Archive for the ‘Admirável Som Novo’ Category
Especial Artilharia Cultural – Admirável Som Novo (Parte III)
Novos sons
por Marcel
Bem vindo à última parte do especial Admirável Som Novo concedido exclusivamente aqui no Artilharia Cultural.
Prometi trazer aos leitores, boas indicações musicais que nasceram nesse novo século. Mas antes de simplesmente citar os grupos que merecem atenção é preciso fazer uma ressalva a como eles, habitualmente chegam lá.
Como já dito na primeira parte, a inclusão digital de boa parte do mundo virou a indústria fonográfica de penas para o ar. Contando que o pólo era dominado por corporações graúdas como Sony e Warner. Logo, na segunda parte, falamos desse novo terreno, a demanda musical aumentou e até o usuário dos sites de música, ou os que simplesmente baixavam músicas, evoluiu. E como resultado de toda essa ebulição, ganhamos muito, no que se diz em variedade.
Assim, a Arte ficou mais disputada pelos novos gêneros, os modismos pré-estabelecidos pegavam cada vez menos. A recente corrente emocore, foi absolutamente disseminada por bandas novas, em suas páginas em sites de relacionamento como Purevolume e só depois incorporados pelas grandes empresas com contratos e tudo mais. Assim, a moda que envolve a música parou de ser uma exclusividade das grandes empresas já que o ouvinte pôde optar melhor.
As mudanças no mundo da música ainda não cessaram, nem ao menos adaptamo-nos as primeiras mudanças e novidades surgem por todos os cantos. O especial cuidou de falar do que está mais latente e talvez você não conhecia. Mas no fim das contas o ouvinte que tem um leque quase infinito de títulos e gêneros para escolher, merece saber que existe sim, coisa melhor do que aparece nos grandes veículos.
O que há de fresco:
Começamos falando de Rock, e terminaremos falando de Rock…
No País da Rainha
A banda Arctic Monkeys formada em 2002 representa bem as diversas outras bandas de valor que surgiram com o que há de recente no rock britânico. Se você já conhece e gosta, tem mais indicações aqui: Kaiser Chiefs, Franz Ferdinand, e Editors.
Nos EUA
Amem ou odeiem Kings of Leon é um dos maiores achados do rock dos Estados Unidos nesses últimos anos. A banda mistura bem a vocalização forte que embalou o blues com as guitarras e efeitos do que há de mais moderno. Ainda existem outras indicações vindas do país do Tio Sam depois da era digital: 30 seconds to mars, Incubus, Fall Out Boy, The Killers e The Black Keys.
Brazucas – O que há de novo aqui
Os anos 90 foram inesquecíveis para o gênero aqui no Brasil. Nasceram hits de Raimundos, Charlie Brown Jr., Nação Zumbi e O Rappa. Isso fez com que muitos afirmassem que o estilo decairia com a internet que espalharia tudo o que é bom por aí. O tempo passou e realmente pouca coisa boa apareceu. Entre os sucessos dividiram prêmios de revelação bandas como Pitty, Fresno, Nx Zero e Cine. Mas a única das supracitadas que o artilheiro indica pela evolução em qualidade é a banda gaúcha liderada por Beto Bruno. Portanto, se ainda não ouviu os últimos trabalhos do Cachorro Grande, procure mais, principalmente o disco Todos os Tempos. Ainda cito entre as indicações duas bandas fresquinhas que andam dando ar para o gênero: Sabonetes e Vivendo do ócio.
Mais indicações do Artilharia para todos os gostos além do Rock?
Conheça a coluna Com vocês.
Eu fico por aqui, foi um prazer. Comentem e sugiram mais.
Especial Artilharia Cultural – Admirável Som Novo (Parte II)
O novo palco tem suas novas referências
por Marcel
Bem-vindo à segunda parte do especial Admirável Som novo: Novas Referencias. Na primeira parte, falamos das principais mudanças ocorridas com a virada do século e o advento da internet como forma de divulgação e compartilhamento massivo de música.
Nesse contexto, as próprias companhias foram aos poucos se adaptando à nova realidade do mercado. Fizeram-no, depois de muita luta numa guerra quase sem fim: cada ação movida contra um download acontecia enquanto milhares de outros eram feitos. Foi neste palco revolucionário que as grandes idéias começaram a surgir e, em fevereiro de 2005, o mundo ganhou de presente uma das mais úteis ferramentas (mesmo sendo completamente dispensável há pouco mais de 20 anos): o Youtube. Juntamente com a “ideologia” do acesso livre a música e vídeo, o mundo virtual começou a trazer novos problemas, dessa vez quanto a organização da informação.
Sim: imagine só você como era mágico e romântico encontrar um filme ou uma banda diferente há vinte anos e agora, com milhões e milhões de títulos brotando para fora de sua tela, o usuário novato era cercado desse volume abundante de informação. Resultado: não sabia sequer por onde começar.
Por certo, este problema é vigente até os dias atuais, principalmente com a notícia (dando brecha para serviços como o clipping), no entanto, esse não é o foco deste especial, voltemos a música.
Redes Sociais .mp3
Ao lado do Youtube surgiram novos foruns mais elaborados para debater sobre tendências musicais os quais emergiam até de dentro de redes sociais (Orkut, facebook e myspace) e traziam mais e mais informação tanto sobre grupos notáveis quanto sobre pseudo-famosos (ou pseudo-novatos) do mundo musical. Então, os lactobacilos vivos das idéias na rede resolveram adaptar as próprias tramas sociais para o viés musical: ideias que deram origem aos conhecidos Purevolume e Last.fm que se tornaram referências na rede.
O Last.fm é um site e um serviço. O site dá vida a uma rede social com mais de 20 milhões de usuários ativos no mundo. Usuários que comentam, sugerem, criticam e ouvem música desde a clássica de Chopin até o punk do The Clash. A grande sacada do site disponibilizado pela CBS Interactive (empresa que detém o site) é o inovador Audioscrobbler que sincroniza as faixas ouvidas pelo usuário automaticamente para sua página pessoal, definindo de forma automatizada seus gostos e faixas favoritas. O Last.fm é líder absoluto de usuários que utilizam do serviço gratuitamente. Existe ainda uma versão de assinatura que permite regalias como visualizar menor volume de publicidade, ter acesso aos visitantes recentes de sua página e testar a versão beta do site.

O Purevolume retém um número grande de artistas alternativo, e tem um público voltado a esse gênero. O usuário aqui, literalmente caça música. O site foi criado por estudantes da University of Massachussets para promover bandas indie (ou seja: os grupos fora do foco principal da mídia, o mainstream). Com esse mecanismo o site já evidenciou bandas como Fall Out Boy, Panic! At the Disco e My Chemical Romance tanto para seus futuros fãs quanto para suas gravadoras.
Ainda falando em sites com a temática musical, o artilheiro aconselha o novo Yahoo! Music e o Music.com como fonte de pesquisa, debate de opiniões e possibilidade de streaming das novidades. Agora, se você não se garante no inglês ou não quer patrocinar serviços gringos, a dica é o Terra Sonora que está cada dia melhor.
O Youtube é carta marcada para quase todo usuário que se preze na web 2.0, mas não custa ressaltar e avisar que o site esta com uma plataforma nova toda remodelada para melhorar a dinâmica de navegação. O site tem a maior videoteca do mundo. O que nos interessa aqui são os inúmeros clipes musicas, faixas ao vivo, acústicas e até discos novos, na íntegra, para o acesso livre. Divirta-se.
Mundo dos Softwares
A história trouxe-nos até aqui. Milhares de programas que possibilitam o download ilimitado e gratuito de músicas e centenas de programas para reproduzir e organizar sua biblioteca virtual. Em outras palavras, mais e mais informação desnecessária. Vamos às dicas do Artilharia Cultural, elas podem facilitar e muito o seu convívio com esse ambiente.
- Para baixar: Ares (Versão atual 2.1): simples, leve, factual e assume com vontade os downloads em extensão .torrent.
- Para ouvir e organizar: Itunes (Versão atual 9.0): tem um layout limpo e simplificado, opções de pontuação e playlists evidentes e fáceis de usar, um sistema de organização dos mais eficientes existentes além de pertencer ao pacote da Apple (ipod, iphone e ipad).
Music Store. O futuro?
Nas visitas que já fiz a feiras que diziam respeito a um novo conceito de comercializar musica, vi algum potencial. A Nokia começou a fazer como a Apple faz há alguns anos com um muito sucesso nos Estados Unidos. O conceito de Music Store surge para vender, de maneira legalizada arquivos no formato .mp3. E é recente o entrada de grandes marcas nessa briga. Hoje em dia, entre as principais, pode-se citar Itunes Store (que detem mais de 27% das vendas) Nokia Music Store, Tim Music Store e Warner Music. Se você é daqueles soldados que baixa arquivos com certo peso na consciência, vale a pena dar uma conferida nos preços e planos e acervos (que tem seus altos e baixos) nos sites.
Quero que o soldado sinta-se à vontade para comentar e divulgar suas próprias sugestões fazendo dos comentários uma extensão do que a matéria do AC propôs aqui: promover informações e sugestões de qualidade.
Terça-feira que vem tem a última parte. Pegue seus headphones e não perca.
Especial Artilharia Cultural – Admirável Som Novo (Parte I)
A História da música no século XXI
por Marcel

Hoje é dia do Rock!
Como homenagem singela, vou falar um pouco de música nesse especial. Seus novos rumos, para ser mais exato. Então, se você quer saber como chegamos aqui e para onde vamos embarque nesse especial do Artilharia Cultural.
Todo mundo conhece um fanático pelo passado. Nostalgia às vezes mais parece estilo de vida. E na maioria, esses radicais diz que música mesmo era a feita até século XX. Segundo essa massa de ouvintes o punk, o folk, o heavy metal, o iêiê e principalmente o rock desapareceu com a morte de Hendrix, Curtis e Lennon.
Por essas e outras, para fazer do ambiente musical do novo século (que já nem é mais tão novo assim) um lugar mais agradável, reservei-me a falar das novas (por que não dizer?) grandes descobertas dessa década que acaba de fechar suas portas.
O especial será lançado nas próximas duas terças feiras e em que cada uma de suas partes tratará de uma ótica diferente dessa nova indústria fonográfica. Falaremos do panorama e das revoluções musicais (Parte 1) do começo da década, passando por dicas de utilidades e softwares livres (Parte 2) que ajudarão a encontrar sua música favorita e para terminar citarei algumas boas bandas filhas do novo século (Parte 3).
Revoluções
Para começar, é preciso citar que com o advento da nova internet (e de sua rápida evolução técnica como meio de comunicação) o universo da música passou por drásticas transformações. Para começo de conversa é preciso falar de uma forma popular, gratuita (e ilegal) de trocar arquivos de MP3 (música em formato digital). O P2P (compartilhamento via internet) surgia protagonizado por um rapaz de nome Shawn Fanning (não, ele não é irmão da menina biônica de “Guerra dos Mundos”) que concebeu ao mundo sua criação anarquista e por isso aclamada pelo mundo: o Napster.
Com o surgimento do Napster de Fanning o compartilhamento livre dos mp3, que eram nada menos que faixas copiadas dos discos originais para o PC, passaram a crescer na internet, disponibilizando música fosse ela lançamento ou raridade. Os arquivos copiados passaram a ser compartilhados na rede de computadores de forma incontrolável e, em pouquíssimo tempo, o que até então era considerado o underground da música, utilizado apenas por grandes programadores, tornou-se a principal forma de encontrar, ouvir e trocar música no mundo. Como um grande fórum, totalmente gratuito.

Napster, herói ou bandido?
Imagine só você como as grandes gravadoras e produtoras ficaram maravilhadas com esse fenômeno que ia para além de seus mares de dólares. Sem contar que, grandes produtoras como a Sony ou a Warner, que também exerciam massivas influencias sobre os direitos em outras mídias como o cinema viram outra ponta do iceberg quando a mesma internet que trouxe algo como o Napster começou a possibilitar o download de vídeos.
Legalmente falando ações movidas contra usuários desses softwares eram arquivadas aos milhares por dois fatos claros: um: a quebra do sigilo nunca seria feita para provar se foi feito ou não o download de um mp3; dois: os crimes virtuais demoraram a ser assimilados pelas legislações do mundo inteiro e ainda hoje geram uma baita polêmica, diga-se a verdade. Desse modo as atitudes de download e compartilhamento por P2P do formato MP3 de milhões e milhões de faixas figuraram-se como supremacia e quem teve de se adaptar, ao menos dessa vez, foram as grandes corporações.
Porém, é preciso dizer que para os artistas (ao menos os do século passado) essa atitude libertadora não trouxe muita vantagem. Cachorros grandes das vendas na época como Kiss, Metallica e Linkin Park não assimilaram bem o golpe. O mundo do download gratuito foi alvo de milhares de citações (e ações jurídicas) nos tablóides ou nas colunas musicais por todos os integrantes das bandas citadas. Ora pelo fato do download de um disco inteiro sem custo, ora pelo download pago que disponibilizava os MP3 de forma individual quebrando a concepção de um álbum completo.
No entanto, como se disse, os grupos que reagiram de forma mais agressiva para com a questão do MP3 foram, na maioria das vezes, as produzidas pelos gigantes e seus oceanos de notas verdes. Coincidência ou não a solução foi não banalizar mais suas próprias produções nessa briga e aos poucos a década de 2000 foi ficando mais “agradável” para os download livres, época do surgimento de outras ferramentas mais velozes e funcionais de P2P como Ares, Emule e Kazaa. O Napster por sua vez, alvo de frontline das maiores ações foi fechado ainda no início da década deixando como legado uma reflexão sobre o real poder da internet.
Shawn Fanning, após a queda da Napster foi capa das revistas Times, Newsweek e Wired as quais o apontaram como um dos jovens mais promissores do novo século. Mais tarde depois de vender os direitos do programa para a Roxio, ironicamente fundou a SNOCAP que comercializaria de forma legítima (acredite se quiser) os arquivos digitais.
Questão de ponto de vista
A mesma internet infernal para alguns tornou-se celestial para as bandas mais jovens e mais conscientes do contexto da década. Por que raios não usar da ferramenta para a promoção? Se na década de 60 era preciso repercussão, muitos fãs e bons empresários para sair dos pequenos subúrbios de Seattle com sua guitarra, as coisas realmente mudaram de face quando você faz uma única gravação (nem sempre de qualidade) a qual pode ser ouvida e acessada ao redor do mundo e assim, ser convidado (ou não) para o sucesso. Foi assim que os novos filhos da música nasceram, desacreditados pelos críticos, bombardeados pelos fãs da música da época do vinil mas certamente adorado por seus próprios filhos e netos.

A banda 30 Seconds to Mars, nascida na era digital, garante que tem grandes influências das grandes bandas de rock, mas faz um som original que viaja o mundo pela internet.
Mas não foram só as bandas novas que enxergaram vantagem na internet. Um exemplo notável é do grupo britânico Radiohead que lançou em 2007 um albúm inteiramente online. Depois do cancelamento com a EMI a banda liderada por Yorke disponibilizou para download todo o albúm “In Rainbows” da forma que os fãs pagariam o que bem entendessem pelas faixas. A jogada mercadológica agradou e estimulou bandas como NIN a fazer o mesmo.
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Na quarta-feira que vem nosso encontro é marcado para falar das ferramentas que a rede mundial disponibiliza aos navegantes. Muitas delas são utilizadas por uma quantidade nula de usuários mesmo sendo o sonho de milhares deles.
Não perca!






