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Archive for the ‘Variedades’ Category

Lutar com palavras XXII – O que é o Corinthians?

O Corinthians é um fenômeno sociológico a ser estudado em profundidade.

Menotti del Picchia

O que é o Corinthians?

Corinthians é o time mais amado e mais odiado do mundo. O time que mais aparece na boca do povo, seja pra falar bem ou mal. Seja como forma de elogio ou xingamento. E eu não precisei consultar nenhuma pesquisa pra saber disso. Mas o Corinthians é só um time? Depende de quem fala.

O Corinthians é a minha seleção. Torço pro Corinthians, e depois para o Brasil. Porque se um dia fizessem um Brasil x Corinthians lá no Pacaembu, você pode me encontrar junto da  Gaviões, empurrando o Timão pra frente.

Só quem é Corintiano sabe o que é ver o time entrar em campo. Só quem é Corintiano sabe que o jogo vai ficar difícil no segundo-tempo e só vai se resolver entre os 43 e 45. Ainda assim, toda vez que isso acontece, parece que é a primeira. As mãos suadas, a falta de vocabulário – porque os palavrões já foram gastos, e o jeito é inventar xingamento novo pra mãe do juiz -, o nervosismo e  a sensação que o coração – corintiano, doutor, não precisa nem perguntar – vai parar a qualquer momento são características exclusivas dessa pequena parcela da população. E por pequena, você pode contabilizar mais ou menos 30 milhões. Temos mais torcedores que o país de Portugal tem em habitantes. Mais que o Chile, que a Argentina, que a Austrália.

E o que são 100 anos? 100 anos para uma pessoa é muito. Para uma nação, é pouco. E o Corinthians não é nada menos e nada mais que uma nação. Uma nação cuja população não se importa com as conquistas: isso é coisa pra torcedor de time de futebol, que, pra sentir-se grande, precisa ostentar suas conquistas. O Corinthians é o time do povo, e o time do povo gosta mesmo é de ver raça, de ver amor à camisa.



Nossa nação, nos anos 70, já tinha seus pensadores gregos. Nosso Dr. Sócrates já filosofava nos vestiários, organizando – junto com Wladimir, Zenon e Casão – as mudanças no clube que devia refletir sua torcida: a igualdade. Do roupeiro ao cartola, tudo deve ter o mesmo peso. Acredito, e essa é uma das minhas razões, que um time é o reflexo de sua torcida. Como eu não conheço nenhum outro caso no mundo no qual a torcida tem um time, nada mais justo que os dois serem reflexos um do outro.

Poderia me demorar na nossa criação, lá em 1910, com nossos operários e passar por toda nossa história, nossos títulos e nossas glórias… Poderia falar de 1977, ocasião na qual meu pai estava presente, ou de 1990. Poderia falar de 2000, ou de 2007, quando chorei mais do que qualquer outra vez que consigo me lembrar, em meus 18 anos.

O Corinthians faz 100 anos de história, com uma torcida que nunca o deixará morrer. Com uma torcida apaixonada. Roxa, preta, branca, japonesa, italiana, paulista, carioca, gaúcha, nortista, americana… Onde você procurar, encontrará um Corintiano.

E, por fim, deixo um recado ao amigo rival, que não está agüentando ver tantas camisas alvinegras na rua: guarde sua saliva. Falar de seus títulos, de suas Libertadores ou de seus Mundiais não afetará em nada o coração de um Corintiano. Lembre-se, no fim das contas, a diferença entre nós dois: vocês torcem para um simples time de futebol. Nós torcemos para o Corinthians.

Parabéns, Timão. E obrigado por me dar mais um motivo para sorrir, para chorar e para torcer.

Destruindo 10 mentiras sobre Chico Buarque

Aqui estou de novo para falar novamente sobre Chico Buarque – eu avisei, eu avisei. Como estou à frente de sua maior comunidade no orkut há alguns anos, vejo por lá muita gente falando besteira, passando adiante informações falsas tidas como verdadeiras, e poucas coisas me irritam tanto quanto o trânsito livre das mentiras. Algumas pérolas foram criadas por ignorância, falta de informação. Outras, no entanto, foram tiradas não sei de qual buraco para difamar. O que quero fazer aqui, então, é simples: mostrar dez mentiras que circulam pelo universo buarqueano e logo em seguida jogá-las nos confins de onde saíram para que você não pense, nem por um momento, que são verídicas. Vamos lá.

1. Chico Buarque não é tímido

Por começar muito sem jeito, com aquela imagem de bom moço, criou-se esse mito de que ele é tímido. Chico é uma pessoa extremamente humorada e vive fazendo traquinagens e malandragens – essas brincadeirinhas que não prejudicam ninguém. Por exemplo, no exterior, aproveitava-se de seu anonimato para apresentar-se sempre como jogador da seleção brasileira. Num hotel do interior paulista, decidiu registrar-se como sul-africano. A moça da recepção não acreditou, e para convencê-la, ele começou a falar um dialeto exótico inventado na hora. Uma vez, disfarçou-se de motoboy para entregar flores a uma amiga aniversariante. Não foi descoberto e recebeu gorjeta. Em 1967, Chico aproveitou uma temporada que Caetano Veloso passou fora para espalhar o boato de que ele havia ficado doido. Quase chorando, repetiu a Toquinho as palavras que o amigo teria dito à irmã Maria Bethânia quando esta fora o vistar no hospício: “sai, carcará!”. E em 1985, uma comitiva de 80 brasileiros ficaria hospedada aos pares num hotel de Cuba. Chico disse que se chamava Nélida Piñon, escritora que desistiu da viagem junto com seu par, e assim conseguiu um quarto só para ele.

Enfim, falei bastante sobre esse fato porque é a mentira mais dita por aí. Essa imagem de tímido convém ao Chico: assim ele consegue se esquivar de inúmeros convites indesejáveis, por exemplo. E só para ilustrar melhor, um vídeo de 30 segund0s:

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2. A inspiração de Chico Buarque não acabou com o fim da ditadura militar

É um erro gravíssimo dizer que a inspiração de Chico acabou junto com a ditadura. Seus discos mais recentes, como “As Cidades” e “Paratodos” estão marcados por canções lindíssimas, muito bem trabalhadas. As pessoas costumam dizer que os clássicos de Chico são quase todos da época da ditadura, e, bem, isso é verdade. Mas vamos considerar que ele era mais novo, a música fervilhava mais em seu corpo e ao seu redor, pois ver gente compondo é um grande estímulo para compor também. As pessoas não entendem que ao longo do tempo é natural e saudável que se mudem as temáticas das músicas, e tudo influencia nesse processo: experiência de vida, ambiente, sociedade. Pense por exemplo, que se você acaba de ter um filho, sua criação pode girar ao redor disso, mas depois o filho cresce e você procura outra coisa. É ridículo cobrar de alguém que se estanque no tempo e que escreva sobre as mesmas coisas que todo mundo já escreveu.

Nem tinha pensado nisso...

3. Chico Buarque não é autor de “Solidão”

Este poema que circula pela internet porcamente digitado no paint com a foto do Chico tomando um cafezinho, saiba, não é do Chico. Se você é um admirador de sua obra, imagino que dentro de você deva ter nascido a chama da dúvida ao ler “Solidão”. Se você achou que realmente era dele e encaminhou a corrente para mais uma caralhada de e-mails, pode ir trocar seus discos num sebo (quem sabe por uma Barsa), porque você ouviu todas essas músicas mas não entendeu ainda como o jogo funciona. Chico não faz poemas, ele faz música (fez um, em 1966, para não mentir). Chico jamais usaria esta construção de palavras e nem soaria tão cafona assim. O poema, na verdade, é de Fátima Irene Pinto. Veja:

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… Isto é carência!

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade!

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio!

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente… Isto é um princípio da natureza!

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto e circunstância!

Solidão é muito mais do que isto…

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.

4. Chico Buarque nunca foi exilado

Existe um mito que diz que Chico foi um dos artistas que mais sofreu durante a ditadura militar brasileira. Eu não concordo, e combato essa idéia sempre que tenho a oportunidade. Por exemplo, Chico nunca foi exilado. O que ele viveu na Itália foi um auto-exílio: em 1969 já tinha eventos marcados pela Europa e vendo que a situação no Brasil não ia nada bem, resolveu ficar. Já foi ameaçado e intimado a prestar depoimentos, sim, mas jamais foi torturado, nunca apanhou e nota-se que também não sumiu, como muitos outros artistas. Não estou dizendo que Chico não merece essa medalha, mas com certeza ele não seria o patrono do clube da resistência. Ao estudar a música de protesto nessa época ficamos muito presos aos mesmos autores, mas se formos mais afundo conheceremos gente como Geraldo Vandré, Taiguara, Sérgio Sampaio, Torquato Neto etc., esse sim, talvez tenham sofrido um tiquim mais.

Tô chocado

5. Chico Buarque não é autor de tudo que canta

Uma vez, li alguém dizendo que o Chico não cantava música dos outros. Achei aquilo uma besteira, fui pesquisar e encontrei mais ou menos 100 registros de interpretações de Chico para músicas de outros compositores. É verdade que ele não as canta muito por aí, mas ele é também um intérprete. Seu disco de 1974, o “Sinal Fechado”, é composto só de músicas que não são suas – devido à perseguição da Censura. Algumas confusões comuns:

- “Sem compromisso”, que ele sempre junta com “Deixa a menina”, é de Nelson Trigueiro e Geraldo Pereira.

- “Sinal fechado” é do Paulinho da Viola.

- “Copo vazio” é do Gilberto Gil.

- “Festa imodesta” é do Caetano Veloso.

- “Lígia”, embora ele tenha feito alguns versos e aparado alguns parafusos, é do Tom Jobim.

6. Chico Buarque não é filho do Aurélio

Todo mundo já ouviu falar em Aurélio Buarque de Holanda, é só olhar para sua estante de livros que você verá o dicionário que levou seu nome. No entanto, nem todo mundo conseguiu entender que Chico Buarque não é filho nem sobrinho nem neto do Aurélio. Eles são remotamente aparentados, como explica Humberto Werneck em sua reportagem biográfica “Tantas Palavras”, e até que ponto esse parentesco se faz, ainda não consegui descobrir. Já vi fontes dizerem que na verdade o Aurélio casou-se com uma Buarque de Holanda e tomou o sobrenome para si, para embarcar na fama do historiador Sérgio Buarque de Holanda (esse sim, pai do Chico). Não sei se isso procede, nem se cronologicamente faz sentido, mas é uma explicação curiosa.

7. Chico Buarque não tem orkut, twitter, myspace etc.

Já falei que é tudo fake, porra!

Essa mentira seria fácil de ser quebrada não fosse o homem tão amigo assim da ignorância e da inocência. Eu sei que a mulherada gostaria muito de ter o Chico no orkut, mas, gente, ele não tem orkut. Nem twitter, nem myspace. Em suma, ele não participa de nenhuma rede social e por isso não se engane achando que o Chico Buarque te respondeu no twitter, porque não é ele e nem sua equipe. Na verdade, ele mal sabe mexer no computador. Eis a prova:

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8. Chico Buarque não é parente de Eduardo Campos

Essa é mais para os nordestinos. Mais especificamente ainda para os pernambucanos. O atual governador de Pernambuco, Eduardo Campos, não tem nenhum parentesco com o Chico, apesar de dezenas de pessoas dizerem que ele é filho do compositor – talvez pela semelhança da cor dos olhos. O mito está tão difundido que eu já ouvi várias versões que explicam o filho perdido de Chico. A mais interessante é a que durante a ditadura, ele foi se refugiar em Recife, pulou a cerca e nasceu o dito cujo. Seja lá qual for a versão que um dia aparecer em sua frente, chute-a sem dó porque é mentira – melhor seria chutar a pessoa quem falou uma merda dessas, mas evite confusões.

9. Chico Buarque não é deus. Ele tem parceiros – e muitos!

De todos os problemas aqui listados, o que mais me irrita é o fato de que as pessoas supervalorizam Chico e simplesmente excluem seus parceiros. A letra de Beatriz, por exemplo, é sim lindíssima, mas é necessário entender que aquelas palavras que estão ali são submissas aos acordes que o Edu Lobo fez. A letra é como se fosse água, ela irá se adaptar conforme o recipiente – no caso, a música. Sendo a melodia o guia das palavras, é de me contorcer o intestino quando vejo mestres como Edu, Francis Hime, Tom Jobim, Toquinho etc. serem jogados fora. E ainda poderia abordar parceiros de texto, como Augusto Boal, Ruy Guerra e Paulo Pontes, mas não vou aumentar ainda mais esse desabafo, uma vez que a idéia de que seus parceiros são fundamentais já está clara. E se quiserem uma dica, pesquisem sobre esses parceiros, porque se é parceiro do Chico, é bom – faria uma exceção pessoal ao Ivan Lins, mas deixa pra lá.

10. É de Hollanda, com l duplo

Chico Buarque de Hollanda, com dois Ls. Essa, na verdade, foi só pra fazer a lista ficar com dez porque gosto de números redondos, mas não deixa de ser um erro comum propagado por aí.

VALEU! Tô até aliviado.

Espero ter conseguido algum progresso com esse post. Bota aí nos comentários suas sugestões e suas críticas, se ainda assim você achar que uma dessas informações contestadas são realmente verídicas – vai saber, né, tem cada louco por aí. E Chico, depois você deposita na minha conta, conforme o combinado.

NERF: Brincadeira de Criança?

Artilheiro Colaborador: Filipe Kiss

Antes de começar o texto propriamente dito, eu quero esclarecer uma coisa aqui: NERFs não são armas de águas. Obrigado.

NERFs, essas arminhas de brinquedo de atirar bolinhas e dardos de espuma que se popularizaram nos anos 80 e 90 — inicialmente com as que atiravam bolinhas e, mais tarde, com as ‘blasters’, que atiravam dardos de espuma — e agora parece que estão voltando a ser moda. Disponível em vários modelos, desde um que imita um simples revólver até uma que imita uma Mini-gun e atira dardos a quase 20 metros de distância, as NERFs são muito populares em outros países por terem um preço baixo (Uma Maverick Rev-6 que aqui custa R$ 60, lá fora não custa mais do que $10 ou $12). Porém, se você estiver pensando em comprar, recomendo mesmo que compre aqui. Importar armas de brinquedo é complicado — você pode até ser chamado para depor no exército — e os R$ 20 que você ia economizar se tornam uma dor de cabeça sem preço. E semana passada (dia 23/07) eu comprei minha NERF. “Mas Filipe, NERF não é um brinquedo? Não é coisa de criança?”, você deve estar se perguntando — talvez não esteja, mas eu gosto de pensar que sim.

Pois é. Eu comprei porque vários amigos meus também compraram. Vamos aos fatos: Eu tenho 20, quase 21 anos. E comprei uma NERF. “Nossa, Filipe, você só deve ter amigo pirralho!”. Não. Meus amigos, aqueles ali em cima, que compraram a NERF têm entre 23 e 27 anos — sou anormal e meus amigos também; somos felizes assim.

Comprei uma Maverick Rev-6 (essa da foto aí em cima) e já fui na internet atrás do que eu poderia fazer com a dita cuja — além de atirar nos meus colegas de trabalho.
Descobri que a Maverick é uma das melhores NERF pra ser customizada. Desde modificações que alteram a  funcionalidade até a customização visual.
Eu mesmo fiz algumas modificações na minha que incluem uma modificação no tambor que eu uso pra brincar de Roleta Russa (não tentem em casa, crianças), algumas modificações nos tambores de ar e nas molas do mecanismo pra deixar a arma mais resistente, a resposta do gatilho mais rápida e precisa e para aumentar o poder de fogo.

Num geral, a Maverick é um brinquedo deveras divertido e que vai render algumas horas de diversão, seja atirando nas paredes, no seu tio careca ou no cachorro do vizinho.

Sobre o Artilheiro Colaborador

Odeia falar de si mesmo, e isso já deveria ser o suficiente pra vocês. Fez um ano e meio de faculdade de design que largou por opção. Nerd em tempo integral, gasta dinheiro com coisas que ele vai usar uma vez na vida e nunca mais. Não tem paciência pra assistir televisão mas adora filmes e séries num geral. Trabalha com seu passatempo favorito (que é programar) e joga videogame quase todos os dias (viciado não-praticante). Resumidamente, uma criança grande. Pode ser encontrado em @filipekiss

Literatura e cinema na internet

Se você é do tipo que gosta de fazer listas de filmes que você já viu ou livros que já leu, essa dica é especialmente para você. Pode aposentar o seu caderninho de anotações, a partir de hoje você fará seus censos online.

Embora não sejam sites muito novos, eles ainda não estão amplamente difundidos pela rede, e é por julgá-los úteis demais para mim que eu estou fazendo esse post. Estou falando do Skoob e do Filmow.

Skoob

Skoob, pra quem não se tocou, é books ao contrário. Você se cadastra e começa a botar na sua estante virtual os livros que você já leu, vai ler e os que você abandonou. Há, ainda, espaço para resenhas e comentários, fora as avaliações de 0 a 5 estrelas. Você pode escolher a edição que vai deixar em sua estante e marcar os seus favoritos, os que você realmente tem e os que você quer trocar – o sistema de trocas, no entanto, não é garantido pelo site, ficando por conta dos usuários envolvidos. Além disso, há uma ferramenta interessante, que é o paginômetro: ele soma todas as páginas dos livros que você cadastrou e te mostra a somatória, o que acabou causando o ponto mais negativo do site, na minha opinião: as pessoas que queriam aumentar o número de seu paginômetro para dizer “olha quantas páginas já li” começaram a cadastrar compulsivamente gibis e revistas – houve inclusive um caso da bula do Gardenal, que foi rapidamente resolvido. A equipe do site diz que em breve arrumará essa questão, mas até agora nada.

Recentemente o Skoob sofreu um update e agora o lado social do site está melhorado. Antes, você só adicionava as pessoas, trocava recados e via a compatibilidade de leituras com seus amigos. Agora, o site conta com comunidades e perfis dos autores (uma espécie de orkut).

Experimente: www.skoob.com.br

E faça parte do grupo do Artilharia Cultural por lá, também!

Filmow

Funciona mais ou menos como o Skoob, só que com filmes. Você se cadastra e vai procurando pelos filmes que já viu, podendo, também, botar os que você quer ver, os que você não quer e os seus favoritos. Em seguida, você os classifica de 0 a 10 e pode também comentá-los – alguns desavisados se esquecem de botar o aviso de spoiler, por isso não recomendo que você leia os comentários de um filme que você quer muito ver. Também pode adicionar amigos e ver a sua compatibilidade cinéfila, que é baseada nas avaliações que as duas pessoas fizeram. Há um espaço para álbum de fotos, o que me parece meio inútil, e você também pode marcar os seus ídolos entre os artistas. Dizem que em breve eles também disponibilizarão uma somatória de todas as horas que você já gastou em filmes – o que vai servir pra gente ver quanto tempo perdemos com porcarias.

Experimente: www.filmow.com.br

Concurso Cultural de fotografia em São Paulo

Artilharia Cultural apresenta mais um concurso imperdível que diz muito da diversidade cultural que há na cidade de São Paulo.

Diversidade e multiplicidade são conceitos que resumem bem a capital. Mas, o que há de mais cosmopolita na região central de São Paulo? Este é o tema do Concurso Cultural Clique São Paulo promovido pela Cyrela Brazil Realty.

A cidade é enorme e tem seus pontos fascinantes em cada região, mas não podemos deixar de dizer que o centro tem muito charme. Até porque está em constante transformação. Os participantes podem enviar até cinco fotos que mostrem porque a região é o coração de uma das maiores cidades do mundo.

Atenção soldado, agora vem a melhor parte: os autores das duas melhores fotos selecionadas ganharão um MacBook cada.

Para participar, é só acessar http://moodsaopaulo.com.br/ e preencher o cadastro para enviar as imagens.

Siga também a Cyrela nas redes sociais: no Twitter ou no Flickr

Jornal sÓ monta excursão de SP para a FLIP

O coletivo , reunião alternativa entre bandas e jornal impresso de São Paulo, está organizando uma excursão para a FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty, que acontecerá entre os dias 4 e 8 de agosto.

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O ônibus partirá da capital no dia 6, sexta-feira. No sábado, dia 7, estarão em Paraty os psicodélicos Lou Reed, Gilbert Shelton e Robert Crumb. Para celebrar as ilustres visitas haverá música ao vivo transcorrendo toda noite.

São 24 vagas pra quarto e cama, totalizando 290 pilas. Para camping, são 40 vagas, a 240 reais. Pra quem vai de carro e precisa só de hospedagem, o valor pra ficar de quinta até domingo acampado é de 200 reais. A trupe ficará hospedada no hotel Cachoeira Azul.

Gostou da idéia? Entre em contato com o pessoal do pelo so.contato@gmail.com

Mais informações no hotsite: www.coletivoso.net/flip/
Sobre o coletivo sÓ: www.coletivoso.net/sobre/

Atenção: essa excursão não tem ligações com o Artilharia Cultural, estamos só oferecendo aos nossos leitores essas vagas, visto que a FLIP é um evento disputadíssimo e as pousadas já estão praticamente todas lotadas para essa época. O AC marcará presença por lá através do artilheiro Tauil.

Bombardeio V – Zumbis

Zumbis estão por toda a parte. Têm representantes no campo do cinema, da literatura e dos games. Sempre são alvos de remakes que conseguem, de alguma forma, renovar a velha fórmula de Romero. Em função de algumas novidades, como a série The walking dead e o jogo Call of Duty: World at war (Nazi Zombies), resolvemos fazer um bombardeio voltado aos morto-vivos.

Marcel

Toda vez que eu ouço o termo zumbi lembro de meus 11 anos. O Dreamcast era o videogame da época, desbancava o Playstation (o que não aconteceu) e a série Resident Evil era a nova moda na pacata cidade que eu vivia, em Minas Gerais. O fato é que, por algumas horas aluguei o game e marquei ali meu primeiro contato com a criatura mágica; não deu outra: eu não pude dormir por muitas noites. Tive medo de verdade, como nunca tive sequer no cinema. A pena é que só alguns anos depois conheci a verdadeira fórmula dos zumbis de George Romero e seu Walking Dead (que foi tão copiada, e ainda é). Podia ter ficado mais abismado ainda se cruzasse com tal tipo de zumbi aos meus 11 anos. Contudo, acho que zumbis são criaturas insuperáveis num terror básico. Afinal de contas são monstros que, antes seres humanos,  agora trocam o consumismo por produtos pelo de carne da própria espécie.

Luke

Tá’í um fim do mundo que eu ia gostar: zumbis. Porque morrer assim é morrer do jeito tr00. Os zumbis podem até vencer, mas antes eu vou experimentar todas as armas que sempre quis utilizar. Imagina só que sensacional seria poder descer fogo naquela galera que, afinal de contas, já tá morta mesmo! Eu faria a festa, véi. Imaginaria minha professora de Metodologia, minhas ex-namoradas, meu primeiro chefe… Aliás, eu sou cinéfilo, mas a graça do universo zumbi tá fora dele. Em jogos, e toda a mítica criada em torno deles. Respeito Romero e suas obras (já citadas pelos Artilheiros), mas não poderia deixar de comentar a Zombie Walk, flashmob que reúne milhares de pessoas em todo o mundo com o único intuito de pintarem-se e vestirem-se de zumbis para andar por aí. Bem que eu queria participar de uma zombie walk… Com uma espingarda carregada.

Tauil

Não existe nenhum monstro ou criatura fantástica que consiga superar o zumbi. Talvez de tanto ver filmes sobre, considero os zumbis como um clássico do terror. Aparentemente, as releituras  mais atuais têm optado por uma horda hiperativa. Agora eles correm, pulam e em alguns casos até pensam. Verdade seja dita, esses remakes são até bacanas e divertidos, mas o zumbi que se preza é lerdo. Quem conseguiria correr com o corpo apodrecido? E outra, ele tem que emitir aqueles sons guturais – nada de gritos agudos, senhores produtores de Left4Dead. Se aceitam uma sugestão, procurem o filme Shaun of the Dead (Todo mundo quase morto), uma das melhores comédias britânicas que já vi. Não tem erro. Depois de ler esse bombardeio, eu espero que você concorde comigo: explosões nucleares e cometas é o caramba, a melhor forma de o mundo acabar é com um ataque zumbi.

Alice

Zumbi que é zumbi não tem motivo para ser zumbi. Basicamente, você acorda morto e sai à caça de cérebros frescos. De transformar vivos também, afinal, dar continuação à espécie é preciso, mesmo que morta. Filmes e livros sobre zumbis nunca me atraíram. Assisti clássicos esperando explicações plausíveis pelo massacre que fascinava a tantos e não encontrei nada além corpos putrefeitos vagantes, o que não me animou a continuar a busca. Há a parte divertida, claro, você sempre pode aceitar um joystick para decepar algumas cabeças, mas nada que realmente impressione.

Palavreado X – O impedimento e as mulheres

O post não foi um pretexto para ter uma foto da bandeirinha Ana Paula aqui. Juro.

Eu tentei. Meu sonho de fazer minha namorada explicar o impedimento para meus amigos não deu muito certo. Tá, você vai dizer que é machismo meu, que  a mulher vem ganhando um mercado incrível nos últimos anos, e eu não vou discordar porque tenho olhos. Tirando também a questão de eu parecer mais machista ainda ao fazer minha namorada pagar esse mico,  resolvi abrir uma discussão séria e comum: por que a mulher do século XXI não entende o impedimento?

Vou tentar ser sucinto ao máximo.Vejamos:

Lá estão, no campo, 22 homens correndo atrás da bola e tentando fazê-la chegar à rede adversária… Mas calma lá! Não é tudo simples assim. Você, com certeza, pensou com toda sua sagacidade: Ah, então vou ficar lá perto do gol do adversário esperando a bola. E é ai que você vai se dar mal. Por quê? Por causa do impedimento, mulher! O bandeirinha que corre na lateral com uma visão precisa do posicionamento traça uma linha limite entre o último homem defensivo do time adversário, e se você estiver mais perto do gol que ele – logo, em vantagem, no momento do lançamento -,você estará impedido de jogar!

Não entendeu nada? A Clara te explica:

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    (ATENÇÃO: SÓ ASSISTA OS PRIMEIROS 30 SEGUNDOS. DEPOIS DESSE TEMPO, NÃO GARANTO A DEVOLUÇÃO DE SEUS MINUTOS DE VIDA DESPERDIÇADOS)

    Outras explicações, se você ainda não entendeu:

      (…) “O intuito da regra é evitar que um, ou mais atacantes permaneçam em frente ao gol do adversário, esperando pela bola, sem participar ativamente da partida.”

      Simples não? E tem mais:

      (…)”Até hoje, o jogador não está em impedimento se estiver na sua metade do campo.”

      Tá, dessa nem eu sabia.

      O esquema de tira-teima (que é uma palavra tosca quando se observa) sempre ajuda Galvão Bueno e o Arnaldo (ah, só pra não deixar passar: #CALABOCAGALVÃO). Então vamos ao tal esquema bem explicadinho:

      Sim, eu desenhei pra você entender. E você aí me chamando de machista.

      (…) Para quem não sabe, a atual lei do impedimento diz que, quando um jogador recebe a bola no campo de ataque, é preciso haver pelo menos dois adversários entre ele e a linha de fundo. Como o jogador mais recuado em geral é o goleiro, isso significa o goleiro e mais um.

      http://super.abril.com.br

      É assim desde 1925. Até então, era preciso haver três jogadores. Mudou-se a regra porque os técnicos deixavam um zagueiro adiantado e outro na sobra. Se o atacante evitasse o impedimento, o segundo zagueiro matava o lance. As partidas concentravam-se no meio-campo e os jogos acabavam sem chutes a gol, a não ser em cobranças de falta. A alteração teve dois efeitos. Primeiro, o placar das partidas engordou. No primeiro jogo sob a regra nova, na Inglaterra, o Aston Villa marcou dez gols no Burnley. O outro efeito foi desafogar o meio-campo: provocar o impedimento com um só jogador ficou arriscado e a zaga foi recuada.

      O miolo do gramado virou lugar de craques. É ali que, trocando passes ou driblando, os bons jogadores avançam com a bola sob controle até o bote final: um chute à distância ou a penetração de um atacante por trás da defesa até o gol.

      Voltando à conversa

      É tempo de Copa, o futebol está em alta. Nada mais bonito que aprender agora porque aquele gol da seleção não valeu, né? O futebol nem tem lá muitas regras. Pode ser essa a razão pela qual o impedimento é tão complexo e cheio de ramificações. Não sou especialista em futebol, nem em mulher, mas a dúvida ainda paira no ar. O que é que existe entre a lei do “fora-de-jogo” e o cérebro feminino?

      Ainda quando as “Belas na rede” me fizeram o favor de explicar o impedimento e outras regras do esporte eu me perguntava – elas estão mesmo lendo isso? Mecanimente diziam o que seus redatores homens haviam escrito. Aí voltaríamos ao debate cruel:

      - Sim @noduro, existem bandeirinhas mulheres! E aí? Sai dessa!

      - Mas por que o homem – no geral – entende com mais facilidade?

      Você diria que é pelo interesse. E eu discordaria, conheço muita mulher intressada pelo futebol, seja para sacanear o marido, o ex-namorado, ou ainda aquela que tem coragem de bater no peito e dizer:

      - Sou CORINTIANA!

      - Tá. Mas como é que funciona o impedimento?

      - Não sei.

      - Tá vendo?

      Tô vendo, tô vendo e espero não ser linchado pelo público feminino, e menos pelo masculino que defenderá as donzelas.

      Linchado serei com a mesma duvida do começo do post: o que teria entre o impedimento e a mulher?

      Essa é a parte que todas as mulheres do MUNDO me dariam cartão vermelho, sério.

      Mas se você é o leitor que entende o artilheiro em sua agonia de não compreender um fato social tão enigimático me ajude: vamos iniciar um projeto de pesquisa que pode nos trazer essa resposta sobre o segredo que esse simples fato esconde. Ou só esqueça que leu tudo isso.

      Só não esqueça de ser feliz.

      Twitter literário – autores

      Até pouco tempo atrás, quando a internet começou a se alastrar pelo país todo, muita gente dizia que ela iria alienar nossos jovens, acabar com o contato humano, que iria, em suma, destruir com a criatividade das crianças. Bem, essas crianças cresceram e parece que, pelo menos em parte, não seguiram as previsões alheias. O twitter, uma das ferramentas sociais mais utilizadas na atualidade, está repleto de arte e de criatividade. Resolvi listar alguns twitters que prestam homenagem à literatura – seja com frases dispersas ou até mesmo os próprios autores e poetas. Pretendo fazer disso uma subcategoria, quem sabe numa próxima postagem falar de editoras e tal. Espero receber críticas nos comentários, do tipo “faltou fulano” etc.

      Carlos Drummond de Andrade – @drummondandrade – Drummond é essencial, seja para se ler em casa ou no twitter. Uma homenagem muito bem feita, bem dosada e bem administrada.

      João Guimarães Rosa – @jguimaraesrosa – Pouquíssimo atualizado, mas Guimarães sempre, sempre vale a espera.

      Paulo Leminski – @leminski – Leminski é genial e pouco conhecido. Espero, então, que seguindo essa conta, você tenha contato com a poesia de Paulo. Freqüentemente atualizado.

      Nelson Rodrigues – @rodriguesnelson – Também não aparecerá muito na sua timeline, mas suas tiradas e dizeres são únicas.

      José Saramago – @_saramago – Homenagem ao autor luso, muito bem administrada. Serve de exemplo para todos os outros que abrem contas para postar frases e simplesmente as abandonam ao relento.

      Chico Buarque – @buarquices – Chega de frases de música mal diagramadas, o negócio aqui é literatura. Embora alguns ainda torçam o nariz para os romances de Chico Buarque, vale a pena conhecê-los, ainda que em mínimas amostras, através dessa conta. E não vou falar mais nada, afinal, essa conta é atualizada por este que vos escreve.

      Fernando Sabino – @letrasdesabino – Não é muito assíduo nas timelines, mas cada linha desse gênio tão pouco discutido no Brasil é um presente. Às vezes, também, pinta uma notícia sobre algo relacionado ao Sabino.

      Fernando Pessoa – @fernandopessoa – Muitíssimo bem atualizado, a responsável pela conta mantém uma interatividade com seus seguidores, dando RT, com créditos, para as frases do Pessoa que são enviadas a ela.

      Antônio Xerxenesky @xerxenesky – Conta do próprio Antônio, não se destina a frases de sua obra iniciante, mas é interessante acompanhar o autor de “Areia nos dentes”, um romance sobre zumbis no faroeste, que já está indo para a sua segunda edição.

      Luis Fernando Verissimo – @luisfverissimo – Esta homenagem ao Verissimo chega a postar crônicas inteiras. Pode ser que alguns perfeccionistas achem que sua timeline fique bagunçada (mimimi), mas vale pela primazia dos escritos de Verissimo.

      Fabricio Carpinejar - @carpinejar – Mais um autor contemporâneo. Pensamentos e frases soltas de Fabricio. Indico para quem gosta de uma poesia mais alternativa.

      Paulo Coelho – @paulocoelho – Atualizado pelo próprio. Tem quem goste. Sem mais.

      Millôr Fernandes – @millorfernandes – No comando do próprio Millôr. Frases que você já leu por aí e também muita coisa nova. O colunista da Veja, sempre bem antenadinho, garante algumas risadas com sua ironia sutil e também alguns momentos de reflexão.

      Florbela Espanca – @almaespanca – Uma homenagem à poetisa, não muito atualizada e sem interatividade. Mas, pô, quando vem, é um verso da Florbela e isso basta.

      Miguel de Cervantes – @soy_cervantes – O maior expoente da literatura espanhola. Nada melhor que aparecer em sua tela frases do genial Dom Quixote. Um must para todos os leitores.

      Clarice Lispector – @clalispector – É a autora que mais tem contas em sua homenagem, o que me dificultou a escolha. Enfim, as frases e os poemas da Clarice são batidíssimos na internet, mas nem por isso perderam totalmente o seu brilho. Ainda não vi sendo postada nenhuma frase falsamente atribuída à autora, o que contou positivamente para minha escolha.

      Luis Vaz de Camões – @luisvazcamoes – Clássicos poemas do Camões, aclamado por unanimidade como o maior poeta da língua portuguesa. É isso.

      J.K. Rowling – @jk_rowling – A autora de Harry Potter não posta frases de seus livros, mas como a série do bruxo tem muitos fãs, talvez eles achem legal segui-la.

      Augusto dos Anjos – @eueoutrospoemas – Poemas do maldito Augusto dos Anjos. O legal é que o responsável traz sempre o título do poema. É um negócio mais escatológico, mais underground, mas é um prato cheio pra quem gosta.

      Caio Fernando Abreu – @cfernandoabreu – Detém, junto com Clarice Lispector, o maior número de homenagens no twitter – vai ter fã assim lá longe -, mas ainda assim de qualidade.

      Neil Gaiman – @neilhimself – Assim como a Rowling, é uma conta pessoal. Sem trechos de suas obras. Mas é o Neil Gaiman.

      Manoel de Barros – @poeta_manoeldb – Quem lê poesia e não lê Manoel de Barros, não tem moral. Cada verso é um facho de luz. Recomendo bastante.

      Vinicius de Moraes – @vdemoraes – Homenagem ao poetinha visando mais seus poemas, embora também tenha frases de músicas. Saravá, Vininha!

      Edit: mais autores, indicados nos comentários pelos leitores

      Lucio Cardoso – @lucioclucio – Conta ainda fresca porém bem atualizada. Uma homenagem à paixão de Clarice Lispector e à inspiração de Caio Fernando Abreu

      Mario Quintana – @maquintana – Falha minha ter deixado de fora essa homenagem ao Quintana, bem atualizada e bem diagramada.

      Dissecando a Biblioteconomia

      Artilheiro Colaborador: Murilo Andrade

      Eu não estava muito empolgado pra escrever este post explicando o que é essa área chamada de Biblioteconomia, mas como foi o Tauil que pediu, aqui está ele.

      Biblio o quê? Bi-blio-te-co-no-mia. O que tem de gente que não consegue pronunciar essa simples palavra…
      Quando surgiu? Diferente do que muita gente pensa, Biblioteconomia não é uma profissão nova. É uma das profissões mais antigas da humanidade. Não se sabe quando surgiu, mas há indícios no Egito Antigo e em outros países na Antiguidade.
      O que é? Uma ciência que estuda os aspectos da representação, da sistematização, do uso e da disseminação da informação através de serviços e produtos informacionais. Trata sobre a análise, planejamento, implementação, organização e a administração da informação em bibliotecas, bancos de dados, centros de documentação, sistemas de informação e sites, entre outros. Ou seja, o profissional não cuida só de bibliotecas.
      Tem a ver com Economia? Não, o sufixo não quer dizer que é um curso ligado à Economia.
      Pô, 4 anos de curso pra guardar livro na estante? Muitas pessoas têm essa idéia de que bibliotecário só põe os livros na estante. O que muitos não sabem é que existe um código maior que a Bíblia para a arrumação, análises são feitas para saber onde guardar o livro, o trabalho para fazer o estudo dos usuários, política para atrair as pessoas para a biblioteca. Isso porque só estou me referindo ao profissional que trabalha numa biblioteca.

      OLÔCO, profissão no mínimo interessante

      A quem é recomendada a profissão? Àquelas pessoas que amar ler e tem uma ligação afetiva com os livros.
      A quem não é recomendada a profissão? A quem tem alergia a ácaros ou poeira.
      Ganha quanto? Coloquei esse item só porque tem quem pense que bibliotecário passa fome. O piso é de 5 mil reais.
      Isso tem importância? Toda profissão tem sua importância. O padeiro tem a sua, a prostituta também etc. Algumas podem parecer mais importantes que outras, como os médicos. Outros perdem a utilidade com o passar dos anos. Hoje, vivemos na dita era da informação. Informação vale mais que dinheiro atualmente e os bibliotecários são profissionais da informação. Cada organização, seja com ou sem fins lucrativos, precisa de um. Universidades precisam, escolas precisam, até acervos particulares de grande extensão precisam. Depois vem um infeliz e me pergunta se tem mercado…
        E função social? Não bastando ser importante, o bibliotecário ainda tem função social. A função de trazer o conhecimento às pessoas, de permitir que pessoas com pouco conhecimento tomem ciência dos seus direitos. O papel disso devia ser desempenhado pela família, escola ou governo, mas não cumprem nem de longe esse objetivo. Também há o fato de criar o gosto pela leitura nos jovens, a partir de campanhas ou projetos de incentivo à leitura.
        O curso Biblioteconomia existe com vários nomes pelo Brasil, lugar onde o curso foi pioneiro.  Em suma, bibliotecários são fodas e o trabalho deles é vital na nossa sociedade, embora nunca recebam o devido reconhecimento. Já está na hora dessa situação começar a mudar.

        Sobre o Artilheiro Colaborador

        Murilo Andrade estuda biblioteconomia e escreve posts durante o horário do estágio ao invés de trabalhar. Já colaborou em inúmeros blogs, mas hoje “só” escreve em três: Humorragia, Nerds Somos Nozes e Himitsu.