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StarWarsDay – Luke, o fanboy

Eu não vou contar a história de novo (checar resenha de Fanboys), mas todo mundo que já trocou 5 palavras comigo sabe da minha devoção à saga. Devoto o suficiente para gastar R$250,00 num tênis da coleção Adidas Star Wars. Devoto o suficiente para ir, todo ano, na Jedicon (evento máximo de Star Wars que ocorre em todo Brasil, mas tem sua polarização em SP, RJ e DF). Fanático o suficiente para tentar impressionar as garotas listando 10 planetas – DE CABEÇA! – pertencentes às galáxias daquele universo muito, muito distante (e deu certo). Nunca tive, não tenho e nunca terei vergonha de assumir minha admiração e paixão pelos filmes de George Lucas. Quem me conhece um pouco melhor, aliás, sabe que eu só atendo pela alcunha Luke graças a, obviamente, Luke Skywalker. Claro que o Han Solo é mais legla, afinal de contas, ele pega a mocinha. Mas olha a minha cara de galã. Tá vendo? Não? Pois é. Não tenho.

E tudo isso que estou escrevendo não vem com a intenção de me elevar ao posto de nerd-mor. Alguns amigos meus (checar @capitaohank) agregam muito mais conteúdo que, se comparado ao que eu sei, me transformaria em motivo de piada. Mas você não precisa ser o maior conhecedor do universo nerd para aproveitá-lo ao máximo. Aliás, quando você não sabe tanto, tudo torna-se mais divertido. A descoberta de diversas aventuras, as imagináveis possibilidades… E, se eu pudesse, nunca teria descoberto a merda dos midichlorians (e eu sei que vocês concordam comigo).
No fim das contas, Star Wars não é só um filme. É uma tribo. Algo que agrega pessoas que envolveram-se tão loucamente quanto você na história do garoto de Tatooine que descobre ser o escolhido para destruir o Império Galáctico. Fãs dos bonecos mal-feitos, mas muito mais cativantes do que toda aquela baboseira em CGI. Somos fãs do heroísmo, da coragem, da luta entre o bem e o mal. E sabem por que Star Wars não morreu até hoje, e provavelmente nunca morrerá? Porque a saga tem o poder de atravessar as gerações. Eu só conheci porque meu pai me mostrou. Meu filho conhecerá porque eu assistirei com ele. E assim por diante, até que, como muitas pessoas dizem… Os nerds dominarão o mundo.

Em breve, no Artilharia Cultural: Como estragar algo que já estava ótimo em 5 passos, apresentando George Lucas.

Star Wars Day!

É hoje. Não é aniversário de estréia do Episódio IV, não é aniversário de George Lucas, não é nada demais. A simples similaridade do termo “May the force be with you” e “May the 4th be with you” transformam o dia de hoje em algo especial para nós, nerds. É hoje o Star Wars Day. Não, não precisa sair por aí empunando seu sabre de luz, ou tentando usar a Força para estrangular as pessoas na rua. Mas comente. Celebre. Comemore. Dê risada e tire alguns minutos para lembrar da primeira vez que você assistiu uma das sagas mais conhecidas e apreciadas de todos os tempos. Esqueça tudo o que sabe sobre cinema e faça igual os garotos de Fanboys: Brade aos quatro ventos que Star Wars foi o melhor filme de todos os tempos.

Não há muito o que comentar, pelo menos não por agora. Fica a promessa do Artilheiro, porém, de um especial envolvendo os 6 filmes (e uma análise não muito carinhosa do que poderiam vir a tornar-se os próximos 3 filmes da saga, anunciados pela Lucas Film em computação gráfica). Aguarde, ainda hoje, um pequeno depoimento de um artilheiro-nerd-jedi e suas epopéis envolvendo a saga.

Por agora apenas um lembrete, caro soldado: Han shot first!

Fanboys (2009)

Muitas pessoas acham que nós, escritores desconhecidos do público geral, estudantes de jornalismo, pessoas que não trabalham em veículos de grande circulação e, enfim, blogueiros, não são grande coisa. Afirmam que a informação que você, leitor, está tendo acesos, é totalmente irrelevante. Um professor meu de Sociologia afirma indiretamente que o jornal é o único veículo confiável. Se gaba de ler, por dia, uns 4 jornais diferentes. Quando questionado acerca da internet, ergue a sobrancelha. Diz não ter muita informação sobre e deixa passar batido. Acho particularmente engraçado que professores não interajam e não dialoguem com a web, considerando que a tendência do jornalismo é migrar justamente pra cá.

Cada palavra que escrevo aqui não me volta em forma de dinheiro. O tempo que passo para publicar artigos e resenhas no Artilharia Cultural não é remunerado, assim como o esforço e a atenção com cada linha, cada parágrafo, não é paga de volta. Escrevo aqui porque tenho opinião demais sobre tudo, e não consigo me contentar em ler a dos outros. Passei anos lendo o Judão, o JovemNerd e o NerdsSomosNozes, entre outros sites de cinema… E admiro muito a ascenção que os dois primeiros tiveram, e já fico feliz por saber que o NSN está trilhando um caminho similar. Esquecendo por agora o JN, que se resume mais na parte do NerdCast, o Judão e o NSN tem uma coisa em comum: as resenhas de filmes. Não sei se o primeiro continua a fazer isso, pois há um tempo atrás minha freqüência no site diminuiu, mas eu adorava ler as resenhas de lá e até hoje leio as do NSN por um motivo: a sinceridade e desenvoltura com que seus colunistas conseguem expressar tudo aquilo que o filme quer passar. Até hoje me lembro da resenha impactante que o Borbs fez sobre The Dark Knight, e me arrepio ao ler o post que o Filipe (editor-chefe do NSN) publicou aqui no Artilharia, sobre Guerra ao Terror.

Se eu fosse um escritor de um veículo sério e respeitável, talvez não pudesse falar de Fanboys. Talvez eu não conseguisse publicar uma resenha desse filme, e fosse obrigado a deixá-la para outra pessoa. O motivo, novamente, é simples: eu não controlaria meus sentimentos e precisaria me restringir a conceitos técnicos… Algo que você nem repara nesse filme. Antes que vocês se perguntem o porquê disso tudo, vou explicar da maneira mais breve possível.

Conheci Star Wars antes dos 10 anos. A culpa é toda do meu pai, que foi nas estréias dos 3 filmes da trilogia clássica. Grande parte do meu vício em cinema, aliás, é culpa dele (que também me apresentou ao Poderoso Chefão e enlouqueceu comigo vendo Matrix pela primeira vez). Da primeira cena do Episódio IV até a última do Episódio VI, eu descobri um novo universo. Descobri um mundo de aventuras, de desafios. Uma extinta legião de Jedi cujo único objetivo era proteger as galáxias do Lado Negro da Força. Um vilão que me deixava com muito medo, e um herói que – até hoje – é o meu favorito.

O tempo passou, eu cresci, e a paixão só aumentou. Sempre ostentei – sem vergonha alguma – a minha paixão por Star Wars e por mais uma infinidade de séries e adventos nerds. Essa, aliás, foi uma alcunha que me acompanhou desde sempre. Sempre fui o cara nerd com as camisetas nerds e os assuntos nerds. Lembro-me de um dos valentões do Ensino Fundamental que espalhava na escola que eu chegava na “balada” falando de Star Wars pras meninas. Para não entrar em maiores detalhes, hoje ele é pai e encontra-se sendo sustentado pela mamãe.

~~~Momento de reflexão~~~

Depois desse momento zen (num oferecimento Artilharia Cultural), vamos falar do que realmente interessa: o filme.

Fanboys é o tipo de filme onde – repetindo o que foi dito há pouco – não se deve analisar conceitos e aspectos técnicos, porque ele simplesmente não foi feito para isso. Sabe o típico filme da Sessão da Tarde que fica eternizado na tua cabeça? Um filme que não tem objetivo algum e não é ganacioso: ele só quer divertir. Pois então, caros leitores: Isso é Fanboys, película que carrega um único diferencial; ela foi feita para um gênero especial. Os fãs da saga mais tradicional e conhecida do público nerd: Star Wars.

A história é simples (e quase foi modificada, por uma imbecil ideia dos produtores): Um grupo de amigos decide se unir para invadir o rancho Skywalker e roubar uma versão do ainda não lançado Episódio I (o filme se passa em 1999). O motivo dessa invasão? Linus (interpretado por Chris Marquette), um dos quatro rapazes, tem câncer e está com seus dias contados. O tempo não é suficiente para assistir o Episódio I, o que torna a viagem uma questão de honra. Uma questão de amizade, depois de Eric Bottler (Sam Huntington) ter abandonado o colega por três anos, para dedicar-se a uma vida “adulta”, trabalhando na empresa de carros do pai. Os dois remanescentes do grupo são Hutch (Dan Fogler), o gordo que mora na garagem da mãe (lugar cujo nerd refere-se como “casa de carruagens”) e Windows (Jay Baruchel), o nerd clássico que acaba envolvendo-se virtualmente com outra fã de Star Wars. Completando o elenco principal encontra-se Zoe (a linda Kristen Bell), aparente único contato dos quatro com o universo feminino.

Temos aqui um road-movie que não tem medo de errar e de arrancar boas gargalhadas sem se preocupar em amarrar o roteiro ou algo do tipo. Ir para a cidade de nascimento do Capitão Kirk (de Star Trek, a saga rival e que – opinião nada imparcial do Artilheiro – é um saco) apenas para humilhar e arrumar briga com Trekkers é um desses momentos (que conta, obviamente, com um dos melhores atores de comédia da atualidade, o incrível Seth Rogen, que também faz o papel de um cafetão de Las Vegas (numa das cenas mais sensacionais de todo o filme) e de um alienígena segurança de um encontro de Star Trek fans). Aliás, o número de participações especiais em Fanboys só torna tudo mais divertido para os fãs (Princesa Léia, Lando Carlrissian e Darth Maul estão lá, os dois primeiros dezenas de anos mais velhos), que perdem a conta no número de referências e piadas envolvendo a saga.

Quando você para pra analisar o filme, percebe que ele é inocente. Que é um projeto que, como dito, não tem ganância alguma… Ele só quer atingir os fãs. Uma legião de pessoas que dedicou um bom período da sua vida a conhecer e amar essa série de filmes. Nerds, como eu, que sabem citar 10 planetas do Universo SW sem dificuldade nenhuma, mas encontra dificuldade na hora de lembrar daquela droga de Urano (e que minha namorada viciada em astronomia não leia isso). Fanboys existe pra te fazer dar muita risada e ter mais orgulho ainda em gostar da série de filmes que não passou do primeiro – e mais importante passo – para esse Universo Nerd que move montanhas (e que um dia irá dominar o mundo!). E sabem por que Fanboys é um filme tão incrível? Porque ele segue a premissa da trilogia antiga (citada por Linus em uma cena tão bela e acompanhada por uma música tão envolvente que te deixa com os olhos marejados): ele mantém as falhas. Bonecos de verdade, nada de efeitos especiais caros, mas entediantes. A trilogia clássica é puro coração, assim como esse filme. Os dois são sinceros, puros e só querem te divertir. Seja a história de um garoto do “interior” que descobre que tem o poder de acabar com o Império, ou a história de alguém que sabe que está com os dias contados, e portanto quer aproveitá-los da melhor maneira possível… É preciso manter as falhas, e saber admirá-las. Quem dera mais filmes como esse fossem feitos, apenas para nos divertir. Não precisa revolucionar a maneira de fazer cinema, ou render milhões nas bilheterias… Eu só quero me emocionar. Só quero sorrir, ter orgulho do que está acontecendo na telona. Só quero dar risada de verdade, e não aqueles sorrisos de canto. Fanboys consegue isso, e muito mais. E se você é fã de Star Wars, não espere mais um segundo para assistir.

OBS.: Fanboys nunca foi lançado no Brasil, nem em DVD. O Artilheiro em questão, então, sugere que o amigo leitor dê um jeito de assisti-lo, sem peso nenhum na consciência.

Fanboys (2009)


Muitas pessoas acham que nós, escritores desconhecidos do público geral, estudantes de jornalismo, pessoas que não trabalham em veículos de grande circulação e, enfim, blogueiros, não são grande coisa. Afirmam que a informação que você, leitor, está tendo acesso, é totalmente irrelevante. Um professor meu de Sociologia afirma indiretamente que o jornal é o único veículo confiável. Se gaba de ler, por dia, uns 4 jornais diferentes. Quando questionado acerca da internet, ergue a sobrancelha. Diz não ter muita informação sobre e deixa passar batido. Acho particularmente engraçado que professores não interajam e não dialoguem com a web, considerando que a tendência do jornalismo é migrar justamente pra cá.

Cada palavra que escrevo aqui não me volta em forma de dinheiro. O tempo que passo para publicar artigos e resenhas no Artilharia Cultural não é remunerado, assim como o esforço e a atenção com cada linha, cada parágrafo, não é paga de volta. Escrevo aqui porque tenho opinião demais sobre tudo, e não consigo me contentar em ler a dos outros. Passei anos lendo o Judão, o JovemNerd e o NerdsSomosNozes, entre outros sites de cinema… E admiro muito a ascenção que os dois primeiros tiveram, e já fico feliz por saber que o NSN está trilhando um caminho similar. Esquecendo por agora o JN, que se resume mais na parte do NerdCast, o Judão e o NSN tem uma coisa em comum: as resenhas de filmes. Não sei se o primeiro continua a fazer isso, pois há um tempo atrás minha freqüência no site diminuiu, mas eu adorava ler as resenhas de lá e até hoje leio as do NSN por um motivo: a sinceridade e desenvoltura com que seus colunistas conseguem expressar tudo aquilo que o filme quer passar. Até hoje me lembro da resenha impactante que o Borbs fez sobre The Dark Knight, e me arrepio ao ler o post que o Filipe (editor-chefe do NSN) publicou aqui no Artilharia, sobre Guerra ao Terror.

Se eu fosse um escritor de um veículo sério e respeitável, talvez não pudesse falar de Fanboys. Talvez eu não conseguisse publicar uma resenha desse filme, e fosse obrigado a deixá-la para outra pessoa. O motivo, novamente, é simples: eu não controlaria meus sentimentos e precisaria me restringir a conceitos técnicos… Algo que você nem repara nesse filme. Antes que vocês se perguntem o porquê disso tudo, vou explicar da maneira mais breve possível.

Conheci Star Wars antes dos 10 anos. A culpa é toda do meu pai, que foi nas estréias dos 3 filmes da trilogia clássica. Grande parte do meu vício em cinema, aliás, é culpa dele (que também me apresentou ao Poderoso Chefão e enlouqueceu comigo vendo Matrix pela primeira vez). Da primeira cena do Episódio IV até a última do Episódio VI, eu descobri um novo universo. Descobri um mundo de aventuras, de desafios. Uma extinta legião de Jedi cujo único objetivo era proteger as galáxias do Lado Negro da Força. Um vilão que me deixava com muito medo, e um herói que – até hoje – é o meu favorito.

O tempo passou, eu cresci, e a paixão só aumentou. Sempre ostentei – sem vergonha alguma – a minha paixão por Star Wars e por mais uma infinidade de séries e adventos nerds. Essa, aliás, foi uma alcunha que me acompanhou desde sempre. Sempre fui o cara nerd com as camisetas nerds e os assuntos nerds. Lembro-me de um dos valentões do Ensino Fundamental que espalhava na escola que eu chegava na “balada” falando de Star Wars pras meninas. Para não entrar em maiores detalhes, hoje ele é pai e encontra-se sendo sustentado pela mamãe.

Momento de reflexão. Quem se deu melhor?

Depois desse momento zen (num oferecimento Artilharia Cultural), vamos falar do que realmente interessa: o filme.

Fanboys é o tipo de filme onde – repetindo o que foi dito há pouco – não se deve analisar conceitos e aspectos técnicos, porque ele simplesmente não foi feito para isso. Sabe o típico filme da Sessão da Tarde que fica eternizado na tua cabeça? Um filme que não tem objetivo algum e não é ganacioso: ele só quer divertir. Pois então, caros leitores: Isso é Fanboys, película que carrega um único diferencial; ela foi feita para um gênero especial. Os fãs da saga mais tradicional e conhecida do público nerd: Star Wars.

A história é simples (e quase foi modificada, por uma imbecil ideia dos produtores): Um grupo de amigos decide se unir para invadir o rancho Skywalker e roubar uma versão do ainda não lançado Episódio I (o filme se passa em 1999). O motivo dessa invasão? Linus (interpretado por Chris Marquette), um dos quatro rapazes, tem câncer e está com seus dias contados. O tempo não é suficiente para assistir o Episódio I, o que torna a viagem uma questão de honra. Uma questão de amizade, depois de Eric Bottler (Sam Huntington) ter abandonado o colega por três anos, para dedicar-se a uma vida “adulta”, trabalhando na empresa de carros do pai. Os dois remanescentes do grupo são Hutch (Dan Fogler), o gordo que mora na garagem da mãe (lugar cujo nerd refere-se como “casa de carruagens”) e Windows (Jay Baruchel), o nerd clássico que acaba envolvendo-se virtualmente com outra fã de Star Wars. Completando o elenco principal encontra-se Zoe (a linda Kristen Bell), aparente único contato dos quatro com o universo feminino.

Temos aqui um road-movie que não tem medo de errar e de arrancar boas gargalhadas sem se preocupar em amarrar o roteiro ou algo do tipo. Ir para a cidade de nascimento do Capitão Kirk (de Star Trek, a saga rival e que – opinião nada imparcial do Artilheiro – é um saco) apenas para humilhar e arrumar briga com Trekkers é um desses momentos (que conta, obviamente, com um dos melhores atores de comédia da atualidade, o incrível Seth Rogen, que também faz o papel de um cafetão de Las Vegas (numa das cenas mais sensacionais de todo o filme) e de um alienígena segurança de um encontro de Star Trek fans). Aliás, o número de participações especiais em Fanboys só torna tudo mais divertido para os fãs (Princesa Léia, Lando Carlrissian e Darth Maul estão lá, os dois primeiros dezenas de anos mais velhos), que perdem a conta no número de referências e piadas envolvendo a saga.

Quando você para pra analisar o filme, percebe que ele é inocente. Que é um projeto que, como dito, não tem ganância alguma… Ele só quer atingir os fãs. Uma legião de pessoas que dedicou um bom período da sua vida a conhecer e amar essa série de filmes. Nerds, como eu, que sabem citar 10 planetas do Universo SW sem dificuldade nenhuma, mas encontra dificuldade na hora de lembrar daquela droga de Urano (e que minha namorada viciada em astronomia não leia isso). Fanboys existe pra te fazer dar muita risada e ter mais orgulho ainda em gostar da série de filmes que não passou do primeiro – e mais importante passo – para esse Universo Nerd que move montanhas (e que um dia irá dominar o mundo!). E sabem por que Fanboys é um filme tão incrível? Porque ele segue a premissa da trilogia antiga (citada por Linus em uma cena tão bela e acompanhada por uma música tão envolvente que te deixa com os olhos marejados): ele mantém as falhas. Bonecos de verdade, nada de efeitos especiais caros, mas entediantes. A trilogia clássica é puro coração, assim como esse filme. Os dois são sinceros, puros e só querem te divertir. Seja a história de um garoto do “interior” que descobre que tem o poder de acabar com o Império, ou a história de alguém que sabe que está com os dias contados, e portanto quer aproveitá-los da melhor maneira possível… É preciso manter as falhas, e saber admirá-las. Quem dera mais filmes como esse fossem feitos, apenas para nos divertir. Não precisa revolucionar a maneira de fazer cinema, ou render milhões nas bilheterias… Eu só quero me emocionar. Só quero sorrir, ter orgulho do que está acontecendo na telona. Só quero dar risada de verdade, e não aqueles sorrisos de canto. Fanboys consegue isso, e muito mais. E se você é fã de Star Wars, não espere mais um segundo para assistir.

OBS.: Fanboys nunca foi lançado no Brasil, nem em DVD. O Artilheiro em questão, então, sugere que o amigo leitor dê um jeito de assisti-lo, sem peso nenhum na consciência.