18h – Kill Bill Vol. 1
(EUA, 2003, 111 min). Dir.: Quentin Tarantino. Com Uma Thurman, David Carradine, Daryl Hannah e outros.
Ao voltar do coma, a ex-noiva do chefe de um grupo de assassinas decide se vingar de todos aqueles que tramaram contra ela.
Dia 31, 20h – Kill Bill Vol. 2
(EUA, 2004, 136 min). Dir.: Quentin Tarantino. Com Uma Thurman, David Carradine, Daryl Hannah e outros. +18 anos.
Sequência do filme sobre a assassina que decidiu se vingar daqueles que tentaram matá-la.
O CCSP fica na Rua Vergueiro, 1000 (DO LADO do metrô Vergueiro, Linha 1-Azul), e o telefone de lá é (11)3397-4002. E antes que você comece a reclamar que não tem dinheiro pra ir no cinema, a mostra é gratuita. Se você curte a sétima arte e gosta de Tarantino, é um pecado não comparecer ao menos uma vez para prestigiar suas influências e, mais que isso, a cultura. Muita gente reclama que não se tem incentivo à cultura no Brasil, às artes, mas existem diversas exposições e mostras por aí, basta procurar, e “espalhar a palavra”.
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Para mais informações, acesse: http://catracalivre.folha.uol.com.br/









