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Archive for the ‘TV’ Category

Sandman na TV?

Sandman é uma das melhores graphic novels de toda a história desse tipo de arte. A narrativa e os diálogos são tão – ou mais complexos – do que muitos livros que se dizem cults por aí. A criação do gênio Neil Gaiman conseguiu, pelo mundo, uma legião de fãs – o Artilheiro que escreve, incluso.

Depois de muitas especulações sobre possíveis filmes e séries – o suficiente pra deixar muito fã com medo -, aparentemente – segundo o site gringo Heat Vision -, a Warner e a DC já estão em uma negociação avançada para adaptar Sandman para a TV. Uma outra tentativa, há um tempo, especulava uma série na HBO com direção de James Mangold (diretor de Garota Interrompida e Johnny&June). Dessa vez, a direção pode ficar na mão de Eric Kripke, a cabeça por trás do seriado Supernatural (que o Artilheiro em questão não suporta).

Minha opinião? Sandman tem a cara da HBO. A série é pesada, dark e nem um pouco comercial. A Warner sempre parece dar um jeito de estragar coisas boas (Smallville, estou olhando pra você). Resta torcer para, caso a parceria confirme-se, não estragarem uma das coisas mais legais que os quadrinhos já produziram.

Leverage

Artilheiro Colobadorador: Gabriel Veit

Leverage, em português, significa vantagem. O nome batiza o seriado produzido pela TNT que anda atraindo curiosos e principalmente atendendo um público que prefere o cinema ao seriado. O roteiro roda no encontro de quatro ladrões e um ex-investigador de fraudes de seguro que se “revoltaram” com o mundo e decidiram se transformar em “Robin Hoods modernos”.

Nos primeiros episódios, a série nos lembra Supernatural, pela abordagem “piloto”, que é aquela na qual não existe conexão alguma de um para outro capítulo. Mais adiante, porém, o enredo começa a surpreender, mostrando uma personalidade forte, uma história intrigante e, principalmente, ao apresentar personagens incrivelmente bem desenvolvidos ao comparados com o que se faz nos seriados.

Dessa forma, o formato individual dos primeiros capítulos  acaba se tornando uma marca interessante, por apresentar bem e trabalhar em cima da vida e característica de cada membro da “gangue”. Só para lembrar, a série estreou no início de dezembro de 2008 pela TNT. Então corra, ainda encontrará capítulos novos saindo.

Sinopse

O foco da série é mostrar que Nate e seus amigos roubam dos ricos que prejudicam os pobres, seja essa pessoa uma amiga ou mesmo uma total desconhecida. Para fazer justiça, sua equipe utiliza – como é dito várias vezes na série – “brechas da lei”. Isso por que os homens que eles roubam não fizeram nada de errado pela ótica da lei. Porém todos vêem que estão tirando dos mais fracos e nada fazem. Esse é a grande ferida tocada pelo grupo.

Nate, um investigador, recebe uma oferta de emprego na qual deveria “roubar de volta” os projetos de um homem. Ele acaba contando com a ajuda dos bandidos e seus futuros novos amigos, Sophie Devereaux, Eliot Spencer, Parker Alec Hardison. Os cinco novos companheiros vão, então, em busca de cumprir o trabalho.

Conheça cada personagem

O que mais me chamou a atenção neste emaranhado de pessoas, ação – não do tipo bang-bang, mas aquela verdadeiramente emocionante – e dinheiro foi exatamente a personalidade de cada um dos personagens principais. Todos muito bem elaborados e com seus próprios dilemas pessoais, o que é esquecido em algumas séries atuais.

Nathan Ford é interpretado por Timothy Hutton e é o líder da equipe, ex-investigador de fraudes de seguros. Nate tem uma história melancólica, quando trabalhava na IYS – empresa de seguros - seu filho estava com câncer e a empresa se recusou a pagar o dito tratamento experimental que este precisava. A morte de seu filho leva Nate ao alcoolismo, ao divórcio e claro, a demissão. Agindo, de inicio, apenas como planejador, Nate acaba criando laços com os bandidos e entra “de vez” no jogo.

Shopie Devereaux é interpretada por Gina Bellman e é a vigarista da equipe. É uma péssima atriz, quando se trata de palcos, porém quando o assunto é roubar e enganar alguém esta se torna genial. Ela geralmente é a primeira a aparecer nas operações, por suas grandes habilidades de mentir e fazer com que as pessoas “sintam-se bem”. Um fato interessante é que nem mesmo os membros da Leverage Consulting – empresa de assistência criada por eles - sabem o verdadeiro nome desta. Ela conhece Nate de longa data, pelo fato de ele já ter perseguido-a certa vez. Devido a isto os dois formam o pseudo-casal da trama.

Eliot Spencer é interpretado por Christian Kane e é o “batedor” da equipe. Sua função inicial seria de simplesmente fazer a segurança da equipe durante as operações. Eliot é especialista em luta e armas, tanto brancas como de fogo, porém este geralmente se recusa a usá-las. Um homem com múltiplas habilidades, ele é chefe de cozinha, planta sua própria comida e por mais incrível que pareça só necessita dormir 90 minutos por dia.

Parker é interpretada por Beth Riesgraf e é a grande ladra da equipe. Suas habilidades envolvem desde “bater carteiras”, invasões a prédio e cofres, até mesmo ao impressionante fato de desaparecer de determinados lugares. O nome de Parker ainda não foi dito na série e ela ama dinheiro acima de tudo. Ela é o tipo de pessoa que sempre diz coisas erradas, na hora errada. Durante o desenrolar da história recebe a ajuda de Sophie com este pequeno problema. Parker tambem tem uma peculiar fascinação não-sexual em tocar outras mulheres.

Alec Hardson é interpretado por Aldis Dodge e é um especialista em computadores, o verdadeiro Hacker. Ele se auto-intitula um geek. É capaz de invadir qualquer tipo de equipamento eletrônico e é raramente pego. Projetou todo o sistema eletrônico da Leverage Consulting. Este tem certa “quedinha” por Parker, que se torna cômica, às vezes. É também o personagem mais engraçado da série.

Sobre o Artilheiro Colaborador

Gabriel é preguiçoso, toma chá mate e cursa publicidade. Morador da pacata Cambuí e amigo de infância do artilheiro Marcel, o rapaz de 19 anos é viciado em animes e nas tabelas do campeonato brasileiro.  Pode ser encontrado em @Gabriel_Veit

Bombardeio XIII – Sessão da tarde

A Sessão da Tarde é praticamente um ícone cult entre os jovens que viveram nos anos 80 e 90. O programa da TV Globo é exibido, até hoje, após o Vale a Pena Ver de Novo e sempre trazia altas confusões, com uma turminha da pesada. Pois hoje foi a vez dos artilheiros Tauil, Lucas e Marcel mais os nossos convidados Alex e Matt embarcarem num papo do barulho sobre um dos programas mais marcantes de suas vidas. É diversão pra ninguém botar defeito!

Alex (Artilheiro Colaborador)

Olá turminha do barulho, estou aqui para aprontar altas confusões e…
Opa, acho que me empolguei. Mas é uma boa empolgação, porque tenho certeza que frases como essa marcaram cada fase do crescimento de quem aqui lê.

Para nós, cinéfilos, ou até mesmo quem não é, a vida foi bela e doce em frente à TV. As tardes sempre foram recheadas de filmes que nos fizeram, rir, emocionar e sonhar.

Acredito que falo por mim e por uma grande quantidade de gente, quando confesso que após chegar da escola, almoçar uma comidinha deliciosa e assistir a um clássico na telinha da Globo, eu ficava me sentindo o protagonista do filme, e passava o restinho da tarde brincando de sonhar. Já fui o Dragão Branco, já fui um Exterminador, já nadei na Lagoa Azul, já pude voar e dançar, já fui fantasma, fui bandido… bandido legal, aquele que se redime. Já fui um Goonie, já tive mãos de tesoura. Hoje sou adulto, tenho obrigações e compromissos maiores, que não me permitem sentar e apreciar uma bela e antiga obra de arte, mas conheço minhas origens e sei exatamente o que meus filhos vão assistir quando chegarem cansados da aula.

Tauil

Minha infância teve muitos pilares. Um dos mais sólidos, sem sombra de dúvida, foi a Sessão da Tarde. Eu me lembro com saudades do tempo que eu voltava da escola a pé, almoçava e ia fazer a minha árdua tarefa, para depois ficar com a tarde livre. A tarefa geralmente era ligar os pontos de um coelho ou representar as barras de chocolate em fração, o que me tomava muito tempo e energia de raciocínio. Para compensar esse gasto, quase que num ritual, findas as lições eu sempre embalava num filme. E aí não tem Cinema em casa que aguente: é Sessão da Tarde na cabeça. E eu não estava nem aí se a programação era fraca ou repetitiva - aliás, eu até gostava de assistir um mesmo filme várias vezes -, eu só queria ver o meu filme em paz. E se o filme fosse ruim, eu simplesmente tirava um cochilo, de modo que não havia nunca uma possibilidade negativa para as minhas tardes. Dentre os meus clássicos favoritos da Sessão da Tarde estão Um passe de mágica (aquele que a menininha recebe como fada madrinha um atrapalhado inexperiente), Guerreiros da virtude (o dos cangurus lutadores!) e Matilda (bruce!, bruce!, bruce!).

Lucas

Os jovens de hoje reclamam que não tem nada pra fazer, que estão entediados, que a tarde tá um saco. Pois eu concluo: quanto mais opções você tem, mais entediado você fica. Na minha época – puta que pariu, eu sempre quis falar isso -, quando a internet só podia ser usada sábado, depois das 14h00, e domingo até 00h00, a semana pós-aula não exibia muitas opções. Era a TV ou alguns jogos imbecis de computador. Na maioria das vezes, eu escolhi a TV. Não cheguei a pegar a fase gloriosa d’A Lagoa Azul, mas Curtindo a Vida Adoidado e Os Caça Fantasmas com certeza foram filmes que fizeram a minha tarde. Se hoje em dia o espírito nostálgico fosse resgatado pelos responsáveis da Sessão, voltaria a dedicar parte da minha tarde recordando traços da minha infância, sem sombra de dúvida.

Matt Idioteque (Artilheiro Colaborador)

Uma das coisas que mais me incomoda em ter 15 anos é não poder ser nostálgico sem soar idiota, mas é inevitável essa associação da Sessão da Tarde com a infância. E eu falo de filmes que até hoje estão na minha lista de favoritos. Pensar em Sessão da Tarde é pensar em Ferris Bueller, Cameron, McFly, Doc e outros personagens sensacionais. Ok, também é pensar na Brooke Shields sem roupa. Várias vezes. E em meninos reunidos em clubes onde meninas não entram. E no primeiro amor. E em filmes de macacos jogando hóquei. E em uma rainha das trevas que alimenta a imaginação de todo adolescente. E em filmes de bebês inteligentes lutando contra o crime. Tudo com uma narração clichê. Mas sinceramente, tudo isso era MUITO divertido quando se tinha 7 anos e as únicas preocupações com o mundo eram ver um filme legal e fazer a lição de casa, não?

Marcel

Você, com certeza se recorda de “A Lagoa Azul”, “Curtindo a vida adoidado”, “De volta para o futuro”, não é? E “Os Trapalhões”, “Xuxa e…”,“A Lagoa Azul 2 – a volta”, “Menino Maluquinho”, “Os caça fantasmas”, “Esqueceram de mim” (e quase que eu esqueço de novo), “O Máscara”, “Ace Ventura”, “A Família Adams”, “Flinstones”, “Um amigo da pesada”, “Uma turma da Pesada”, “Família Buscapé”, “Os Batutinhas”, “Um doutor Aloprado”, “Querida, encolhi as crianças”, “K-12”,  “Uma babá quase perfeita”, “Duas babás quase perfeitas”, “Junior”, “Edward Mãos de Tesoura”, “O Mentiroso”, “Beethoven”, “Dr. Dolittle”? Pronto, fechamos um mês de nostalgia. E pode apostar que, qualquer palavra que eu escrevesse aqui não daria conta de elucidar tanto a sua juventude ociosa da qual você sente tanta saudade. Então minha missão já foi cumprida.

Entourage

Artilheiros, a notícia é importante: acho que encontrei minha série definitiva.

Vocês sabem que eu sou um cara do cinema. Gosto de ver uma história se montar e se encerrar em algumas horas, sem muita enrolação. Salvo trilogias, que precisam de mais filmes para contar uma grande história, eu gosto de me resumir a longas metragens.

Não que eu não assista séries: acho que já vi 90% dos episódios de Friends (e digo isso porque SEMPRE encontro um episódio antigo que não havia assistido, na Warner), e sempre que posso assisto séries como The Office, Simpsons, 30 Rock, Scrubs, American Dad, Uma Família da Pesada e etc. Agora… Vocês perceberam um padrão nas séries supracitadas? Todas elas são de comédia. E uma série de comédia não precisa ser acompanhada com tanto fervor assim. Em um episódio você já dá o tanto de risada que quer, e vai pegando a série como um quebra-cabeças.

Eu tentei assistir Fringe. Fui até a metade da segunda temporada, não aguentei a seriedade, os episódios longos, não aguentei fazer uma MARATONA daquilo.

Tentei assistir House. Enjoei.

Tentei assistir True Blood. Não passei do começo da segunda temporada.

E, quando estava prestes a desistir, o destino me jogou Entourage no colo. E eu estou oficialmente viciado.

A Série

Se eu tivesse que tagear Entourage com uma só expressão, seria amizade masculina. Passada em Hollywood, a trama envolve Vincent Chase (Adrian Grenier) é um ator em ascenção, que tem como empresário seu melhor amigo Eric (Kevin Connolly). Junto à trupe, enquadram-se Turtle (Jerry Ferrara) e Johnny ‘Drama’ Chase (Kevin Dillon), irmão mais velho do protagonista. Fechando o “círculo”, Ari (Jeremy Piven) interpreta o agente de Vince.

Os Personagens

Vince: Ator em ascenção, ‘Vinnie’ é quem dá o motivo para a série existir, mas Adrian não é um ator tão bom quanto seu personagem. Quer dizer… Ele não fica devendo. Vinnie é divertido. É o galã, o cara que sempre vai faturar as modelos, e deixar seus amigos com inveja. Mas às vezes deixa uma impressão de que falta algo.

Eric (E): Às vezes eu me deixo levar por um livro, um filme e/ou uma série… E acabo me colocando no lugar de um dos personagens. Em Entourage, identifiquei-me com E, o empresário e melhor amigo de Vinnie. Ele é o típico cara que mal consegue sair de um relacionamento e já entra em outro, é tímido, valoriza muito suas amizades e… Bom, você vai ter que assistir pra entender. Ele fica no segundo lugar, na minha lista de personagens favoritos da série.

Turtle: Toda turma tem um gordinho engraçado. E aqui, esse é o papel de Turtle, que acaba tendo como “cargo” ser o chofer de Vinnie. Analisando friamente, seria o único personagem “dispensável” da trama, já que não tem um papel tão importante assim… Mas Turtle acaba tendo seu pedaço de glória em um episódio ou outro.

Johnny Drama: o personagem mais caricato da série é Johnny, o irmão mais velho de Vinnie que, cá entre nós, não tem talento nenhum. Ainda assim, ele consegue alguns papéis em séries de TV. Johnny é o elemento cômico da série, que traz a maioria dos ganchos humorísticos.

Ari: Sem sombra de dúvidas, o melhor personagem (e mais bem interpretado) da série inteira. Ari Gould é o agente de Vinnie, um homem neurótico, psicótico e completamente cínico que faz o que for preciso para conseguir trabalhos para seu cliente favorito. É engraçado notar, conforme os episódios avançam, como Ari entra no grupo dos quatro e torna-se um grande amigo de todos, e não apenas um agente. No começo, existe uma grande tensão entre Ari e E, e você pode ficar até um pouco perdido sobre de que lado ficar. Mas depois é fácil perceber que Ari é parte da família.

Existem personagens secundários, como Lloyd (Rex Lee), o assistente de Ari, um oriental gay que sofre constantemente com piadas de cunho duvidoso e – sem sombra de dúvidas -  geniais, vindas de Ari.

Curiosidades

Mark Whalberg é o produtor executivo da série, que foi inspirada em partes da vida do ator em Hollywood. O passado violento de Whalberg, porém, obrigou os produtores a mudarem um pouco o foco da série, deixando tudo um pouco mais leve (apesar de estarmos falando de uma produção da HBO, que se traduz em nudez e palavrões… O que é sensacional).

Eric, por exemplo, é uma homenagem à Eric Weinstein, amigo pessoal de Whalberg e produtor executivo da série. Weinstein, aliás, também é o sobrenome de um dos personagens secundários da série, um agente novato que só faz besteiras. Johnny é inspirado em “Johnny Drama Alves”, primo de Whalberg que havia sido contratado pelo irmão do ator para manter o bad-boy longe de possíveis problemas. Turtle é baseado em outro amigo de Mark, enquanto Ari é o real nome do agente de Whalberg, Ari Emanuel.

A série já teve participações especiais de James Cameron (diretor de Avatar), Martin Scorsese (um dos melhores diretores de todos os tempos), Tom Brady (estrela do futebol americano), Scarlett Johansson (uma das mulheres da minha vida), entre outras diversas aparições. Até Whalberg já fez uma ponta na série. O interessante é que todas as celebridades supracitadas interpretam a si próprias, o que dá um tom mais interessante ainda à série.

Soldado, não sei se eu consegui te convencer a ver Entourage, assista o episódio piloto e descubra por si próprio o quão divertida é a série. Ela está na sua sétima temporada, mas nada que uma boa maratona não resolva (os episódios, aliás, tem no seu máximo 25 minutos, o que a deixa bem fácil de se acompanhar e difícil de enjoar).

Avante!

Músicas de Chico Buarque podem virar série na Globo

Iiiih, não sei não...

De acordo com a coluna da Mônica Bergamo, na Folha, as músicas do Chico Buarque vão servir de base para roteiro de uma série da TV Globo. Pouco se sabe, porque pouco se tem, mas parece que serão quatro músicas utilizadas, a começar por Construção. Manoel Martins é o diretor-geral do projeto. Vamos ver no que vai dar.

Eu, pessoalmente, fico meio cabreiro com essas adaptações. Falando em Chico, e falando em adaptações, em breve devo postar aqui no AC sobre aquele Essa história está diferente, um livro de dez contos baseados em dez músicas do homem – aí vocês vão entender o porquê d’eu ficar meio assim com essas adaptações.

Bombardeio VIII – Desenhos animados

Toda criança que se preze passou alguns anos imersa em desenhos animados. Os mundos fantásticos trazidos para a TV, na realidade, até nos educaram um pouco (ou fizeram o caminho oposto). O que importa, aqui, é que os desenhos animados são parte vital de toda uma geração, e, como não poderia deixar de ser diferente, os artilheiros fazem agora a questão de dissertar sobre as animações mais importantes de cada um. Compartilhe conosco, nos comentários, suas histórias relacionadas aos cartoons!

Luke

Sou o tipo de cara que não acredita em infância sem desenhos animados, Comandos em Ação e amigos imaginários. Considerando que eu sou filho único, minha infância baseou-se nesses três quesitos acima mas, principalmente, nos desenhos animados. Acordar sábado de manhã pra assistir Tom e Jerry, Pica Pau, Corrida Maluca… Isso, claro, quando era bem pequeno. Conforme crescia, os desenhos iam me acompanhando. Acredito que eu comecei assistindo aos desenhos do Cartoon, mesmo. Sempre torcia pro Pink&Cérebro conquistarem o mundo. Não podemos, de modo algum, excluir a TV Gazeta da roda, com os Cavaleiros do Zodíaco. Vou ser bem clichê agora, porém, e revelar: nada, pra mim, supera Dragon Ball. Diz aí, você também levantou a mão pra ajudar o Goku no Genki-Dama, num é? Num é?

Putz… Que infância imbecil.

Marcel

O que seria do meu caráter sem uma boa companhia de animação. Papai e mamãe saiam para trabalhar e a companhia das crianças eram sempre os educativos desenhos animados. Eu sou, e sempre serei um fã incondicional de Dragon Ball do mestre Akira Torayiama e o mais ÉPICO dos ÉPICOS dos animes, Cavaleiros do Zodíaco. Nem as histórias da Marvel ou DC tinha  personagens tão corajosos. Além disso, reservava ainda minhas tardes ao Cartoon Network: O Laboratório de Dexter, Vaca e o Frango e as Meninas Super-poderosas (eu já era macho) embalavam as horas tediosas. Mas o sucesso dos desenhos em minha vida não se dá apenas a monotonia da adolescência ou da infância, existia, nos desenhos uma formação consciente decente que não mantém os adultos concentrados ao mesmo tempo que captam toda atenção de um bebê de 5 meses. Diz muito da nossa geração. Pelo menos não nos coloríamos como Pokémon sem razão para chamar atenção.

Alice

Assistir a desenhos animados é um hábito que não vou perder tão cedo. Guardo álbuns de figurinhas do Pokémon até hoje; O Fantástico Mundo de Bobby e Doug, ainda baixo os episódios. Os Simpsons, Du, Dudu e Edu, A Vaca e o Frango, Pink e Cérebro, Tartarugas Ninjas, e até aqueles clássicos que qualquer criatura que tenha passado pela infância viu, como Tom e Jerry e Popeye. E Caverna do Dragão, Cavalo de Fogo? Os Flintstones? Acabei adquirindo o terrível costume de citar bordões (“Espada Justiceira, dê-me a visão além do alcance!” O quê, você nunca disse isso?) e trechos que quase ninguém lembra, mas é uma consequência inevitável por se passar tanto tempo em frente a uma televisão. Desenho animado é só aquela coisa que te joga no sofá em um sábado de manhã com uma caixa de cereal e não te dá a sensação de tempo perdido depois. Sem enredos mirabolantes, sem lição de moral, sem personagens complexos demais, sem níveis elevados de sacarose nem de pancadaria. Uma fuga rápida da realidade.  Seriados também ocuparam boa parte dos meus finais de semana, mas aí já é outra história.

Tauil

Tenho pena de quem não gosta de desenhos animados. Muita! Posso fazer uma linha da minha infância ponteada pelos desenhos animados que eu acompanhei. Tudo começou com a TV Cultura, é claro, e o seu Pequeno Urso. Depois, com a chegada da TV a cabo, fiquei anos e anos preso ao Cartoon Network. Aquilo, sim, era vida! O Laboratório de Dexter!, Vaca e o frango!, Johnny Bravo!, Pokémon!, Dragon Ball! Pura nostalgia. Depois que a gente começa a adolescer, esse humor tipo Looney Tunes não nos basta mais, e daí, como todos os outros, virei fã de Simpsons e South Park e Family Guy. E tô nessa até hoje. Às vezes ainda dou uns perdidos no Cartoon e, olha, não tenho boas notícias não. Sei que é coisa de velho falar isso, mas não se fazem mais desenhos como antigamente. Hoje é tudo japonês e é tudo violento. Acho sem graça e sem sal. Pra não mentir, de atual eu gosto de As terríveis aventuras de Billy e Mandy e de As trapalhadas de Flap Jack – este último mais pela dublagem do Flap e pelas expressões faciais dos personagens. Não acho que o desenho tem que ser educacional, pra mim uma boa dose de ação e comédia está ótimo. Exatamente por isso é que abomino esses mangás, é um exagero em todos os sentidos. Podem me dar unfollow, mas eu não suporto mangá. Não desce.

Palavreado VIII – Discutir política é cool


Acho que nunca se falou tanto em política no Brasil. Pelo menos, no meu insignificante tempo de vida, me lembro de somente um momento de discussões sobre política: aquele tal referendo do desarmamento. Lembra-se? Tudo bem se você disser que não – o brasileiro é, ainda, um ser despolitizado. Começo a perceber, no entanto, que isso está começando a mudar.

A política invadiu os veículos da mídia, e também as redes sociais. Eu sei, meu bem, que sempre existiu notícia sobre política nos jornais e na TV, mas agora é moda estar por dentro. Ou será que todos os quatro milhões seguidores do Obama no twitter realmente estão interessados em saber como anda a Casa Branca? Não havia, antes, nenhum meio de estar tão próximo dos representantes do povo. Agora, os políticos têm site, blog, twitter – acho que tudo isso começou com a própria campanha do Obama, pois dizem que sua eleição só foi possível através da internet.

Veja os presidenciáveis, por exemplo. Serra, Dilma, Marina. Todos têm twitter e blog porque finalmente entenderam que o eleitor hoje está na internet. Conquista-se os jovens e daí, tchum. Eles, inflamados por natureza, vão sair por aí discursando sobre o porquê de seus candidatos serem melhores. E ai de quem disser não.

Isso é mais facilmente notado se analisarmos os programas de  humor. Tudo se iniciou com o CQC, que começou a abordar os políticos. Não me recordo de nenhum outro humorístico de grande porte que dedicasse tanto tempo da programação para isso. Esses quadros fizeram tanto sucesso que a concorrência, o Pânico na TV!, resolveu fazer o mesmo. Tô mentindo? A Sabrina Sato ganhou um quadro também lá no Senado. Tão engessado e sem-graça que se não fosse aquele par de coxas douradas, acho que teria sido riscado. E outra: desde quando um canal como a MTV teria blogs para tratar exclusivamente dos nossos excelentíssimos?

O que estou querendo dizer é que existe hoje uma enorme modinha ao redor da política. É cool saber das coisas, ter opiniões sobre os candidatos e se manifestar, fazer passeata “Fora Sarney” com um bigode grudado na cara, jogar panetone na casa do Arruda. As modinhas geralmente são detestáveis, mas taí um movimento que eu dou meu apoio. Afinal, quanto mais se discutir por aí, melhor pra gente – é o fim do mundo ouvir “política não se discute”. Não sei como até hoje não apareceu nenhum grupo guerrilheiro que eliminasse um a um essas figuras de terno, ao melhor estilo de V de Vingança.

Para acabar, uma música amorosa dos Titãs.

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E inté semana que vem!

A Liga

Foi ao ar hoje o primeiro programa “A Liga“, a nova produção da Bandeirantes. O formato do programa é inovador aqui no Brasil: quatro repórteres abordando um mesmo tema, quatro ópticas acerca de um mesmo assunto (mais ou menos o que a gente faz aqui com o Bombardeio).

Embora o elenco oficial pareça ser formado por Rafinha Bastos, Thaíde, Débora Vilalba e Rosanne Mulholland, esta não gravou a estréia, sendo substituída por Tainá Muller. O programa é extremamente dinâmico e tem um propósito social. Este capítulo, por exemplo, abordou moradores de rua. Os quatro repórteres se dividiram e acompanharam alguns casos de desabrigados. A inocente e ingênua Tainá passou o dia com um casal e seus filhos. Débora, com um grupo de crianças e adolescentes. Thaíde, um casal homossexual e, Rafinha, fantasiou-se de mendigo para viver na pele as dificuldades.

As apostas da Band em  “A Liga” são altas: logo de estréia já tem uma hora de duração e a resposta do público pareceu ser positiva, com aproximadamente 7 pontos de ibope. Diferente do “É tudo improviso“, este programa não está tapando nenhuma lacuna e parece que veio para ficar. O que eu acho muito bom, afinal, quanto mais denúncia social sendo veiculada, melhor. Ouvi um infeliz dizendo que não ia assistir ao programa porque era coisa socialista – mentalidade lamentável que eu não me assustaria se visse em meu avô, mas que em um sujeito de dezessete anos me assustou muito. A mensagem do programa é clara: ninguém se vestiu de mendigo pra xingar burguês, pra promover a revolução russa. O que fizeram foi dar um tapinha na cara de quem acha que o mundo se resume ao shopping center e às baladas. Um tapinha amigável. Ninguém está lutando contra o capitalismo, caros reacionários. Até porque, me parece, isso seria extremamente utópico. Estão é pedindo freio, pedindo calma, solidariedade. Estão mostrando isso para atiçar as cabeças do povo, para que pensemos o que pode ser feito para amenizar esses efeitos colaterais do sistema.

No entanto, o crescente compromisso que os programas de TV estão tendo com o social eu vou abordar no meu próximo Palavreado, com mais calma. Enquanto isso, fica a sugestão de acompanhar “A Liga”, toda terça, às 22h10.

Legendários, a nova aposta da Record

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Foi ao ar o primeiro programa do “Legendários”, o novo programa humorístico da TV Record. Antes de mais nada, gostaria de dizer que essa crítica é extremamente pessoal e nada imparcial. Afinal de contas, eu não sou jornalista – deixo isso para o Lucas e para o Marcel.

O programa é apresentado por Marcos Mion e tem como elenco João Gordo, Felipe Solari, os ex-integrantes do Hermes e Renato, Jaque Khury (ex-bbb), Gui Pádua, Marcelo Marrom, Miá Mello, Mionzinho, Élcio Coronato e Nestor Neto (o “pedala Robinho” do Pânico). Além disso, conta com a narração do Frota e música do Charlie Brown Jr.

OK, chega de apresentação. Vamos à crítica. A Record não oferece o espaço necessário para que o talento do elenco (ou pelo menos parte dele) seja aproveitado ao máximo. Todos nós sabemos que a turma do Hermes e Renato e o João Gordo precisam de um palavrãozinho, uma violência. E esse não é exatamente o tipo de conteúdo da Record – percebe-se claramente que estão todos diferentes, contidos, engessados. Aliás, Record e humor não têm nada a ver – a coisa mais engraçada da grade talvez seja o Pica-pau.

Uma outra impressão que tive é que a produção do CQC foi demitida e arranjou emprego no Legendários, porque a edição é idêntica. Falando em demissões, parece que o programa virou um reduto de desempregados fazendo um bico. Não estou dizendo que eles não têm talento, pelo contrário, só que estão totalmente descaracterizados.

Os quadros são uma mistura interessante. Um pouco de conscientização social (flagrantes de preconceito, política, ecologia), paródias de clipes, gracinhas em público, entrevistas etc.

A proposta do programa, no entanto, parece ter um diferencial. Num discurso cuticuti, Mion, utilizando-se de palavras como “sonho”, “amor”, “um mundo melhor” e “gangue do bem”, diz que Legendários evitará ao máximo o humor tipo Pânico. Ou seja: mulher pelada, violência e depreciação alheia. É  um ótimo posicionamento, mas vejamos até quando esses ideais resistirão.

Como o capitalismo afeta a arte

Artilheiro Colaborador: Murilo Andrade

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É dito pela Wikipedia que o Capitalismo é um sistema econômico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção, e pela existência de mercados livres, de trabalho assalariado. Este post não se destina a argumentar se o capitalismo  é melhor ou pior que qualquer sistema econômico. Só quero demonstrar como a necessidade de lucro prejudica certas formas de arte.

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Cinema
O Cinema vive a maior crise de criatividade de seua história. São remakes, adaptações (HQs, games, séries e até brinquedos!), reboots, reimaginações, reaproveitamento de idéias etc. Tudo só porque é muito mais seguro financeiramente falando investir num material conhecido e com uma base larga de fãs do que se arriscar em algo completamente novo. Ou seja, a indústria do cinema está indo para o ralo por causa da preocupação dos executivos em encher os bolsos. Cinema hoje, na maioria das vezes, é só mais uma forma de negócio.
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Literatura
Havia um tempo em que era praticamente impossível viver só de escrever. Era necessária uma carreira paralela para não passar fome. Ainda assim surgiram livros que são admirados até hoje. Já nos tempos atuais é possível ganhar milhões com um romance. Até quem não sabe escrever o próprio nome direito está lançando um, geralmente celebridades vazias e suas autobiografias. Agora eu pergunto: quais dos livros que ficam na lista de mais vendidos têm realmente chances de ser considerados um clássico no futuro? Pois é. Explicarei resumidamente minha teoria sobre isso.

O processo de criação de um livro começa, óbvio, na cabeça do aspirante a escritor. Ele põe a história que imaginou no papel, reescreve trechos, revisa umas 200 vezes até confiar que o seu livro está realmente bom. Acabada esta fase ele começa a mandar cópias do livro que nem um condenado para todas as editoras que conhece. Se por um milagre o livro for lido e alguma editora ver potencial nele, chamarão o escritor para discutir sobre sua obra. Lá ele, todo pimpão por saber que será publicado, descobre que terá que reescrever todo o seu livro conforme as ordens da editora. Elas vão de correções em pontas soltas, frases inteiras retiradas, trechos importantes e que tinham uma mensagem que o autor queria passar são excluídos, personagens modificados, o final alterado. A editora está pouco ligando se o livro ficará bom ou não, ela quer que venda. Dependendo, no final deste processo o romance ficou irreconhecível e ruim. Por isso procuro alternativas às editoras, quase sempre na internet.
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Comics
Os quadrinhos americanos são presos à uma cronologia interminável, que requer um conhecimento enciclopédico por parte dos leitores sobre os personagens, que só os nerds são dispostos a obter. Consequência? Esses gibis ficam presos a um público restrito enquanto os mangás vendem várias vezes mais e já até existe uma lista de mangás mais vendidos no New York Times. Editoras como a DC e a Marvel tentam reverter a situação. Matam e ressuscitam personagens todo santo dia, fazem “reformas” nos heróis para trazer de volta os leitores antigos (voltar com o Wolverine usando o pijaminha amarelo quando até nos filmes ele já usava a roupa de couro é inovação?), criam megassagas que envolvem mais de cinqüenta revistas só para aumentar as vendas, crossovers etc. Sinceramente, acho que eu me sentiria um trouxa se ainda lesse esses quadrinhos. A DC e Marvel na sua competição tola para ver qual é a melhor (para mim estão tudo no mesmo barco atualmente) fazem os comics perderem boa parte da graça. Eles têm que torcer para que seus personagens em versão infantil conquistem as crianças e criem futuros leitores, se não vão cair ainda mais com o tempo.
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Música
Prejudicada pelos downloads feitos ilegalmente, a indústria fonográfica consome mais suas energias em punir os infratores do que em pensar em uma alternativa de negócio eficaz. Mas não é bem sobre isto que eu quero falar. Pense que uma banda envia para uma gravadora um CD com suas músicas. Um produtor curte o som, mas diz que eles precisam fazer “algumas” mudanças. Não só nas músicas, mas na forma de se vestir, falar e de se comportar dos integrantes. O produtor não quer saber de riscos, e quanto mais os integrantes da banda forem permitindo as mudanças, mais as músicas ficam sem ousadia e inovação nenhuma, puro “mais do mesmo”. Vai ver é por esse motivo que eu gosto tanto de bandas independentes.
Na música clássica é bem pior. Praticamente, não são lançadas obras originais, apenas regravações em novas roupagens. “Mozart para bebês“, “Beethoven por tal maestro“, “Bach no violino“, etc. O pior de tudo é que ainda vendem bem.

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Mangás
Na mais concorrida indústria de quadrinhos do mundo, o artista só consegue ser publicado se dominar as técnicas dos mangás, tiver uma história interessante e fácil de ser explicada e traço que permita uma leitura rápida e de fácil entendimento do que acontece nas páginas. Suponhamos então que um mangaká (o artista que faz o mangá) consiga publicar na mais célebre e concorrida antologia do Japão, a Shonen Jump. Ele pode até criar algo original, mas se for rejeitado pelos leitores seu mangá será cancelado da revista. Com medo disso a maioria dos artistas prefere não arriscar, usando um traço comum, entupindo suas histórias de clichês e fórmulas gastas (um protagonista de coração puro e ingênuo, de pouca habilidade, mas com muita disposição para vencer). Se o mangá fizer sucesso, a sede de grana da editora e do autor o empurrará por uns trinta volumes ou mais, mesmo que a qualidade seja prejudicada no percurso. Quem sai perdendo são os leitores, como sempre.
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Animes
Presos a uma crise tão grande que quase não são lançadas animes originais. Geralmente, são adaptações de mangás, games ou de light novels (romances ilustrados e de leitura rápida). Tudo porque os executivos se cagam de medo de ficar no prejuízo e optam por investir em materiais já conhecidos. Custa fazer algo que eu já não tenha lido num mangá?
Eles deviam acrescentar algo às tramas, e não copiar cena por cena, e depois acrescentar dezenas de episódios que não existem na obra original só pra encher lingüiça.

É claro que eu poderia falar sobre outras formas de arte. Mas vamos parar por aqui.

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Sobre o Artilheiro Colaborador

Murilo Andrade estuda biblioteconomia e escreve posts durante o horário do estágio ao invés de trabalhar. Já colaborou em inúmeros blogs, mas hoje “só” escreve em três: Humorragia, Nerds Somos Nozes e Himitsu.