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Toy Story 3

Artilheiros Participantes: Lucas, Tauil, Nathália Bettoni e Larissa Gould

Para resenhar o capítulo final de Toy Story, houve um impasse. Primeiro, ficou certo de que o artilheiro Lucas faria a postagem. Depois, o artilheiro Tauil também foi ao cinema e ficou com vontade de falar sobre. Em seguida, Nathália Bettoni e Larissa Gould, que entraram como artilheiras colaboradoras, também manifestaram vontade de participar. A partir disso, pensamos: por que não inovar o método das resenhas? Por que não experimentar uma nova fórmula para escrever? Pensando nisso, decidimos que resenharíamos esse filme a oito mãos. A gente se reuniu para uma conversa no MSN e o resultado, um tanto quanto colorido, está aqui. Venha conosco: ao infinito, e além!

Atenção: este artigo contém spoilers

Nostalgia

Tauil: Acho que o grande lance do Toy Story é a identificação que temos com a história. Por exemplo, O Rei Leão: perfeito, mas meu tio nunca tentou matar meu pai e meus amigos não comem insetos. É uma coisa distante da realidade.

Nathália: Essa situação de identificação é inquestionável. Pra mim isso é nostalgia pura, principalmente quando me lembro de assistir o Toy Story 1 em VHS.

Larissa: Ai, pegar aquela caixinha azul e tirar a fita verde, empurrá-la vídeo cassete abaixo e sentar no tapete da sala, junto aos meus brinquedos, olhando para cima (meio rá-tim-bum) enquanto eu via o Mickey feiticeiro fazer a abertura! É uma representação nítida de boa parte da minha infância.

Nathália: Isso foi em 1995, hoje já dá pra ver o filme até em 3D.

Tauil: Estamos ficando velhos. A geração dos anos 90 está repleta de Andys, né.

Nathália: Ou de Daisys. Que menina, no meu caso, nunca desejou uma casa pra sua Barbie, como a que o Ken mora no filme? E aquelas roupas de coleção? Como eram caras, minha mãe nunca quis comprar uma daquelas…

Lucas: Sejamos filhos únicos ou com irmãos (meu caso é o primeiro, apenas a título de curiosidade), nossa infância não existiria sem nossos brinquedos.

Larissa: É… é emocionante. Eu cresci com Toy Story, vivi aquilo, ainda tenho alguns brinquedos em cima do guarda-roupa na casa dos meus pais, embora eu tenha abandonado meus brinquedos e minha infância. Chorei muito no filme.

Tauil: Eu me livrei de todos já, menos um gorila de pelúcia que está comigo há mais de uma década.

Lucas: Pera aí, meninas. Momento masculino da conversa: Tauil, me atire uma pedra se você nunca amarrou sacolas de supermercado nos seus G.I Joe’s e jogou para cima, transformando soldados de terra em para-quedistas.

Tauil: Já fiz sim, muito! Eu morava em prédio, daí jogava da janela e perdia um monte que caía nos terrenos vizinhos.

Nathália: Então, essa que é a grande jogada da Pixar. Quem nunca brincou daquele jeito? Quem nunca teve um baú de brinquedos? Muita gente da geração de 90 está agora indo pra facul, bate aquela coisa, impossível não se comover. E pra quem não se comoveu, meu pêsames, pois estes nunca tiveram a divertida idéia de voltar correndo e olhar pela fechadura pra checar se seus brinquedos já ganharam vida ou não.

Personagens

Nathália: As personagens deste filme, do núcleo de sempre, nos dão a leve impressão de estarmos cada vez mais velhos e ranzinzas, porque apesar de terem se passado em média 7 anos, eles estão como novos, ali, esperando por uma brincadeira.

Larissa: Ah, em toda a trilogia o meu preferido é o Woody. Ele é mágico, ele é seu melhor amigo, aquele brinquedo muito antigo que todos guardamos e não queremos nos desfazer; mais do que isso, ele é o líder inabalável, sabe sempre o que dizer, e como o Andy nos lembra no filme, o Woody nunca te abandona, ele nunca desiste.

Lucas: É difícil elencar um favorito, considerando as peculiaridades de cada um. A ironia do Porco, a inocência do T-Rex, a falsa-arrogância de Buzz e o companheirismo do Woody são elementos que trazem à tona todo o profissionalismo da Pixar no que se diz em criação de personagens.

Tauil: Putz, pra mim ninguém pode com aqueles ETs do Pizza Planet! Sensacionais! Ooooh! Achei as participações do Palhaço e do Carrinho de telefone muito boas, também. Personagens pequenos, mas marcantes. Agora, se tem algum personagem detestável, é o Bebê. Assustador. Terrível.

Larissa: De detestável eu acho que é o Lotso. Ele conseguiu despertar em mim o que eu tenho de pior, cumpre muito bem seu papel. Ele é o único vilão de má índole em toda a trilogia.

Nathália: O meu preferido é o Sr. Cabeça de batata. Ele tá hilário nesse filme. O Rex também tá tão fofinho!

Tauil: Mimimi…

Larissa: Olha, o Ken e a Barbie foram uma sacada genial, grande parte da comédia do filme é mérito deles. A Disney promoveu um dos maiores encontros da história.

Nathália: Verdade, ri demais com os dois.

Tauil: Mas eu ainda prefiro os ETzinhos.

Nathália: Mimimi…

Trilha sonora

Tauil: Sobre a música eu não tenho muito a dizer. As trilhas da Disney são sempre espetaculares, e as adaptações pro português estão sempre no mesmo nível.

Larissa: Eu, particularmente, nunca ouvi as versões americanas das músicas, mas sou muito feliz com as versões nacionais. Apesar de que, neste terceiro filme, não houve nenhuma música realmente marcante. Toda emoção fica por conta do clássico “Amigo estou aqui” que é cantada no inicio do filme, e que marca o fim da infância de Andy.

Nathália: Verdade. A música “When she loved me”, do Toy Story 2, ganhou até Grammy. No primeiro filme, a trilha era quase que só instrumental, no segundo e no terceiro isso já mudou, o que é uma boa jogada, porque a música cantada fica muito mais na cabeça.

Tauil: “Amigo estou aqui” é o toque do meu celular. Nem dá vontade de atender…

Lucas: “You Got  a Friend in Me” é sensacional, mas “Amigo, Estou Aqui” é um deleite para os ouvidos. Essas e todas as outras versões em português são deliciosas de se escutar. Uma viagem de volta à infância.

História

Larissa: O filme todo é uma metáfora do abandono, da rejeição, do medo de envelhecer e de não ser mais útil. A história em si fala de amizade, um clichê, mas é tratada com uma sutileza tão grande e de uma maneira tão íntima, que é impossível não se envolver.

Tauil: Achei que foi um desfecho perfeito pra história. Sem muito nhenhenhé, sem muito melodrama. Com humor e emoção na medida certa. Nada muito previsível, tirando o fato de que é um filme feliz e portanto você já sabe o final.

Lucas: Nossa geração é abençoada por ter a chance de participar desse acontecimento. Andy tem mais ou menos a nossa idade (entre 7-8 no primeiro filme) e agora, como muitos de nós, está ingressando na faculdade. São as piadas e referências feitas para nós, é o humor para o jovem adulto, ou o velho adolescente… Entenda como quiser. O clima do filme chega a ser dark em alguns instantes, sempre ressaltando a transição de fase que Andy passa e, consequentemente, todos os brinquedos.

Dublagem

Tauil: Tenho asco de filmes dublados. Mas desenhos, em geral, só vejo dublado. Acho bem melhor.

Larissa: O melhor das dublagens é que elas aproximam a realidade dos personagens à nossa realidade, as piadas, os trejeitos. Tudo adaptado para a nossa cultura. Odeio não entender uma piada, ou entender e não achar graça.

Nathália: Os dubladores têm muito mérito. No original, eles têm as vozes do Tom Hanks e do Tim Allen, por exemplo. Acaba chamando gente pra ver.

Tauil: Aqui a gente nem conhece os dubladores. Só a voz. Os caras andam anônimos por aí.

Lucas: Mais ou menos, Tauil. Guilherme Briggs interpreta Buzz, enquanto Marco Ribeiro é Woody. Não temos nomes conhecidos como no exterior, é verdade, mas o Briggs acaba sendo uma exceção: ele é a verdadeira “celebridade” no meio da dublagem, sempre tendo um papel importante em grandes filmes e franquias.

Ou seja

Tauil: E pra fechar, falamos o quê?

Nathália: Que é pro leitor ir correndo ver Toy Story 3?

Larissa: Mas isso é óbvio demais, né, gente.

Lucas: É óbvio, mas não custa reforçar: se você, leitor, ainda não foi prestigiar Toy Story nos cinemas, corra! Antes que saia de cartaz. E vale a pena fazer uma sessãozinha “relembrar é viver”, revendo os outros dois filmes.

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Sobre os Artilheiros Colaboradores

Larissa Gould é estudante de jornalismo e nas horas vagas, discute política com estranhos. É apaixonada (e viciada) em leitura. Costuma se envolver muito com filmes e principalmente livros, chegando por diversas vezes a mudar traços de sua personalidade e adotar o de personagens. Teimosa, dificilmente sai de uma discussão sem perder ou usar todos seus argumentos. Acredita que se sua vida tivesse trilha sonora, certamente, seria em ritmo de samba. Você pode encontrá-la no twitter no @larissagould.

Nathália Bettoni é pseudo-estudante, dona de três adoráveis cães e duas pacatas tartarugas, amante de fotografia e cidadã italiana. Odeia café e derivados do milho. É a entregadora oficial do correio elegante todos os anos na festa junina. Sua atual meta de vida é passar numa federal e viver de festas para contar para as suas netinhas. Seu twitter: @nathyb_.

5 Responses to “Toy Story 3”

  • Eu gostei desse formato, ficou bem dinâmico.

    Quero ir no cinema assistir, ainda não tive tempo.

  • Astolfo, brigado pelo comentário, cara. Essa foi uma resenha experimental e estávamos aguardando mesmo retornos. É uma conversa comum de MSN, não entendi onde está a confusão. E, bem, quanto ao colorido, aí vai de cada um.

    Abraço!

  • Astolfo:

    Olha, queridos “artilheiros”, terei de ser sincero com vocês.
    Acompanho frequentemente o artilharia cultural mas tenho que confessar que achei esta uma péssima “nova ideia”. Claro que é interessante ter a opnião de várias pessoas sobre um filme e tudo mais, mas este ficou totalmente confuso e confesso que não cheguei e ler até o fim.

    Seguem dois detalhes simples:
    Esta totalmente confuso e colorido que são coisas que irritam bastante quem esta sentando em sua bela poltrona (como eu) lendo a matéria em um ótimo site, como este.

    Não entendam como algo ruim, estou apenas tentando ajudar.

  • Caramba, agora até deu vontade de ir ao cinema assistir Toy Story 3 no cinema.

    Também gostei do formato da resenha, bem mais ágil e democrático que o convencional.

  • [...] This post was mentioned on Twitter by Lucas Baranyi, Artilharia Cultural. Artilharia Cultural said: @lucasbaranyi, @tauiltter, @larissagould e @nathyb_ fazem a primeira resenha interativa do AC. O filme? Toy Story 3! http://migre.me/10vtD [...]

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