<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Artilharia Cultural</title>
	<atom:link href="http://www.artilhariacultural.com/?feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.artilhariacultural.com</link>
	<description>munindo você de conhecimento</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Sep 2010 13:34:46 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
<image>
<link>http://www.artilhariacultural.com</link>
<url>http://www.artilhariacultural.com/wp-content/mbp-favicon/mail.google.com.png</url>
<title>Artilharia Cultural</title>
</image>
		<item>
		<title>Bombardeio XVI &#8211; Anti-heróis</title>
		<link>http://www.artilhariacultural.com/?p=5190</link>
		<comments>http://www.artilhariacultural.com/?p=5190#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 15:21:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Artilharia Cultural</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bombardeio]]></category>
		<category><![CDATA[Anti-heróis]]></category>
		<category><![CDATA[Han Solo]]></category>
		<category><![CDATA[Lord Henry]]></category>
		<category><![CDATA[NIN]]></category>
		<category><![CDATA[O Comediante]]></category>
		<category><![CDATA[O retrato de Dorian Gray]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Wilde]]></category>
		<category><![CDATA[Star Wars]]></category>
		<category><![CDATA[Trent Reznor]]></category>
		<category><![CDATA[Watchmen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.artilhariacultural.com/?p=5190</guid>
		<description><![CDATA[Todos nós conhecemos um personagem, seja da literatura ou do cinema, cujas atitudes não são nem um pouco dignas de um herói, mas seus fins o são. É, exatamente isso&#8230; Aquela coisa de os fins justificam os meios, sabe? Estamos falando de anti-heróis. Aquele personagem que, mesmo tendo todos os motivos para ser odiado, é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/anti-her.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5376" title="anti-her" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/anti-her.jpeg" alt="" width="480" height="480" /></a></h3>
<p>Todos nós conhecemos um personagem, seja da literatura ou do cinema, cujas atitudes não são nem um pouco dignas de um herói, mas seus fins o são. É, exatamente isso&#8230; Aquela coisa de <em>os fins justificam os meios</em>, sabe? Estamos falando de <strong>anti-heróis. </strong>Aquele personagem que, mesmo tendo todos os motivos para ser odiado, é idolatrado por muitos. Nesse domingo, os artilheiros convidaram <a href="http://www.twitter.com/losersomething">@losersomething</a> para falarem de seus anti-heróis favoritos.</p>
<p><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Han-Solo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5377" title="Han Solo" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Han-Solo.jpg" alt="" width="338" height="507" /></a></p>
<h3>Han Solo (Lucas)</h3>
<p style="padding-left: 30px;">Na saga <strong>Star Wars</strong>, é meio impossível não querer ser <strong>Han Solo</strong>. O garoto <strong>Skywalker</strong> até tem seus méritos, afinal de contas, ele é &#8220;o último Jedi&#8221; e traz equilíbrio à galáxia (ou não&#8230; mas essa é uma longa história), além de &#8211; obviamente &#8211; portar um sabre de luz. Mas Han Solo, ainda assim, consegue ser mais legal.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Homens, venhamos e convenhamos: nós sabemos que a maioria das garotas tem uma <em>quedinha</em> (pra ser educado) pelo tipo de cara personificado por <strong>Harrison Ford</strong> no papel. Meio cafajeste, meio sem-vergonha, engraçadinho, charmoso e muito bom no que faz. Esse é Han, que só oferece ajuda à Luke para receber algo em troca. Enquanto a Aliança Rebelde luta contra o Império para a libertação da galáxia perante o regime imposto pelo <strong>Imperador Palpatine</strong>, Han interessa-se (junto com seu amigo <strong>Chewbacca</strong>, um Wookie que faz você querer mais ainda ser Solo) apenas em recompensas. Solo tem o &#8220;melhor amigo&#8221; fodão, e o &#8220;carro maneiro&#8221;. Porque, falem o que quiser. Falem da Enterprise, ou de qualquer outra nave. Na história da ficção, <strong>nada</strong> supera a <strong>Millenium Falcon</strong>.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Se isso tudo não serviu pra te convencer, vou usar o argumento imbatível: ela fica com a mocinha no final. É <em>fodeza</em> demais para um personagem só.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>&#8220;Princesa Léia:</strong> Eu te amo.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><strong>Han Solo:</strong> Eu sei.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">
<p style="padding-left: 30px;"><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/oscar-wilde.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5381" title="oscar-wilde" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/oscar-wilde.jpg" alt="" width="332" height="480" /></a></p>
<h3>Lord Henry (Tauil)</h3>
<p style="padding-left: 30px;">O meu anti-herói escolhido só podia ser um dos personagens mais interessantes de toda a literatura ocidental: <strong>Lord Henry Wotton</strong>, criado por <strong>Oscar Wilde</strong> para seu livro <strong>O retrato de Dorian Gray</strong>. Pra quem não leu, fica a indicação. Pra quem já leu, sabe que Lord Henry é <em>n</em> vezes mais profundo que o próprio personagem principal, o ingênuo e jovem Dorian. Henry é o autor das melhores frases do livro (algumas delas bem famosas) e dizem que a pessoa que o inspirou foi seu próprio criador. Porque assim como Oscar, Lord Henry é cínico e hedonista, ou seja, valoriza a beleza e o prazer acima de tudo. E é ele quem alicia Dorian à sua ruína através de sua visão de mundo. Não fosse esse aristocrata pedante, <strong>O retrato de Dorian Gray</strong> certamente não seria um terço do que é. Sei que recentemente houve uma adaptação cinematográfica da obra. Ainda não vi, mas sempre temi pelo o que poderiam fazer com Lord Henry Wotton: um personagem desse naipe deveria ficar intacto nas páginas que o originaram. Pra fechar, dois dos muitos grifos de Lord Henry que fiz em meu exemplar:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Certas criaturas têm a mania de dar bons conselhos, precisando tanto deles para si&#8230; É o que chamo de o cúmulo da generosidade&#8221;.</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Mas os poetas medíocres são encantadores. Quanto piores os versos, tanto mais pitoresco é o poeta. O simples fato de haver publicado um livro de sonetos de segunda ordem torna um homem absolutamente irresistível. Ele vive a poesia que não soube escrever. Os outros escrevem a poesia que não conseguem concretizar&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Trent_Reznor__Personal_Jesus_by_Ted_Drakness.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5383" title="Trent_Reznor__Personal_Jesus_by_Ted_Drakness" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Trent_Reznor__Personal_Jesus_by_Ted_Drakness-1024x767.jpg" alt="" width="440" height="330" /></a></p>
<h3>Trent Reznor (Marcel)</h3>
<p style="padding-left: 30px;">O cara que para mim representa a fodeza de poder ser mau e adorado se chama <strong>Trent Reznor</strong> e está na música. Se você não o conhece, saiba que ele é vocalista, produtor musical, multiinstrumentista e líder da maior banda de rock industrial de todos os tempos, o <strong>Nine Inch Nails</strong>. Reznor tem um ego colossal, e todo mundo sabe de seus modos agressivos e negligentes em suas atitudes, ofendendo as crenças dos ouvintes, maldizendo tudo e a todos. Suas músicas fazem referências fortes e explicitas ao sexo, as drogas, a homossexualidade, ao ateísmo e, segundo a leitura de muitos, até ao satanismo. Mas de pé, no palco, acima daquele mar de fãs sedentos por sua atitude espontânea e incômoda, Trent Reznor é um desses personagens que estão num nível complexo e elevado demais para serem chamados apenas de herói.</p>
<h3><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Comedian.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5390" title="Comedian" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Comedian-661x1024.jpg" alt="" width="350" height="544" /></a></h3>
<h3>O Comediante (Gabs)</h3>
<p style="padding-left: 30px;"><em>&#8220;Blake viu a face verdadeira da sociedade. E optou por ser uma paródia dela. Uma piada.&#8221;</em></p>
<p style="padding-left: 30px;">Fala exatamente o que pensa, mata vietnamitas grávidas, fuzila rebeldes, estupra mocinhas que andam com roupinhas curtas e meia-liga de fora. Edward Blake, para mim, é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores anti-heróis da ficção. Além de ser todo bonitão e despertar calores no publico feminino <em>inteligente</em>, carrega em sua essência uma profundidade jamais esperada de um personagem como ele. Espelho de uma sociedade doente &#8211; a qual faz parte o seu contexto &#8211; O Comediante é um dos poucos que assume quem realmente é, e ainda faz questão de mostrar que toda humanidade carrega consigo a genética impiedosa.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Nessa situação, é extremamente difícil lhe expor em poucas palavras, assim como qualquer personagem de Watchmen. Mas vale lembrar que, mesmo carregando essa personalidade, ele ajudou a sociedade do único modo que conseguiria: matando. Fossem eles inimigos ou cidadãos, Edward Blake aniquilava qualquer imbecil que entrasse em seu caminho, sempre justificando com um afiado – e plausível &#8211; discurso: todos estamos corrompidos. E mesmo diante de toda carnificina, ele ainda consegue nos mostrar que a superficialidade não faz parte de sua essência.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>&#8220;Um homem vai ao médico e diz que está deprimido. Que a vida parece dura e cruel, e que ele se sente sozinho neste mundo ameaçador. O médico diz: ‘O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade. Vá assisti-lo, isso vai alegrá-lo’. O homem começa a chorar copiosamente. Ele diz: &#8220;Mas doutor, eu sou o Pagliacci.&#8221;</em></p>
<p style="padding-left: 30px;"><em>Uma piada boa. Todos dão risadas. Rufem os tambores. Desçam a cortina.&#8221;</em></p>
<div id="ifyoulikedthat"><h3>Leia também</h3><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=4475">Bombardeio X - Dia do Escritor </a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1441">Bombardeio II - Oscar 2010</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=3597">Bombardeio V - As bandas coloridas</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=5180">Bombardeio XIV - Heróis</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=4512">Bombardeio XII - Sertanejo Universitário</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.artilhariacultural.com/?feed=rss2&amp;p=5190</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Palavreado XVI &#8211; Além das revistas velhas</title>
		<link>http://www.artilhariacultural.com/?p=5357</link>
		<comments>http://www.artilhariacultural.com/?p=5357#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 22:06:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alice</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavreado]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.artilhariacultural.com/?p=5357</guid>
		<description><![CDATA[Nunca tive medo de ir ao dentista. Não exatamente medo – sei lá o que as outras pessoas sentem -, já vi casos de sujeitos que sentiam a anestesia nem bem entrando no consultório, mas disso culpo os purificadores de ar. Desconforto? Cadeiras reclináveis não só garantem o bem-estar do paciente como têm botõezinhos ao alcance [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/salaespera.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5364" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/salaespera.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Nunca tive medo de ir ao dentista. Não exatamente medo – sei lá o que as outras pessoas sentem -, já vi casos de sujeitos que sentiam a anestesia nem bem entrando no consultório, mas disso culpo os purificadores de ar. Desconforto? Cadeiras reclináveis não só garantem o bem-estar do paciente como têm botõezinhos ao alcance de sua mão, para serem apertados e ajustados de acordo com a sua vontade enquanto o profissional se vira para procurar as luvas descartáveis. Nunca tive medo provavelmente porque nunca tive nenhuma experiência traumática em uma dessas cadeiras, e porque sempre ganhava sorvete depois da anestesia (nunca contei à minha mãe que o frio prolongava o efeito – ignorância às vezes faz bem). E porque, apesar do pavor que tinha – e tenho! – do algodão, gostava – e gosto – muito das salas de espera.</p>
<p>Esperar não é algo lá muito agradável em situação alguma. Ainda mais quando a expectativa é de passar a próxima hora exibindo a arcada dentária a alguém. Salas de espera não se resumem a  consultórios odontológicos, obviamente, mas as outras não têm a mesma tensão no ambiente que estas – salvo os casos de oncologistas ou ginecologistas com o resultado do seu exame de gravidez. Há um clima quase de cumplicidade entre os freqüentadores. Sempre que a porta que leva até a fatídica saleta é aberta, todos elevam os olhos àquela pobre criatura que a atravessa, que até tenta sorrir, mas teme que um dente lhe escapule da boca. Ou que está séria, talvez finalizando um pensamento iniciado com o silêncio congelante do lugar, esporadicamente quebrado pelo barulho do metal encontrando outro. Nenhum conhece o tratamento do que senta no sofá ao lado, mas mudamente percebe, a cada vez que um novo nome é chamado, que o futuro próximo de todos os presentes é o mesmo. E assim, relutantemente, aceita o seu.</p>
<p>Afora o entendimento mútuo praticamente inalável, temos o café frio e fraco, a água quente, a revista Caras do ano passado e o disputadíssimo jornal a que você jamais disporia alguns minutos de vida se tivesse opção.  Mas, com medo ou não, aproveitando a oportunidade para conhecer melhor a pessoa que geme de dor mais próxima ou atualizando-se sobre mudanças no cotidiano das celebridades, nenhum ambiente oferece uma demostração tão clara da compreensão humana frente ao sofrimento alheio, ainda que pequeno.</p>
<p>E eu fui ao dentista hoje, não sei o que fizeram comigo. Mas não gostei. Tudo bem, o senhor ao lado precisava extrair dois dentes do siso.</p>
<div id="ifyoulikedthat"><h3>Leia também</h3><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1136">Palavreado I - Guerra dos sexos</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=4038">Palavreado XII - Ode ao miojo</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=5076">Palavreado XIV - O tipo ideal</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1368">Palavreado II - Intelectualóides</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=2225">Palavreado V - Twitter, professores comunistas e minha mãe</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.artilhariacultural.com/?feed=rss2&amp;p=5357</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Vida Até Parece uma Festa</title>
		<link>http://www.artilhariacultural.com/?p=5351</link>
		<comments>http://www.artilhariacultural.com/?p=5351#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 16:40:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[A Vida Até Parece uma Festa]]></category>
		<category><![CDATA[Titãs]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.artilhariacultural.com/?p=5351</guid>
		<description><![CDATA[Legião Urbana, Barão Vermelho e Paralamas do Sucesso são bandas aclamadas por muitos como indispensáveis no cenário musical nacional. E eu respeito a opinião dessas pessoas, apesar de discordar enormemente. Concordo que há poesia nas letras de Renato Russo, e nunca duvidei da qualidade musical das músicas do Barão ou dos Paralamas. Meu veredito, porém, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Titãs.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5352" title="Titãs" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Titãs.jpg" alt="" width="480" height="719" /></a></p>
<p><strong>Legião Urbana</strong>, <strong>Barão Vermelho</strong> e <strong>Paralamas do Sucesso</strong> são bandas aclamadas por muitos como <em>indispensáveis</em> no cenário musical nacional. E eu respeito a opinião dessas pessoas, apesar de discordar enormemente. Concordo que há poesia nas letras de <strong>Renato Russo</strong>, e nunca duvidei da qualidade musical das músicas do Barão ou dos Paralamas. Meu veredito, porém, nunca irá mudar: pra mim, a melhor banda de rock nacional é &#8211; e sempre será &#8211; <strong>Titãs</strong>.</p>
<p><strong>A Vida Até Parece uma Festa</strong>, documentário de 2008, traz 90 minutos que tentam contar, através de gravações de <strong>Branco Mello</strong> (um dos vocalistas) e arquivos de vídeo, toda a história da banda que tem quase 30 anos de existência.</p>
<p>Começamos a trajetória a partir do álbum <strong>Cabeça Dinossauro</strong>, provavelmente o melhor da banda &#8211; e o preferido da grande maioria dos fãs que conhecem a discografia do grupo -; os trechos da câmera de Branco gravam, em sua maior parte, a convivência do que é, sem sombra de dúvidas, a união de um grande grupo de amigos que tocam música pra viver. Eles não parecem ter a pretensão de ser <em>a melhor banda de todos os tempos da última semana</em>, apesar do nome pretensioso (Titãs, porra. Já parou pra pensar?). Eles só fazem música&#8230; E fazem música muito bem.</p>
<p>Na hora de editar o documentário (que reuniu mais de 300 horas de filmagem, antes da edição), nada foi escondido. Podemos assistir a participação da banda no <strong>Programa do Gugu</strong>, participando de uma brincadeira para salvar uma fã de uma &#8220;aranha assassina&#8221; (um pobre estagiário numa roupa imbecil de aranha, no alto de um guindaste), tanto quanto assistimos um comentário do <strong>Faustão</strong> sobre os &#8220;problemas judiciais&#8221; que <strong>Tony Belotto</strong> e <strong>Arnaldo Antunes</strong> encontravam-se. Esses problemas? Posse de heroína. Da mesma maneira que os Titãs nunca tiveram freios sociais para fazer música, e sempre se destacaram por isso, A Vida Até Parece uma Festa se destaca por sua extrema sinceridade para com o espectador. Mais que um documentário, o filme mais parece uma reunião de gravações de amigos que se encontram já com a vida feita, muitos anos depois de tudo o que foi vivido, para lembrarem do passado. É esse o próprio tom ditado pela película: uma diversidade magnânima de situações, sempre levadas por grandes sucessos da banda.</p>
<p><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Titas-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5355" title="Titas-2" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Titas-2.jpg" alt="" width="480" height="243" /></a></p>
<p>Momentos tristes não foram deixados de fora: a morte de <strong>Marcelo Fromer</strong>, integrante da banda, é mostrada através de trechos de declarações dos próprios integrantes. Vídeo em que Branco Mello lê uma declaração do grupo, no hospital onde Fromer havia falecido, é provavelmente o momento mais tocante de todo o documentário. Em seguida, podemos ver a gravação da música <strong>Epitáfio</strong>, que rendeu mais um estopim para os Titãs. Concomitantemente, trechos do clipe são exibidos, para depois os Titãs se despedirem de outro membro: <strong>Nando Reis</strong>. Em sua homenagem, foi composta a canção <em>Isso</em>, outra música belíssima.</p>
<p>Se você gosta de Titãs, gosta de música nacional ou simplesmente gosta de um documentário bem feito, A Vida Até Parece uma Festa é, provavelmente, a melhor indicação que eu posso te dar.</p>
<h2>A Vida Até Parece uma Festa</h2>
<p><strong>Nota AC: </strong>9,5</p>
<p><strong>Direção:</strong> Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Arnaldo Antunes, Branco Mello, Paulo Miklos, Nando Reis, Marcelo Fromer, Charles Gavin, Sérgio Britto, Tony Belotto</p>
<p><strong>Duração:</strong> 90 min</p>
<p><strong>Ano:</strong> 2008</p>
<div id="ifyoulikedthat"><h3>Leia também</h3><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1441">Bombardeio II - Oscar 2010</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=2968">Robin Hood</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1243">Guerra ao Terror</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=3775">Onde Vivem os Monstros </a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=756">Juno</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.artilhariacultural.com/?feed=rss2&amp;p=5351</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Christine</title>
		<link>http://www.artilhariacultural.com/?p=5328</link>
		<comments>http://www.artilhariacultural.com/?p=5328#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 19:49:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Christine]]></category>
		<category><![CDATA[John Carpenter]]></category>
		<category><![CDATA[Stephen King]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.artilhariacultural.com/?p=5328</guid>
		<description><![CDATA[É difícil falar de Stephen King. Um dos meus autores favoritos, foi ele um dos culpados pelo início da minha amizade com o Artilheiro Marcel. Enquanto eu me &#8220;apresentava&#8221; à sala, num ritual babaca de faculdade, e fazia piadinhas com relação à Crepúsculo, aproveitei para exaltar King. Nesse instante, Marcel &#8211; no fundo da sala [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5330" title="Christine" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Christine1.jpg" alt="" width="337" height="480" /><br />
É difícil falar de Stephen King. Um dos meus autores favoritos, foi ele um dos culpados pelo início da minha amizade com o Artilheiro Marcel. Enquanto eu me &#8220;apresentava&#8221; à sala, num ritual babaca de faculdade, e fazia piadinhas com relação à Crepúsculo, aproveitei para exaltar King. Nesse instante, Marcel &#8211; no fundo da sala &#8211; ergue um livro do mesmo autor. Foi um dos estopins para uma amizade que dura até hoje.</p>
<p>O americano de 62 anos é, inegavelmente, um dos escritores mais respeitados na literatura atual. Ganhou, recentemente, o respeito de muitos adolescentes <em>anti-Twilight</em> ao proferir a seguinte frase, durante uma entrevista onde lhe pediram para comparar <strong>J.K Roling </strong>(autora da série <strong>Harry Potter</strong>) com Stephenie Meyer (autora da série <strong>Crepúsculo</strong>). As palavras de King?</p>
<blockquote><p>Ambas Rowling e Meyer, estão falando diretamente a pessoas jovens… A  real diferença é que Jo Rowling é uma fantástica escritora e Stephenie  Meyer não consegue escrever nada que preste. Ela não é muito boa. [...]  Pessoas são atraídas por histórias, pelo ritmo, e no caso de Stephenie  Meyer fica bem claro que ela está escrevendo para toda uma geração de  garotas e abrindo algum tipo de clube seguro do amor e sexo nesses  livros. É emocionante e agitado e não é particularmente ameaçador porque  não é sexual demais. (&#8230;) Muito do lado físico da coisa se converge em coisas como, o vampiro  tocará seu antebraço ou passará sua mão pela sua pele e ela então  ruboriza em algo quente e frio. Isso para garotas é um resumo de todos  os sentimentos com os quais elas não estão preparadas para lidar ainda.</p></blockquote>
<div id="attachment_5336" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-5336" title="stephen-king" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/stephen-king3.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Danadinho.</p></div>
<p>Ok, voltando ao livro&#8230;</p>
<p>Escrito em 1983, <strong>Christine </strong>acabou virando filme no mesmo ano, trazido por <strong>John Carpenter</strong>, e foi um dos grandes motivos para que eu lesse o livro, porque Stephen King não podia ter feito algo <strong>tão ruim</strong>. O filme é tão trash, tão trash, que você continua assistindo só pra ver o quão ruim aquilo ainda vai ficar. Mas o livro&#8230; Ah, o livro&#8230;</p>
<p><strong>Arnie Cunningham</strong> é o típico garoto nerd-pega-ninguém-perdedor que todos nós já vimos (e lemos) várias vezes, em diversas histórias. Seu único amigo é <strong>Dennis Guilder</strong>, personagem que nos contará grande parte da história que envolve Arnie e <strong>Christine</strong>, um <strong>Plymouth 1958</strong> vermelho. É assim que começa uma relação doentia entre um garoto de baixa auto-estima que enxerga, em seu carro, a oportunidade perfeita para um <em>plot-twist</em> de sua vida, com um carro que é muito mais do que simplesmente parece.</p>
<p>Até aí, você pode achar que o livro parece muito com o filme. A gritante diferença entre os dois, porém, é como a história &#8211; no livro &#8211; é tratada. Stephen King sempre consegue dar um toque sombrio e negro à suas histórias; o cara é tão talentoso que te faz ter medo de um <strong>carro</strong>. De um <strong>CARRO</strong>!</p>
<p>Os assassinatos cometidos por Christine durante a leitura são macabros, para dizer o mínimo. Podemos perceber uma sutil crítica ao que hoje chamamos de <em>bullying</em>, o que também é notável em <strong>Carrie</strong>, o primeiro romance de King (de 1974).</p>
<p>Basta pesquisar um pouco na internet para descobrir que o livro e o filme tem diferenças gigantescas&#8230; Mas não precisa ser nenhum gênio para saber que toda adaptação de livro para filmes, por melhor que possam ser, nunca passarão 100% da história para os cinemas. Como eu já devo ter falado em uns 15 posts, isso é impossível.</p>
<p>De qualquer modo, a recomendação do Artilheiro que vos escreve, para esse fim de sexta-feira, é simples: comprem Christine, ou peguem emprestado de algum amigo (eu tenho uma edição, se você for de São Paulo): vale a pena.</p>
<div id="ifyoulikedthat"><h3>Leia também</h3><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=3995">Peixe Grande - livro x filme</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1426">Percy Jackson: livro x filme</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1953">Artemis Fowl - parte 1</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1089">Anagramas</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=2532">Dia do livro</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.artilhariacultural.com/?feed=rss2&amp;p=5328</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Suprimento Semanal IX</title>
		<link>http://www.artilhariacultural.com/?p=5321</link>
		<comments>http://www.artilhariacultural.com/?p=5321#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 14:40:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[As colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Suprimento Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Buckley]]></category>
		<category><![CDATA[Full Metal Jacket]]></category>
		<category><![CDATA[Lullabies to Paralyze]]></category>
		<category><![CDATA[Obrigado por Fumar]]></category>
		<category><![CDATA[Queens of the Stone Age]]></category>
		<category><![CDATA[Stanley Kubrick]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.artilhariacultural.com/?p=5321</guid>
		<description><![CDATA[Cheguei à conclusão, nesta manhã, junto com o Artilheiro Marcel, que o #SS é uma das colunas mais gostosas de fazer. Recebemos alguns elogios de leitores, apreciando as dicas aqui dadas, e é isso que nos dá mais tesão pra continuar escrevendo pra vocês. Sem enrolar, &#8216;vambora&#8217;! O livro Obrigado por Fumar (Christopher Buckley) Uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei à conclusão, nesta manhã, junto com o Artilheiro Marcel, que o #SS é uma das colunas mais gostosas de fazer. Recebemos alguns elogios de leitores, apreciando as dicas aqui dadas, e é isso que nos dá mais tesão pra continuar escrevendo pra vocês.</p>
<p>Sem enrolar, &#8216;vambora&#8217;!</p>
<h2><strong><strong>O livro</strong></strong></h2>
<p><strong><strong><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Obrigado-por-Fumar-Livro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5322" title="Obrigado por Fumar Livro" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Obrigado-por-Fumar-Livro.jpg" alt="" width="324" height="500" /></a></strong></strong></p>
<h3>Obrigado por Fumar (Christopher Buckley)</h3>
<p>Uma das maiores dádivas do cinema é adaptar bons livros. Um dos maiores problemas é descobrirmos só depois de um bom tempo que ótimos filmes são, na verdade, livros melhores ainda.</p>
<p>Até um tempo atrás, não sabia que <strong>Obrigado por Fumar </strong>era baseado em uma obra homônima da literatura. Depois de garimpar por um sebo virtual, consegui encontrar uma edição (por um preço muito mais baixo do que você vai encontrar em livrarias normais). Ainda não terminei o livro, mas é inevitável citar seu aspecto tão viciante quanto a nicotina o é. Obrigado por Fumar conta a história de Nick Naylor, representante da indústria do tabaco, e tem como missão defender as empresas. Sua maior arma são sua oratória rápida e sua dialética perpiscaz. Várias situações são parecidas com as do filme (como assim você ainda não assistiu?), como a que Nick está num programa de TV ao lado de um menino com câncer, e reverte toda uma situação à seu favor de modo explêndido. A leitura é obrigatória.</p>
<h2>O filme</h2>
<p><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Full-Metal-Jacket.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5324" title="Full Metal Jacket" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Full-Metal-Jacket.jpg" alt="" width="480" height="729" /></a></p>
<h3>Full Metal Jacket (Stanley Kubrick)</h3>
<p>Agora que eu percebi: como cacete eu nunca fiz uma resenha sobre um dos meus filmes de guerra favoritos? Full Metal Jacket (<strong>Nascido para Matar</strong> no Brasil, graças à inscrição no capacete do personagem principal) retrata o treinamento e a ida de jovens norte-americanos ao Vietnã, na guerra ocorrida no final da década de 50 e que teve fim no meio dos anos 70. Vemos a história pelos olhos de <strong>Joker</strong> (indiretamente, já que o filme não é narrado por ele), soldado que vai para a guerra como um jornalista-fotógrafo. Dentre as cenas memoráeis na história do cinema (como o suicídio de um dos soldados) e a participação de Lee Ermey (o militar que apresenta aquele famoso programa de armas no <strong>History Channel</strong>), muitos outros fatores fazem dessa, uma das obras primas de Stanley Kubrick.</p>
<h2>O disco</h2>
<p><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/QOTSA.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5323" title="QOTSA" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/QOTSA.jpg" alt="" width="480" height="480" /></a></p>
<h3>Lullabies to Paralyze (Queens of the Stone Age)</h3>
<p>O penúltimo álbum da banda americana, lançado em 2005, seria o meu favorito se todos os álbuns da banda norte-americana não fossem simplesmente deliciosos de ouvir.</p>
<p>Foi com esse álbum que, segundo muitos críticos especializados, a banda conseguiu amadurecer de fato. Algumas canções mais pesadas, e aqui eu abro espaço para recomendar a minha favorita do álbum, <a title="I Never Came" href="http://www.youtube.com/watch?v=AUuf9z3QEhI" target="_blank">I Never Came</a>, carregam uma letra e melodia consideravelmente pesadas. O baixo é quem guia, de forma sombria, a canção. Aliás, apenas pela capa você já consegue perceber o que vem pela frente, né? Menininha sombria do cacete, cara.</p>
<p>Minha dica é: ouça o álbum inteiro, em sua sequência, como deve ser feito. Aposto que não vai se arrepender. O Artilheiro fica por aqui, torcendo para que possa comparecer ao <strong>SWU</strong> e ver o show ao-vivo da banda.</p>
<h2></h2>
<div id="ifyoulikedthat"><h3>Leia também</h3><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=5076">Palavreado XIV - O tipo ideal</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=3210">Palavreado IX: A Nostalgia de um Gamer</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=4932">Suprimento Semanal VI</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1837">Palavreado III - O Direito à Preguiça de Paul Lafargue</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=5295">Lutar com palavras XXII - O que é o Corinthians?</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.artilhariacultural.com/?feed=rss2&amp;p=5321</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sandman na TV?</title>
		<link>http://www.artilhariacultural.com/?p=5310</link>
		<comments>http://www.artilhariacultural.com/?p=5310#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 18:28:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<category><![CDATA[DC]]></category>
		<category><![CDATA[Eric Kripke]]></category>
		<category><![CDATA[HBO]]></category>
		<category><![CDATA[James Mangold]]></category>
		<category><![CDATA[Neil Gaiman]]></category>
		<category><![CDATA[Sandman]]></category>
		<category><![CDATA[Warner Bros]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.artilhariacultural.com/?p=5310</guid>
		<description><![CDATA[Sandman é uma das melhores graphic novels de toda a história desse tipo de arte. A narrativa e os diálogos são tão &#8211; ou mais complexos &#8211; do que muitos livros que se dizem cults por aí. A criação do gênio Neil Gaiman conseguiu, pelo mundo, uma legião de fãs &#8211; o Artilheiro que escreve, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Sandman.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5311" title="Sandman" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Sandman.jpg" alt="" width="480" height="670" /></a></p>
<p>Sandman é uma das melhores graphic novels de toda a história desse tipo de arte. A narrativa e os diálogos são tão &#8211; ou mais complexos &#8211; do que muitos livros que se dizem <em>cults</em> por aí. A criação do gênio <strong>Neil Gaiman</strong> conseguiu, pelo mundo, uma legião de fãs &#8211; o Artilheiro que escreve, incluso.</p>
<p>Depois de muitas especulações sobre possíveis filmes e séries &#8211; o suficiente pra deixar muito fã com medo -, aparentemente &#8211; segundo o site gringo <strong>Heat Vision </strong>-, a <strong>Warner</strong> e a <strong>DC </strong>já estão em uma negociação avançada para adaptar Sandman para a TV. Uma outra tentativa, há um tempo, especulava uma série na <strong>HBO</strong> com direção de <strong>James Mangold </strong>(diretor de <strong>Garota Interrompida</strong> e <strong>Johnny&amp;June</strong>). Dessa vez, a direção pode ficar na mão de <strong>Eric Kripke</strong>, a cabeça por trás do seriado <strong>Supernatural</strong> (que o Artilheiro em questão não suporta).</p>
<p>Minha opinião? Sandman tem a cara da HBO. A série é pesada, dark e nem um pouco comercial. A Warner sempre parece dar um jeito de estragar coisas boas (<strong>Smallville</strong>, estou olhando pra você). Resta torcer para, caso a parceria confirme-se, não estragarem uma das coisas mais legais que os quadrinhos já produziram.</p>
<div id="ifyoulikedthat"><h3>Leia também</h3><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=2796">Humberto Werneck publica coletânea de crônicas</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=3784">Vaza o trailer de Harry Potter e as Relíquias da Morte</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=4177">Concurso Cultural de fotografia em São Paulo</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=5072">Coleção Chico Buarque nas bancas em agosto!</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=2238">Lista de HQs indicadas ao Eisner 2010</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.artilhariacultural.com/?feed=rss2&amp;p=5310</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Por trás da Música &#8211; Circuladô de Fulô</title>
		<link>http://www.artilhariacultural.com/?p=5267</link>
		<comments>http://www.artilhariacultural.com/?p=5267#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 11:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Por trás da música]]></category>
		<category><![CDATA[Caetano Veloso]]></category>
		<category><![CDATA[circuladô]]></category>
		<category><![CDATA[circuladô de fulô]]></category>
		<category><![CDATA[haroldo de campos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.artilhariacultural.com/?p=5267</guid>
		<description><![CDATA[O Por trás da Música é uma coluna musical, mas já que estamos num site que trata de tudo que é peça, por que não mesclar um pouco de literatura no balaio? Circuladô de Fulô Compositor: Haroldo de Campos (poema do concretista) Intérprete: Caetano Veloso Disco: Circuladô – 1991 O poeta mais barroco entre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/caetano-veloso1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5279" title="caetano-veloso1" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/caetano-veloso1.jpg" alt="" width="385" height="389" /></a></p>
<p>O Por trás da Música é uma coluna musical, mas já que estamos num site que trata de tudo que é peça, por que não mesclar um pouco de literatura no balaio?</p>
<h2>Circuladô de Fulô</h2>
<p><strong>Compositor: Haroldo de Campos (poema do concretista)<br />
</strong></p>
<p><strong>Intérprete: Caetano Veloso<br />
</strong></p>
<p><strong>Disco: Circuladô – 1991</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Haroldo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5280" title="Haroldo" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Haroldo.jpg" alt="" width="200" height="233" /></a><br />
</strong></p>
<p>O poeta mais barroco entre os concretistas, <strong>Haroldo de Campos</strong> nasceu no 1929 de crise financeira no mundo e faleceu no 2003 numa São Paulo mais plena que nunca. Campos deixou um acervo considerável de poemas inspiradores. Sua peça mais conhecida, <strong>“Circuladô de Fulô”</strong> foi musicado por <strong>Caetano Veloso</strong> numa versão fascinante. O próprio cantor baiano gostou tanto da versão que acabou apresentando a canção em três de seus discos.</p>
<p>Confira abaixo, o poema da escola <strong>Concretismo </strong>na íntegra:</p>
<blockquote><p><strong>Circuladô de Fulô</strong></p>
<p>circuladô de fulô ao deus ao demo dará que deus te guie<br />
porque eu não posso guiá eviva quem já me deu<br />
circuladô de fulô e ainda quem falta me dá<br />
soando como um shamisen e feito apenas com um arame<br />
tenso um cabo e uma lata velha num fim de festafeira no pino do sol a pino<br />
mas para outros não existia aquela música<br />
não podia porque não podia popular aquela música se não canta não é popular<br />
se não afina não tintina não tarantina<br />
e no entanto puxada na tripa da miséria na tripa tensa da mais megera miséria<br />
física e doendo doendo<br />
como um prego na palma da mão um ferrugem prego cego na palma espalma da mão<br />
coração exposto como um nervo tenso retenso um renegro prego cego<br />
durando na palma polpa da mão ao sol<br />
circuladô de fulô ao deus ao demo dará que deus te guie<br />
porque eu não posso guiá eviva quem já me deu<br />
circuladô de fulô e ainda quem falta me dá<br />
o povo é o inventalínguas na malícia da maestria no matreiro<br />
da maravilha no visgo do improviso tenteando a travessia<br />
azeitava o eixo do sol<br />
circuladô de fulô ao deus ao demo dará<br />
que deus te guie porque eu não posso guiá eviva quem já me deu<br />
circuladô de fulô e ainda quem falta me dá<br />
e não peça que eu te guie não peça despeça que eu te guie<br />
desguie que eu te peça promessa que eu te fie me deixe<br />
me esqueça me largue me desamargue que no fim eu acerto que<br />
no fim eu reverto que no fim eu conserto e para o fim me<br />
reservo e se verá que estou certo e se verá que tem jeito e se<br />
verá que está feito que pelo torto fiz direito que quem faz<br />
cesto faz cento se não guio não lamento pois o mestre que<br />
me ensinou já não dá ensinamento<br />
circuladô de fulô ao deus ao demo dará<br />
que deus te guie porque eu não posso guiá eviva quem já me deu<br />
circuladô de fulô e ainda quem falta me dá</p></blockquote>
<p>A versão apresentado por Veloso em seus discos, segue a risca a leitura concretista do poema de Haroldo. No mais, deve se fazer um comentário sobre a maneira sombria com que a música e expressada. A poesia me fala do povo, essencialmente do brasileiro, mas tem ainda várias outras interpretações. Paratanto, é assim que, em meio a dois artistas de segmentos distintos, perdidos em meio a prêmios <em>Jabiti</em> ou <em>discos de platina</em> que<strong> &#8220;Circuladô de Fulô&#8221; </strong>deve ser enxergada por detrás.</p>
<p>Ouça a musicalização:</p>
<p style="text-align: center;"><object width="425" height="355" type="application/x-shockwave-flash" data="http://www.youtube.com/v/QfHxnX-G2N8"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QfHxnX-G2N8" />This video was embedded using the YouTuber plugin by <a href="http://www.roytanck.com">Roy Tanck</a>. Adobe Flash Player is required to view the video.</object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.artilhariacultural.com/?feed=rss2&amp;p=5267</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Lutar com palavras XXII &#8211; O que é o Corinthians?</title>
		<link>http://www.artilhariacultural.com/?p=5295</link>
		<comments>http://www.artilhariacultural.com/?p=5295#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 18:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[As colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Lutar com palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Variedades]]></category>
		<category><![CDATA[centenário]]></category>
		<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.artilhariacultural.com/?p=5295</guid>
		<description><![CDATA[O Corinthians é um fenômeno sociológico a ser estudado em profundidade. Menotti del Picchia O que é o Corinthians? Corinthians é o time mais amado e mais odiado do mundo. O time que mais aparece na boca do povo, seja pra falar bem ou mal. Seja como forma de elogio ou xingamento. E eu não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/corinthians_100_years_by_jlow00-d2xplq81.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5298" title="corinthians_100_years_by_jlow00-d2xplq8" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/corinthians_100_years_by_jlow00-d2xplq81.jpg" alt="" width="480" height="591" /></a></p>
<blockquote><p><em>O Corinthians é um fenômeno sociológico a ser estudado em profundidade.</em></p>
<p>Menotti del Picchia</p></blockquote>
<p><strong>O que é o Corinthians?</strong></p>
<p>Corinthians é o time mais amado e mais odiado do mundo. O time que mais aparece na boca do povo, seja pra falar bem ou mal. Seja como forma de elogio ou xingamento. E eu não precisei consultar nenhuma pesquisa pra saber disso. Mas o Corinthians é só um time? Depende de quem fala.</p>
<p>O Corinthians é a minha <strong>seleção</strong>. Torço pro Corinthians, e depois para o Brasil. Porque se um dia fizessem um <strong>Brasil x Corinthians </strong>lá no Pacaembu, você pode me encontrar junto da  Gaviões, empurrando o Timão pra frente.</p>
<p>Só quem é Corintiano sabe o que é ver o time entrar em campo. Só quem é Corintiano sabe que o jogo vai ficar difícil no segundo-tempo e só vai se resolver entre os 43 e 45. Ainda assim, toda vez que isso acontece, parece que é a primeira. As mãos suadas, a falta de vocabulário – porque os palavrões já foram gastos, e o jeito é inventar xingamento novo pra mãe do juiz -, o nervosismo e  a sensação que o coração – corintiano, doutor, não precisa nem perguntar – vai parar a qualquer momento são características exclusivas dessa pequena parcela da população. E por pequena, você pode contabilizar mais ou menos 30 milhões. Temos mais torcedores que o país de Portugal tem em habitantes. Mais que o Chile, que a Argentina, que a Austrália.</p>
<p>E o que são 100 anos? 100 anos para uma pessoa é muito. Para uma nação, é pouco. E o Corinthians não é nada menos e nada mais que uma <strong>nação</strong>. Uma nação cuja população não se importa com as conquistas: isso é coisa pra torcedor de <em>time de futebol</em>, que, pra sentir-se grande, precisa ostentar suas conquistas. O Corinthians é o <strong>time do povo</strong>, e o time do povo gosta mesmo é de ver <strong>raça</strong>, de ver <strong>amor à camisa</strong>.</p>
<p>﻿<a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Zé-Maria.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5299" title="Zé Maria" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/09/Zé-Maria.jpg" alt="" width="480" height="602" /></a></p>
<p>Nossa nação, nos anos 70, já tinha seus pensadores gregos. Nosso Dr. Sócrates já filosofava nos vestiários, organizando – junto com Wladimir, Zenon e Casão – as mudanças no clube que devia refletir sua torcida: a igualdade. Do roupeiro ao cartola, tudo deve ter o mesmo peso. Acredito, e essa é uma das minhas razões, que um time é o reflexo de sua torcida. Como eu não conheço nenhum outro caso no mundo no qual a <em>torcida</em> tem um <em>time</em>, nada mais justo que os dois serem reflexos um do outro.</p>
<p>Poderia me demorar na nossa criação, lá em 1910, com nossos operários e passar por toda nossa história, nossos títulos e nossas glórias&#8230; Poderia falar de 1977, ocasião na qual meu pai estava presente, ou de 1990. Poderia falar de 2000, ou de 2007, quando chorei mais do que qualquer outra vez que consigo me lembrar, em meus 18 anos.</p>
<p>O Corinthians faz 100 anos de história, com uma torcida que nunca o deixará morrer. Com uma torcida apaixonada. <strong>Roxa</strong>, preta, branca, japonesa, italiana, paulista, carioca, gaúcha, nortista, americana&#8230; Onde você procurar, encontrará um Corintiano.</p>
<p>E, por fim, deixo um recado ao amigo rival, que não está agüentando ver tantas camisas alvinegras na rua: guarde sua saliva. Falar de seus títulos, de suas Libertadores ou de seus Mundiais não afetará em nada o coração de um Corintiano. Lembre-se, no fim das contas, a diferença entre nós dois: vocês torcem para um simples time de futebol. Nós torcemos para o Corinthians.</p>
<p>Parabéns, Timão. E obrigado por me dar mais um motivo para sorrir, para chorar e para torcer.</p>
<div id="ifyoulikedthat"><h3>Leia também</h3><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1837">Palavreado III - O Direito à Preguiça de Paul Lafargue</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=5076">Palavreado XIV - O tipo ideal</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=3210">Palavreado IX: A Nostalgia de um Gamer</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=5321">Suprimento Semanal IX</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=4932">Suprimento Semanal VI</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.artilhariacultural.com/?feed=rss2&amp;p=5295</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Descontaço na compra da coleção Chico Buarque da Abril!</title>
		<link>http://www.artilhariacultural.com/?p=5269</link>
		<comments>http://www.artilhariacultural.com/?p=5269#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 22:53:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tauil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Promoções]]></category>
		<category><![CDATA[Abril]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Buarque]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.artilhariacultural.com/?p=5269</guid>
		<description><![CDATA[Os leitores do Artilharia Cultural foram contemplados com um presentaço da Editora Abril! Fechamos uma parceria e, em função disso, quem comprar o box completo pelo AC receberá 20% de desconto (no site, eles oferecem 15%), o que totaliza quase 60 reais a mais no seu bolso. Estive pessoalmente no prédio da Abril, vi cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.comprecolecoesabril.com.br/detalhes.asp?Produto=105717&amp;bannerid=blog_artilhariacultural&amp;id_campanha=206&amp;cupom=CHBL"><img class="aligncenter size-full wp-image-5271" title="bannerchico" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/08/bannerchico.png" alt="" width="394" height="515" /></a></p>
<p>Os leitores do Artilharia Cultural foram contemplados com um presentaço da <strong>Editora Abril</strong>! Fechamos uma parceria e, em função disso, quem comprar o box completo pelo AC receberá 20% de desconto (no site, eles oferecem 15%), o que totaliza quase 60 reais a mais no seu bolso. Estive pessoalmente no prédio da Abril, vi cada CD e cada encarte para falar para vocês que realmente vale o preço. É uma coleção digna de se deixar à mostra na estante para causar invejinha. Abaixo, as informações do release da Abril:</p>
<p style="padding-left: 30px;">A Abril Coleções apresenta a Coleção Chico Buarque, que reúne os 20 CDs mais representativos de sua carreira. Cada disco vem acompanhado de um livreto que reconta a vida e obra de um dos maiores compositores da MPB. Todos os livros-CD trazem as reproduções das capas originais dos LPs. E, nas 44 páginas do livreto, o leitor fica sabendo da história por trás de cada faixa, entende o contexto histórico em que o disco foi composto e descobre detalhes  saborosos da vida de Chico Buarque. Além disso, intérpretes, músicos e parceiros, como Caetano, Toquinho, Francis Hime e Miúcha relatam, com exclusividade, episódios de sua convivência com o compositor.</p>
<p style="padding-left: 30px;">A importância da coleção, um documento histórico imperdível para quem aprecia a boa música, justifica sua qualidade e seu acabamento. Todos os livros-CD têm capa dura e papel nobre. E um lindo box exclusivo pode ser comprado nas bancas para guardar a coleção. Para o assinante, a caixa vai grátis com o volume 1.</p>
<h2>Os CDs</h2>
<p style="padding-left: 30px;">1 Chico Buarque | 1978<br />
2 Construção | 1971<br />
3 Meus caros amigos | 1976<br />
4 Chico Buarque de Hollanda | 1966<br />
5 Chico Buarque de Hollanda vol. 2 | 1967<br />
6 Chico Buarque de Hollanda vol. 3 | 1968<br />
7 Paratodos | 1993<br />
8 Sinal fechado | 1974<br />
9 Vida | 1980<br />
10 Almanaque | 1981<br />
11 Chico Buarque | 1984<br />
12 Calabar | 1973<br />
13 Chico Buarque | 1989<br />
14 Ao vivo Paris &#8211; Le Zenith | 1990<br />
15 Uma palavra | 1995<br />
16 As cidades | 1998<br />
17 Chico Buarque da Mangueira | 1997<br />
18 Carioca | 2006<br />
19 Francisco | 1987<br />
20 Per un pugno di samba | 1970</p>
<p>Se ainda assim você não ficou feliz em pagar R$232 (em até 5x) por todos os CDs e mais a caixa, sugiro que você participe do concurso cultural: você grava um vídeo de até um minuto relatando uma experiência de sua vida que possa ser conectada às músicas do Chico. Dois felizardos serão presenteados com a CAIXA INTEIRA. Pra comprar, clica ali no banner. Fácil fácil.</p>
<p>Mais informações: <a href="http://www.colecaochico.com.br">www.colecaochico.com.br</a> e <a href="http://www.twitter.com/abrilcolecoes">@abrilcolecoes</a></p>
<div id="ifyoulikedthat"><h3>Leia também</h3><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1348">John Mayer - Battle Studies</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=3179">Com vocês V - Marina de la Riva</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=4787">Conheça Maynard</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=2127">Como o capitalismo afeta a arte</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1293">Quem não seguiu o mendigo Joãosinho Beija-Flor?</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.artilhariacultural.com/?feed=rss2&amp;p=5269</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os Mercenários</title>
		<link>http://www.artilhariacultural.com/?p=5255</link>
		<comments>http://www.artilhariacultural.com/?p=5255#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 14:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Exterminador do Futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes Testosterona]]></category>
		<category><![CDATA[Jason Statham]]></category>
		<category><![CDATA[Mickey Rourke]]></category>
		<category><![CDATA[MMA]]></category>
		<category><![CDATA[Rambo]]></category>
		<category><![CDATA[Rocky]]></category>
		<category><![CDATA[Sylvester Stallone]]></category>
		<category><![CDATA[UFC]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.artilhariacultural.com/?p=5255</guid>
		<description><![CDATA[Existe um tipo de filme que faz todo homem (ou ao menos todo homem que tem meu respeito) ficar muito empolgado pra ver: filmes testosterona. Quer dizer, eu adoro filmes sentimentais; dois dos filmes que eu mais gosto são Antes do Amanhecer e Antes do Pôr do Sol&#8230; Mas existem certos momentos que, pelo bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-large wp-image-5256" title="the expendables poster 06" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/08/the-expendables-poster-06-690x1024.jpg" alt="" width="480" height="711" /></p>
<p>Existe um tipo de filme que faz todo homem (ou ao menos todo homem que tem meu respeito) ficar muito empolgado pra ver: <strong>filmes testosterona</strong>. Quer dizer, eu adoro filmes sentimentais; dois dos filmes que eu mais gosto são <em><strong>Antes do Amanhecer </strong></em>e<em> <strong>Antes do Pôr do Sol</strong></em>&#8230; Mas existem certos momentos que, pelo bem do nosso cromossomo Y, precisamos nos distrair com explosões, tiros e frases sem sentido. Meu pai me ensinou a gostar de filmes como <strong>Rocky</strong>, <strong>Rambo</strong> e <strong>Duro de Matar</strong>. Quando <strong>Sylvester Stallone</strong>, aliás, fez aquela piada envolvendo o Brasil e macacos, ele nem se abalou muito. <em>&#8220;É o Stallone! Deixa ele&#8221;</em>, vociferou meu velho, como se o bom e velho <em>Balboa</em> tivesse reputação o suficiente para falar o que quiser. Mas, no fim das contas, quem nunca se divertiu com aqueles diálogos sem-sentido do <strong>Stallone Cobra</strong>, ou de cenas impossíveis em <strong>Duro de Matar</strong>? Se eu estou indo muito longe, vamos nos fixar nos últimos anos: você já assistiu <strong>Adrenalina</strong> ou <strong>Carga Explosiva</strong>? Os filmes, protagonizados por <strong>Jason Statham</strong>, são uma coqueluche de tudo o que um filme testosterona precisa: mulheres, explosões e armas. Quando fiquei sabendo da existência de <em><strong>Os Mercenários</strong></em> (<em><strong>The Expendables, 2010, EUA</strong></em>), não pude evitar um sorriso de canto nos lábios. Será que algum estúdio teria realmente coragem de juntar todos os brutamontes do cinema e colocá-los para atirar em tudo que se mover? A resposta óbvia (<em>claro!</em>) me fez perceber que essa, no fim das contas, seria uma ótima ideia.</p>
<p>Além de Stallone e Statham, temos <strong>Jet Li</strong> (que eu sempre enxerguei como um Jackie Chan, só que mais porradeiro e menos engraçado), <strong>Dolph Lundgren</strong> (ou Ivan Drago, se você preferir), <strong>Randy Couture</strong> (superstar do <strong>UFC</strong>, maior campeonato de luta-livre do mundo), <strong>Steve Austin</strong> (ex-astro do <strong>WWE</strong>, mesmo campeonato de lutas ensaiadas de onde <strong>The Rock</strong> saiu), <strong>Terry Crews</strong> (pai do Chris em <strong>Todo Mundo Odeia o Chris</strong> e brutamontes de carteirinha), <strong>Mickey Rourke, Arnold Schwarzenegger </strong>e <strong>Bruce Willis</strong> (esses três últimos dispensam apresentações). Pronto, já temos o primeiro passo: brutamontes e atores canastrões, clássicos para os papéis designados. Próximo passo: o roteiro.</p>
<div id="attachment_5260" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/08/Expendables2.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-5261" title="Expendables" src="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/08/Expendables2.png" alt="" width="480" height="853" /></a><p class="wp-caption-text">Quantores atores cada Mercenário já matou em seus filmes (clique para ver em tamanho ampliado)</p></div>
<p><a href="http://www.artilhariacultural.com/wp-content/uploads/2010/08/Expendables.png"><br />
</a>Como nós já passamos da época da Guerra Fria (onde os vilões clássicos eram os russos, vide <em><strong>Duro de Matar </strong></em>(o primeiro) e <em><strong>Rocky </strong></em>(o<strong>s</strong> primeiro<strong>s</strong>)), e mexer com árabes não dá muito certo &#8211; a não ser que o filme se passe no Oriente Médio -, restou para nossos camaradas partir para um dos clichês mais legais dos filmes de ação: uma nação sulamericana com um ditador comunista barão das drogas. E, para permitir que os personagens matem à torto e direito, nada de policiais ou investigadores: como o próprio título diz, eles são <em>Mercenários</em>. Matam qualquer  um e destroem qualquer coisa por dinheiro. No título em inglês, <em>The Expendables</em> significa Os Descartáveis, ou seja: são utilizados para algo e depois podem ser abandonados, tomados como &#8220;inexistentes&#8221;.</p>
<h3>A História</h3>
<p>A equipe é agenciada por Tool (Rourke), que arruma os trabalhos para a equipe de Mercenários formada por Barney Ross (Stallone), Lee Christmas (Statham), Ying Yang (Li), Hale Caesar (Crews), Toll Road (Couture) e Gunner Jensen (Lundgren).</p>
<p>Depois de uma primeira missão repleta de cenas forçadas e diálogos clichês (como nós adoramos), o filme engrena de verdade, com a missão derradeira da película: viajar até uma ilha chamada <strong>Vilena</strong> para assassinar o ditador vigente do local. O que os Mercenários não sabem, porém, é que mais um clichê foi inserido: o verdadeiro alvo não é o ditador, e sim um ex-agente da CIA (interpretado por <strong>Eric Roberts</strong>) que saiu da agência para juntar-se ao ditador num esquema de drogas. Ao chegar na ilha, Ross e Christmas conhecem Sandra (<strong>Gisele Itié</strong>, que, falando inglês, faz Rodrigo Santoro parecer fluente), o contato deles na ilha e detentora do mais sensacional dos clichês, que eu não terei coragem de contar para não estragar a &#8220;surpresa&#8221;.</p>
<p>Se você leu esse texto até aqui e achou que eu estou detonando o filme, engana-se: estou apenas comprovando que ele é um <strong>clássico</strong>. Ele não se propõe a ser sério desde o começo, e não é até o fim. Quem viu o trailer pode assistir Jason Statham atirando com uma metralhadora montado no bico de um avião, e a coisa fica mais sensacional ainda. Acredito, aliás, que o momento que mais me deixou surpreso, foi a cena que envolveu <strong>Bruce Willis</strong>, Stallone e Schwarzenegger.  Eu pensei que a câmera ia explodir, com tantos atores sensacionais &#8211; no que se diz ao cinema de macho &#8211; no mesmo lugar. Cara, <em>John McClane</em> encontra <em>O Exterminador</em> que encontra <em>Rambo</em>. Não tem como ficar melhor que isso.</p>
<p><strong>Os Mercenários</strong> é o tipo de filme que todo cara vai gostar de assistir, e muitas garotas &#8211; pelo menos aquelas que sabem que é tudo uma grande besteira &#8211; também. A vibe pra esse filme é curtir as explosões, dar risada dos diálogos forçados e simplesmente <strong>se divertir</strong>. É cinema e ficção, caramba, não um documentário. Mais que isso, é o filme que realizou o sonho de muito marmanjo: juntar todos os atores de filmes testosterona em apenas um filme, para matar o máximo possível de &#8220;caras-maus&#8221;. E eles conseguem cumprir aquilo à que se propõem, como só eles sabem fazer.</p>
<h2>The Expendables</h2>
<p><strong>Nota AC: </strong></p>
<p><strong>Se você gosta de filmes do gênero: </strong>10</p>
<p><strong>Se você não suporta filmes assim:</strong> 4,5</p>
<p><strong>Direção:</strong> Sylvester Stallone</p>
<p><strong>Elenco:</strong> Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Mickey Rourke, Eric Roberts, Steve Austin, Dolph Lundgren, Randy Coulture, Gisele Itié, Terry Crews</p>
<p><strong>Duração:</strong> 103 min</p>
<p><strong>Ano:</strong> 2010</p>
<div id="ifyoulikedthat"><h3>Leia também</h3><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=3885">Especial Artilharia Cultural - Clube da Luta (Parte III)</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=1412">Feliz Natal</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=3349">Down with the Clown - A verdade por trás do Coringa</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=5042">Kick-Ass: O Filme e a HQ</a></p><p><a href="http://www.artilhariacultural.com/?p=4733">Le petit Nicolas</a></p></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.artilhariacultural.com/?feed=rss2&amp;p=5255</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>


